segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pelo menos 200 mil pessoas circularam pela Esplanada nos dois dias de festa


O dia começou com a Maratona de Revezamento, promovida pelo Correio Braziliense e terminou com uma série de shows acompanhada por milhares de pessoas que driblaram o frio da noite dançando e cantando.
Maria gadú ao cair da tarde ( Monique Renne/CB/D.A Press)

A esplanada é livre (Iano Andrade/CB/D.A Press)
A esplanada é livre

Estrutura de festa (Carlos Moura/CB/D.A Press)
Estrutura de festa


A capital que leva no sotaque um pouquinho de cada canto do Brasil teve uma festa de 53 anos marcada pela diversidade. Música de vários ritmos e esportes para todos os gostos, da tradicional corrida, passando pelo skate e chegando até campeonato de balonismo. Nos dois dias de festa, pelo menos 200 mil pessoas circularam pela Esplanada dos Ministérios, onde havia atrações das mais democráticas. A homenagem à cidade ocorreu também no Parque da Cidade e no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Ventos fracos a moderados no início da manhã de ontem impulsionaram os mais de 4 mil corredores da 7ª Maratona Brasília de Revezamento, promovida pelo Correio Braziliense. Depois de fazerem alongamentos e aquecimentos de praxe, na altura do Ministério de Minas e Energia, eles dispararam pela Esplanada dos Ministérios, às 8h03, em circuito que passava pela L2 Norte, pelo Setor de Embaixadas Norte e pela Vila Planalto.

Ao fim dos 42,195km de prova, as equipes vencedoras foram a GranCursos/Caixa, no masculino (2h08min43s); a SuperCei/Poupex (2h30min12s), no feminino; a SuperCei/Poupex/Dalmo Ribeiro (2h21min51s), na categoria mista; e a Fast Wheels, na de cadeirantes. Os primeiros lugares dos grupos masculino, feminino e misto levaram para casa um automóvel Kia Soul. Uma das presenças mais notadas foi a da modelo mineira Daniela Cicarelli, que completou um trecho de 5,6 km em 25 minutos e 29 segundos. “Comemorar o aniversário de Brasília com uma corrida é a melhor iniciativa possível”, comentou ela.

Ao sabor do vento (Janine Moraes/CB/D.A Press)
Ao sabor do vento


A arte eterna do palhaço (Janine Moraes/CB/D.A Press)
A arte eterna do palhaço


No mesmo horário da largada, enquanto a adrenalina tomava conta dos atletas, outros moradores aquietavam-se dentro da Catedral Metropolitana Nossa Aparecida para a missa em Ação de Graças pelo aniversário da cidade. “Vamos pedir a Deus para nos iluminar a fim de percorrermos o caminho certo”, orou o governador Agnelo Queiroz, ao lado da primeira-dama, Ilza Queiroz.

A festança temática dos 53 anos voltou-se para os jovens, já que Brasília recebeu o título de Capital Ibero-Americana da Juventude, sucedendo a cidade de Braga, em Portugal. Concedida pela Organização Ibero-Americana de Juventude, a honraria tem validade até março de 2014. Por isso, foi preparada uma programação gratuita e ao ar livre, no Complexo Cultural da República, em que a moçada se esbaldou em piruetas a bordo de skates, em estripulias do radical parkour e em equilibrismos no slackline.

Enquanto isso, num céu ora azul ora nublado, em que a temperatura não ultrapassou os 25ºC, a Esplanada coloriu-se ainda mais com o 3º Festival Nacional de Balonismo de Brasília. No Lago Paranoá, esportes como remo e stand-up paddle ajudavam a aumentar as marolas. Já no chão coberto de areia, perto da Rodoviária do Plano Piloto, ocorria o Circuito Open Banco do Brasil de Vôlei de Praia. A dupla masculina formada pelo brasiliense Bruno Schmidt e pelo carioca Pedro derrotou Renatão e Gilmário por dois sets a zero. Schmidt é o primeiro jogador daqui a vencer uma etapa na cidade. “Fiquei muito feliz em ouvir as pessoas gritando meu nome”, emocionou-se. A final feminina confirmou o bom momento vivido por Ágatha (PR) e Bárbara Seixas (RJ). Também havia brasiliense na disputa pelo terceiro lugar, vencidos por jogadores de fora: Vitor Felipe (PB) e Evandro (RJ) derrotaram Harley (DF) e Benjamin (MS).

Ao cair da tarde, as palmas e os gritos da multidão dirigiram-se a outros ídolos: os da música. Por conta do atraso nas atrações locais que abririam o Palco Principal, o cronograma de shows foi alterado. A banda Nós Negras, formada por Renata Jambeiro, Kris Maciel, Cris Pereira e Teresa Lopes, com apresentação marcada para as 15h, ainda fazia a passagem de som às 16h. Por isso, Maria Gadú abriu o palco às 17h30 e cantou durante uma hora, seguida pela banda Nós Negras. Na sequência de melodias, o público foi embalado pela sonoridade cool de Hamilton de Holanda, que tocou ao lado da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, de Milton Nascimento e Pedro Martins; do grupo paulista Teatro Mágico e do performático Nós no Bambu. O encerramento ficou a cargo do cantor Lenine, que fechou a noite já com os termômetros marcando algo em torno de 16ºC.

Fonte: Correio Braziliense

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