sexta-feira, 7 de março de 2014

Saúde da mulher se conquista com mais prevenção

Incidência de câncer preocupa especialistas, que reforçam: é preciso fazer exames



Muito além das homenagens ao sexo feminino, o Dia Internacional da Mulher, celebrado amanhã, é tempo de   comemorar as conquistas deste gênero   e  de as próprias mulheres avaliarem como estão os  cuidados relativos ao bem-estar. Por isso, a saúde é tema da primeira de três reportagens do JBr..
Um dos assuntos que mais preocupam os especialistas é a incidência de câncer. Dos tipos de tumores, mais de 60% são de   mama e 23% no colo do útero. 
Ivanice Bernardes, 48 anos, conseguiu fazer a chamada prevenção secundária contra o câncer de mama justamente por se importar com essa questão. “Eu fazia o autoexame todo dia. Ainda mais depois que uma cunhada minha morreu de câncer”, relata a mãe de dois filhos.
Ela descobriu o nódulo no seio direito há 13 anos. Sua vida mudou. “Nunca tive tranquilidade. Fiquei nervosa até fazer a cirurgia”, conta. Por ter detectado o problema bem cedo, não precisou retirar o peito, mas foi submetida a cirurgia, quimio e radioterapia. “Para dizer a verdade, nunca me vi realmente livre do câncer, pois faço exames e acompanhamento todo ano. Graças a Deus nunca mais tive nada”, alivia-se.
Genética
Sua preocupação, então, voltou-se para a filha mais nova, Laryssa, 22 anos, pois ela foi informada  de que pacientes com histórico de câncer de mama na família têm mais propensão a desenvolver a doença na vida adulta. 
“Sempre temos que discutir quais tipos de câncer podemos fazer prevenção primária, ou seja, evitar que a doença ocorra, ou secundária, que é o diagnóstico precoce”, alerta o oncologista do Hospital Santa Luzia  Anderson Silvestrini. Ele diz que procedimentos relativamente simples como mamografia periódica podem reduzir em até 20% a mortalidade.
Outra faceta da doença que assombra as mulheres é o câncer no colo uterino, causado principalmente pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV), transmitido, basicamente, via sexo. “O ideal é a menina visitar o médico antes da vida sexual ativa”, alerta o ginecologista Paulo Miranda, também do Santa Luzia. “O uso de preservativos não elimina, mas diminui substancialmente a chance de contágio por HPV”, completa.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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