quinta-feira, 20 de junho de 2013

Congresso espera ato pacífico nesta quinta, mas anuncia 'proteção ao patrimônio público'


 




Uma nova manifestação popular está prevista para hoje dia (20/06) em frente do Congresso Nacional. A meta anunciada em redes sociais pelo grupo Acorda Brasília é reunir um número bem maior que as dez mil pessoas presentes na marcha da última segunda-feira (17), mas ainda assim a expectativa dos senadores é de uma jornada pacífica.
A legitimidade dos protestos  voltou a ser defendia nesta quarta-feira (19) pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Segundo ele, a principal lição a ser aprendida neste momento é a da “humildade”. No entender do senador, os brasileiros querem ampliar seus direitos e o Legislativo está pronto para "fazer a sua parte”.
- Temos que respeitar as manifestações e espero que as coisas não se exacerbem – afirmou o parlamentar.
O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), disse à agência de notícias daquela Casa que já conversou sobre o assunto com Renan e com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Vargas anunciou que serão adotadas medidas para "proteger o patrimônio público", mesmo que a expectativa seja a de um protesto “pacífico”.
- O Congresso já deu um sinal: teremos uma comissão geral na próxima quarta-feira para discutir um dos assuntos centrais do movimento: a tarifa do transporte público. A manifestação é uma festa da democracia, mas deve ser tranquila e serena - pregou.
O deputado adiantou que, ao contrário do que ocorreu na segunda, nãos será permitida a ocupação do teto do Congresso Nacional para não colocar em risco a integridade dos próprios manifestantes.
- O que aconteceu na segunda nos deixou muito temerosos - acrescentou.
Reivindicações
Entre os temas do novo ato estão a redução do preço de passagens, as críticas aos custos com a Copa do Mundo e a rejeição à PEC 37/2011, que retira o poder de investigação do Ministério Público. Os manifestantes também pedem mais investimentos em saúde e educação.
Em pronunciamento nesta quarta-feira(19), o senador Cyro Miranda (PSDB-GO) disse que “é preciso acordar” diante das manifestações populares que tomaram conta das ruas das principais cidades do país nos últimos dias.
Para Cyro Miranda, os três Poderes precisam assumir suas responsabilidades. O governo, em particular, deve ser questionado sobre a situação da economia.
O senador Paulo Paim (PT-RS) deve acompanhar a manifestação prevista para esta quinta. Ele defendeu o diálogo com os manifestantes e disse esperar um tom pacífico nos protestos. Segundo o senador, é preciso respeitar a autonomia do movimento e compreender a "natural a ampliação da pauta de reivindicações":
- Os três Poderes terão de se abrir para as demandas da população - advertiu.
Na opinião do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), é preciso perceber melhor “até onde vai” o movimento e qual a disposição dos manifestantes em dialogar. Ele não vai estar em Brasília, como fez na última segunda, pois pretende acompanhar em São Paulo (SP) nova marcha do Movimento Passe Livre (MPL). Suplicy busca um canal de diálogo com o MPL e outros movimentos.
- Precisamos ouvir os manifestantes com maior atenção – aconselhou.
Efeitos
A onda de manifestações já produziu efeitos. No início da noite, foi anunciada a redução do preço das passagens em São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Na capital paulista, o preço baixou vinte centavos e voltou aos R$ 3,00. Idêntica redução na capital fluminense deixou a passagem em R$ 2,75. Outras cidades já haviam anunciado a redução da tarifa.
Na Câmara dos Deputados, André Vargas defendeu o adiamento para o segundo semestre a votação da PEC 37 – um dos pontos mais importantes do rol de exigências dos manifestantes. Vargas reconheceu que o tema é polêmico e que nenhum partido tomou posição a respeito. Dessa forma, não há consenso entre os líderes sobre a matéria.
- Devemos gastar nossas energias para chegar a um ponto de vista comum ou próximo disso - propôs.
Fonte: Agência Senado

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