sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Missão Internacional Ágape inicia atividades escolares em Guiné-Bissau

Ministério em Guiné-Bissau cerca terreno e inicia atividades escolares

Projeto educacional da Sara Nossa Terra, com a Missão Internacional Ágape, na África, auxilia população que vive abaixo da linha da pobreza

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Ministério Sara Nossa Terra – Missão Internacional Ágape (MIA) – em Guiné-Bissau, na África Ocidental, deve concluir em breve a reforma do templo e conquistar colaboradores para o programa Pais Adotivos de Educação, da Escola NesherA expectativa é que, até o final do ano, também estejam concluídas as obras do muro que cerca a igreja.
Dirigida pela Pastora e Missionária Ana Maria Lima, a MIA tem diversos projetos em andamento. Entre eles está o Pais Adotivos de Educação, que funciona diretamente ligado à escola NESHER, em Guiné, e atende 75 crianças da educação infantil ao ensino fundamental. Os “pais adotivos” são pessoas que adotam uma criança durante o período letivo enviando R$ 50 mensais para cobrir os custos escolares.
O nome NESHER, explica a pastora Ana, foi inspirado no voo alto da águia. “Penso que nossas crianças futuramente serão grandes líderes que irão mudar a história do Guiné-Bissau”, disse ela.
1384078_532545940175711_1739294675_nO programa tem vários desafios a vencer, a começar pelas greves de professores, que paralisam as atividades em mobilização nacional pelo pagamento de seus salários. Outra urgência é a adesão de mais “pais adotivos”. O projeto necessita de colaboradores para que mais crianças possam ser alcançadas. “O objetivo é conseguir uma mudança não somente, mas espiritual, pois somos uma escola cristã”, lembrou a pastora.
Ana Maria avisa que há um mês deram início ao projeto escolar e que são inúmeras as necessidades, normalmente, supridas com poucos reais. “Temos visto a mão do Senhor sobre nós. Sinto não poder atender mais crianças, porque não temos mais colaboradores. A cada dia recebo mais pedidos para vagas e estou tendo que dizer não, infelizmente”, ressaltou a Pastora.
15100_430456810384625_742674464_nAlém deste trabalho, no dia 9 de novembro a Igreja deu inicio à construção de pilares para cercar o terreno em que está localizado o templo, pois estavam tendo problemas pela falta do muro. O templo foi reformado este ano pelos próprios membros da Igreja e é comum pessoas invadirem. Daí a necessidade de cercar a área. Tudo está sendo feito com poucos recursos, segundo ela. “A orientação veio da parte do Senhor: depois de dez dias de jejum e oração, conseguimos comprar com pouco dinheiro um bom material para fazer os pilares, mas ainda faltam recursos para levantar o muro”, disse.
2542_538658809564424_1377745911_nAna Maria está doente pela quarta vez. Tem malária, doença que atinge 500 milhões de pessoas por ano, causa a morte de três milhões de adultos anualmente e mata uma criança africana a cada segundo, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo com dores no corpo decorrentes da doença, ela posta em seu perfil nas redes sociais diversas atividades congregacionais das quais não abre mão de participar. “Hoje acordei com um vazio no peito, pois estou com malária outra vez. A vida na África é assim mesmo!”, disse a Pastora, com bom ânimo.
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guinc3a9bissau-mapabandeiraContexto em que a Missão Internacional Ágape (MIA) atua em GUINÉ-BISSAU
Um dos países mais pobre do mundo, Guiné-Bissau ocupa a 164ª (entre 169) posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU) – dados de 2010. Antes colônia de Portugal, tornou-se independente em 1974, com o nome oficial República da Guiné-Bissau. A área de Guiné é maior do que os estados brasileiros de Alagoas ou de Sergipe – com 36.126km². A infraestrutura é inadequada e os indicadores sociais precários.
Tem quase 1,6 milhão de pessoas de várias etnias como, por exemplo, os balantes, os fulanis, os mandayakos e os molinkes. Várias religiões são professadas por eles, os cristãos são a menor porção.
O país faz parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) das Nações Unidas, mas possui diversos dialetos locais, como Crioulo, que é o mais falado, Mandjaco e Mandinga.
Localizado na costa ocidental da África, faz fronteira com o Senegal, com o Guiné-Conacri e é banhado pelo Oceano Atlântico. A agricultura e a pesca são as principais fontes de renda e em 2012 seu PIB foi de US$ 700 milhões.
Segundo a pastora Ana Maria, o país não tem fornecimento regular de energia elétrica. Usam-se geradores ou painel solar – “para os que têm condições financeiras. Pago R$ 60 por semana para usar a energia de uma fabrica de gelo”, contou.

FONTE: SARA NOSSA TERRA

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