sexta-feira, 7 de março de 2014

Candangolândia: Falta de ônibus é motivo de reclamações




Uma das cidades mais antigas do DF, a Candangolândia ainda conserva o jeito de interior. Com 15 mil habitantes, a pequena cidade continua sendo um local tranquilo para se viver.  Mas os moradores ressaltam que a região administrativa sofre com um problema de cidade grande: a precariedade do transporte público.

A população reclama  que poucos ônibus entram na cidade - boa parte passa apenas pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia). Além disso, as linhas não têm horário fixo e a espera  pode chegar a até duas horas.

Demora

Dona Maria Helena, moradora da QR 2 há 28 anos, conta que, para ir até o Núcleo Bandeirante, localidade vizinha, leva mais de uma hora. “Espero, em média, uma hora e meia no ponto. No final de semana, então nem, se fala. Já venho de tênis porque sei que vou precisar caminhar até lá”, reclama.

Ela denuncia ainda que existem linhas para o Guará, mas elas não passam pela Candangolândia na volta. “Conseguimos ir, mas sem a garantia de que teremos como voltar”, comenta.

A estudante  Mayara Eufrasio,   26 anos, confirma a versão da vizinha. “Quando estou no Guará e quero voltar, preciso ir até o metrô e descer em alguma outra cidade para pegar um ônibus para a Candangolândia. Direto é impossível”, lamenta.

Passageiros também reclamam das linhas que levam ao aeroporto, passando pelo Lago Sul; e a rodoviária. “Os ônibus para o aeroporto demoram quase duas horas e quando passam, obviamente, estão cheios. Para a rodoviária é outro problema. Se não pegamos o primeiro ônibus da manhã é impossível saber que horas virá o próximo”, alega, Maria Helena.

Trajeto  questionado

Outros dois problemas   são o trajeto e o estado de conservação dos ônibus. “A maioria deles não vai até o final da avenida principal do Núcleo Bandeirante, contorna o primeiro balão e volta para a Epia.  Além disso, os veículos estão caindo aos pedaços e os motoristas são constantemente agressivos. Dirigem muito rápido e mal nos esperam entrar nos ônibus”, argumenta a aposentada   Nilda Medeiros,   71 anos.

E a população fica de mãos atadas, já que o metrô também não passa pela cidade. “Quando fico mais de uma hora e meia esperando e não consigo pegar ônibus, volto para casa. Não posso ficar pagando táxi”, completa, Nilda.

Moradores dizem que a administração regional conseguiu, recentemente, que alguns ônibus entrassem na cidade, o que até pouco tempo não acontecia. Porém, ao solicitar a construção de um terminal de ônibus, a justificativa seria de que, pelo número de habitantes, a cidade ainda não necessita dessa estrutura.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília


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