segunda-feira, 6 de maio de 2013

Audiência pública vai discutir aumento de assassinatos de mulheres no país


 

As causas do aumento de crimes de conotação sexual cometidos contra mulheres serão analisadas em audiência pública que a Comissão de Direitos Humanos e Legislação participativa (CDH) promove na quarta-feira (8), a partir das 11h. A senadora Ângela Portela (PT-RR) é autora do requerimento de debate.

Chamados de feminicídios ou crimes de gênero, esses assassinatos diferem de homicídios pelo aspecto cultural, ou seja, por serem motivados pela discriminação contra a mulher.

Dados reunidos no Mapa da Violência 2012 indicam que as taxas de homicídios feminino, que haviam recuado no início da década de 1990, voltaram a subir, principalmente entre adolescentes.

Conforme as estatísticas, a cada cinco minutos, uma mulher é agredida no Brasil, sendo registrados 4,4 assassinatos de mulheres em cada grupo de 100 mil mulheres, o que coloca o Brasil no 7º lugar entre os 87 países com maior número de homicídios femininos.

Segundo os especialistas, o feminicídio é resultado de uma cultura patriarcal machista que permanece no país, onde mortes por "defesa da honra" ainda encontram aceitação social. Os estudiosos também apontam o aumento de violência contra as jovens, decorrente de uma sexualização cada vez mais precoce, antes mesmo da adolescência.

Foram convidadas para o debate a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, e a secretária-executiva da pasta, Lourdes Maria Bandeira. Também foram convidados o jurista Emílio Ginés, do Subcomitê de Prevenção da Tortura das Nações Unidas; a juíza Adriana Ramos de Mello, do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher;  e Magnólia de Souza Monteiro Rocha, presidente da Liga Roraimense de Combate ao Câncer.

Fonte: Agência Senado

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