A Igreja e a Política

Nesta página você encontrará alguns motivos para que a igreja atue na política!




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A Igreja Evangélica e a Política Brasileira


Estudando um pouco de história política no Brasil, deparei-me com uma informação que me deixou surpreso! O Brasil já teve um Governante Protestante! Sim, o nobre General Giezel, de confissão luterana.
Nas ultimas décadas, salvo a manifestação massiva e atuante da Igreja Católica Romana na politica brasileira, houve um desdem por parte dos evangélicos sobre este assunto.
A falta de um posicionamento dos lideres evangélicos, que por sua vez demonizaram a politica e desestimulavam qualquer cristão a se envolver com o assunto, provocou um desfavor à nossa Pátria bem como a igreja.
Com muita dificuldade e “pisando em ovos” alguns cristãos evangélicos foram rompendo tais barreiras e aos poucos chegando ao escalão politico brasileiro. E de repente as grandes igrejas entenderam a necessidade de ter representantes de seu segmento no cenário politico nacional.
Mas, a falta de vigilância, compromisso com o reino e o total despreparo, incluindo espiritual, levaram a bancarrota tais políticos evangélicos, que naquele tempo através do que foi chamado Sanguessugas, a CPI das Ambulâncias  que, por sua vez, tal escândalo foi o responsável pela quase extinção dos evangélicos na casa das leis.
Aprofundar nesse assunto nos levará a uma grande trama, uma grande conspiração contra os evangélicos na Câmara dos Deputados, visto que, de todos os parlamentares acusados, quase 100 ao todo, incluindo 90% de todos os evangélicos da casa, apenas 8 foram considerados culpados, todavia, graças a super-exposição na mídia, e a “santidade” reinante no movimento evangélico brasileiro fez com quem no pleito seguinte, pastores e suas ovelhas, preferissem transferir seus votos dos “fracos parlamentares evangélicos”, para os “fortes parlamentares ateus-feiticeiros-sodomitas”.
O resultado pela falta de parlamentares genuinamente cristãos, que por mais fracos que fossem, se la estivessem em um número representativo na votação de uma lei que até hoje tira o sono da igreja cristã brasileira (católicos+evangélicos), teria sido diferente, a famigerada Pl.122 .
Outro problema que detectei, foi que a maioria das igrejas que “abriram” suas mentes para a politica, proibiram seus sacerdotes de atuarem como parlamentares, pregando que: “Pastor que se mete em politica perde a unção e o ministério”. Esse talvez tenha sido um dos maiores erros da igreja, afinal, enviar para o parlamento homens cristãos, de boa índole  empresários  todavia despreparados espiritualmente, sem força de enfrentamento as hostes malignas que operam naquele lugar, a fraqueza diante das tentações, facilitou e muito para que a corrupção deles se apoderassem.
Um pastor na politica é infinitamente mais visado, portanto sabe ele que qualquer escândalo com seu nome poderá ser sinônimo de falência ministerial, isso o fará vigiar mais, ficar mais atento.
Quando algumas igrejas, tiraram o altar de seus pastores, bispos, sacerdotes, por terem se tornado políticos  eles perderam a motivação para a santidade, a falta do púlpito tirou deles a blindagem espiritual, a força que os levou ao parlamento, a certeza de que executariam um plano divino se desvaineceu, e isto os fez esquecer o que eles eram: sacerdotes e os transformaram naquilo que eles estavam: políticos.
Na ultima eleição para Presidente, a igreja cristã brasileira em todos os seus segmentos, foi a grande responsável pelo segundo turno. A mobilização nas redes sociais e pregações em púlpitos  sobre assuntos como Aborto, Homossexualidade, fim da liberdade de culto levaram a nação a repensar sobre a liderança da atual Presidente da Republica.
Infelizmente após a eleição, compromissos foram esquecidos, e o inferno mais uma vez se levanta. Falo não como observador agora, mas como Politico atuante em pleno mandato, precisamos nos fortalecer! Neste ano de 2012, teremos a oportunidade de eleger governantes e legisladores municipais.
Peço encarecidamente que lideres evangélicos em suas cidades se reúnam para discutirem sobre as eleições municipais, se possível, indicando candidatos cristãos genuínos!
Peço também que, caso o candidato a Prefeito de seu município for um deputado, investiguem seu trabalho na Câmara dos deputados, peçam informações! Por exemplo, um candidato a Prefeito da capital de SP é o Pai do “kit gay”; uma candidata a Prefeita de Porto Alegre é a madrinha do movimento Homossexual e ambos simplesmente esnobam e ignoram nossos princípios cristãos!
Vamos eleger o maior numero de vereadores evangélicos pois eles serão os responsáveis pelas leis municipais!
Vamos mostrar a nação brasileira, a força da igreja cristã neste país, que enquanto estiver é O SAL DA TERRA e A LUZ DO MUNDO!
Oremos pela nossa nação, oremos pelo mundo, que Deus nos abençoe.
“Quando o Justo Governa, o Povo se Alegra!” Provérbios 29:2
Pr. Marco Feliciano

Liberdade de Expressão: Direito de Todos

O melhor modelo até hoje criado para uma sociedade na qual haja esperança e respeito para todos, além de fundamentos para sua liberdade é a democracia, cujas bases se sustentam na liberdade de expressão e em um Estado laico – não obstante professarmos nossa fé, e ela estar presente em quase todo o mundo, especialmente na sociedade brasileira.
Não está em jogo aqui discutirmos Estado democrático e laico, porque já são fundamentos estabelecidos, consensuais, sob os diversos pontos de vista. Por mais contraditórios e antagônicos que sejam alguns princípios como construção de família e direitos individuais, precisamos de liberdade de expressão. Como sociedade, em que precisamos evoluir? Colocando nossos esforços em alguns princípios e conceitos.
Uma jornalista me perguntou certa vez se a igreja não intervem no Estado laico quando um deputado professa sua fé e defende uma postura. Eu respondi: “Não, Acho que estamos com conceitos confusos”. Primeiramente, o Estado é laico na sua constituição. Não temos testemunhado nenhum esforço, de nenhum segmento cristão ou religioso, que possa fazer alguma alteração, constitucionalmente falando. O nosso país é democrático, laico, do ponto de vista de não ter uma fé privilegiada na Constituição.
As nações mais democráticas do mundo, que sustentam a democracia e a liberdade, têm raízes cristãs, devem ao cristianismo o fato de terem se tornado o que são e influenciado o mundo que temos hoje. A nossa geração, que goza de certos privilégios, como a liberdade de expressão, tem raiz cristã. Aliás, temos nações que são democráticas, mas não têm essa liberdade – pelo menos do ponto de vista religioso, cultural, existem inúmeros limites.
Sinto que o cristianismo trouxe maturidade. Com seus erros e acertos, reconheço que, com muitos excessos, o cristianismo trouxe para a civilização atual a estatura que ela possui hoje. E, dentro dessa estatura, trouxe liberdade, inclusive os direitos humanos, que é são a base da nossa geração atual, foram gerados no útero do cristianismo, sob as premissas que Jesus Cristo ensinou: “amar o próximo como a ti mesmo” e “querer para o outro o que se quer para si”.
Alguns filósofos atuais estabelecem claramente que só se encontra a democracia quando se encontra o cristianismo. Se, por um acaso, uma nação perde sua democracia, ela perdeu suas raízes cristãs. Precisamos reconhecer que isso está na história, extremamente bem colocado. A participação parlamentar, óbvio, veio para representar segmentos. É natural que, quem é do mundo cristão, vai defender os princípios que regem essa linha.
Para que possamos construir uma sociedade de todos, precisamos construir consensos dos dissensos, honrar e respeitar o espaço do outro, encontrar limites dentro dessas diferenças. Tenho direito de crer e me expressar, direito esse que é individual e sagrado. Agora, precisamos entender os nossos limites, que não se sobrepõem à democracia.
A igreja quer ser respeitada na sua capacidade, no seu direito de acreditar na Bíblia, nos princípios, naquilo que é tradição na sua fé. Mais do que isso: quer pregar essa convicção nas suas igrejas, nas ruas, de falar isso para a sociedade, para seus filhos, netos e próximas gerações. O que não pode existir é direito absoluto. Isso é ditadura, e não podemos aceitar!
Não podemos ter nenhum tipo de direito absoluto, nem de fé, muito menos de princípios e convicções. Acredito que o melhor para nossa sociedade é saber ouvir e falar. É a única maneira que temos de conviver em harmonia. Podemos pensar diferente? Podemos. Aliás, princípios e conceitos mudam. Quem nunca mudou? Ninguém é estático a vida inteira – e que essa mudança, bem-vinda, seja para melhor.
Do ponto de vista das igrejas, entendemos muito bem os direitos da maioria e o das minorias. Mas não podemos aceitar, e é razoável que seja assim, que um tente sobrepor seu direito ao do outro. Nossa busca é por achar uma maneira de entrar em equilíbrio, fazer com que direitos e liberdades sejam igualmente respeitados. Não podemos deixar que nossa crença, convicção ou filosofia possa prevalecer sobre as do outro. Precisamos, cada vez mais, honrar o princípio da liberdade. Eis o nosso caminho.
*O Bispo Robson Rodovalho preside a igreja Sara Nossa Terra.

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