sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Quase metade da população do Paranoá não concluiu ensino fundamental Dentre os moradores

2,3% não terminaram os estudos em idade apropriada e recorreram à Educação de Jovens e Adultos (EJA)
Mirelle Pinheiro


Do total de 45,6 mil habitantes do Paranoá, quase metade (40,99%) informou que não concluiu ensino fundamental, enquanto 69,92% da população declararam que não estudam. Apesar de 57% dos habitantes confirmarem que têm carteira assinada, mais de 90% não contam com Plano de Saúde e recorrem aos hospitais públicos e às Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Os dados são da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD), divulgada nesta quinta-feira (8/8), pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) e mostram também que 4% da população se declararam analfabetos.

A pesquisa mostra ainda que 2,3% dos moradores não terminaram os estudos em idade apropriada e recorreram à Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os que concluíram o curso superior, incluindo especialização, mestrado e doutorado somam apenas 3,93%. Segundo os dados divulgados, 96,25% da população não faz atividades extracurricular, como curso de línguas e informática.


Os empregos que mais se destacam na região são voltados para o comércio, serviços gerais e construção civil. A renda da maior parte dos moradores varia entre 2 e 5 salários mínimos. Somente um terço dos habitantes trabalham no próprio Paranoá.


Segundo o gerente de base de dados da Codeplan, Jusçânio Souza, a proximidade de outras regiões e a mão de obra oferecida fez os moradores recorressem ao Plano Piloto e ao Lago Sul. “O Plano Piloto apresenta um índice razoável de trabalhadores por conta da concentração do serviço público. E o Lago Sul oferece oportunidades para aqueles que atuam na construção civil e serviços domésticos”, diz.


Ainda falta oferta de lazer no Paranoá, como cinemas e parques. Segundo a pesquisa, 86,95% dos moradores declararam que não conhecem atrativos na região. A PDAD 2013 apontou que a população tem pouco hábito de ir ao museu, teatro e biblioteca. Com relação aos frequentadores de cinema, a população mostrou-se mais participativa.


Fonte: Correio Braziliense

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