quarta-feira, 14 de maio de 2014

DF e Goiás discutem segurança integrada




Autoridades e especialistas em segurança pública se reuniram no TCU para apresentar os resultados desenvolvidos na área; também foi abordada a gestão integrada das políticas, com ênfase na região do Entorno do Distrito Federal; " Investimos muito na parte humana, de material e equipamento, tecnologia, além de termos ampliado o sistema prisional em 400 vagas e integrado as nossas Forças de Segurança", afirmou o governador Agnelo Queiroz.

Kelly Ikuma, da Agência Brasília - Autoridades e especialistas em segurança pública se reuniram nesta terça-feira (13) no Tribunal de Contas da União (TCU) para apresentar os resultados desenvolvidos na área. No evento, intitulado "Diálogo Público – em busca de soluções para a governança das políticas públicas de segurança", também foi abordada a gestão integrada das políticas, com ênfase na região do Entorno do Distrito Federal.

"O papel do TCU é preventivo, de ajudar na elaboração das políticas públicas. Todos os gestores do país querem isso: ações para resolver o problema e não só fiscalizar. Estamos avançando em relação à segurança pública no DF. Investimos muito na parte humana, de material e equipamento, tecnologia, além de termos ampliado o sistema prisional em 400 vagas e integrado as nossas Forças de Segurança", afirmou o governador Agnelo Queiroz.

Quando questionado em relação à segurança no Entorno, o governador afirmou que a integração é a solução para esse problema. "Temos uma população na região do Entorno de mais de 1,2 milhão de habitantes, e não temos a governabilidade sobre essa área, por isso a dificuldade é maior. Tem que ter uma ação integrada que envolva o estado de Goiás com a ajuda do governo federal. Temos interesse direto nessa relação", ressaltou o chefe do Executivo local.

Sobre o assunto do Entorno, o governador de Goiás, Marcone Perillo, foi categórico ao dizer que o estado precisa "de ajuda financeira, de um pacto com o governo federal e o de Brasília para termos recursos e efetividade na segurança do cidadão do Entorno". De acordo com ele, só neste ano, foram contratados 3,8 mil novos policiais para a região. "Conseguimos melhorar as estatísticas, mas ainda não estamos satisfeitos", concluiu.

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Naves, destacou que o quadro em relação à segurança pública no Brasil ainda é preocupante, justamente pela falta de "política nacional integrada e de uma comunicação entre todo o sistema de segurança no Brasil".

Para melhorar o quadro atual, o ministro enfatizou o novo sistema adotado pelo TCU, que são as auditorias coordenadas. "Estamos chamando os outros tribunais de contas dos estados para fazer uma sistematização de todos os setores. Com isso, os governos passarão a ter consciência dos gargalos de cada setor, levantamento que ajudará os gestores na tomada de decisões".

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sinalizou que o governo federal já está cumprindo as orientações do tribunal. "Buscamos o aperfeiçoamento na gestão e o aumento no controle da forma com que os gastos são feitos. Esse é um grande desafio que o TCU nos orienta e que estamos conseguindo. Em segurança pública, o governo federal não pode ser uma casa da moeda, que abastece os estados. Ele é alguém que é parceiro", avaliou.

O seminário segue na parte da tarde com palestras sobre o debate da segurança pública no Legislativo e o papel da União, dos Estados e dos Municípios no tema.
 
Fonte: Brasília247

Nenhum comentário:

Postar um comentário