sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Comunidade em rede social expõe a precariedade das delegacias do Entorno

Batizada de Diário de Delegacia, a página criada em uma rede social exibe relatos das dificuldades dos profissionais

 (Facebook/Reprodução)


O telefone celular e a internet são as principais armas de policiais civis goianos contra o descaso com a segurança pública do estado vizinho ao Distrito Federal. Numa página virtual mantida pela categoria em uma grande rede social, os agentes denunciam a precariedade da estrutura de delegacias em Goiás. Batizada de Diário de Delegacia, a comunidade criada em uma rede social exibe relatos das dificuldades dos profissionais e, principalmente, fotografias das instalações em que trabalham. Grande parte das imagens é de unidades do Entorno, região goiana mais violenta e com a menor quantidade de policiais e viaturas.

Até a noite de ontem, a comunidade tinha 1,1 mil integrantes. A maioria se identifica como agente de polícia de Goiás. Em um dos mais recentes posts, apareciam quatro fotos de entulhos. “Não são imagens de guerra, mas de um Ciops do Entorno de Brasília”, escreveu o autor, Marrer Hafi. O também policial civil Thiago Muller exibiu nove imagens do 2º Distrito Policial de Valparaíso — onde também funciona o Ciops do Céu Azul —, cercado de mato, com marcas de tiro na fachada, cadeiras quebradas no interior e dezenas de carros velhos no pátio, incluindo os da corporação. Mas a fotografia que mais chama a atenção é a de um galo passeando pela recepção.

A mensagem referente ao 7ºDP, de Aparecida de Goiânia, acompanha um relato surpreendente: “Lá, é um muquifo, não tem nem sala para ouvir suspeitos e vítimas. O pior é que, enquanto a pessoa presta depoimento, o marginal não tem lugar para ficar. Ele tem que ir para o lado de fora, no quintal da delegacia, com um policial vigiando. Nisso, o criminoso escuta tudo o que o depoente fala, porque não tem acústica necessária pra resguardar o atendimento”. Ainda há várias outras publicações de distritos policiais goianos sujos, com todo o tipo de equipamento quebrado, rachaduras e fiação exposta.

Fonte: Correio Braziliense

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