terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cícero Lucena critica Dilma e Lula por atraso na transposição do São Francisco


A dificuldade de o governo federal concluir a transposição do Rio São Francisco foi alvo de discurso do senador Cícero Lucena (PSDB-PB) nesta segunda-feira (18). Ele fez duras críticas aos governos de Lula e Dilma Rousseff pela demora no término das obras, que já custam o triplo do planejado. De acordo com Cícero Lucena, apesar da promessa de socorrer a região do semiárido, esses dois presidentes teriam sido mais bem sucedidos no marketing do que na efetiva distribuição de água.
- Para um projeto que se enquadra no chamado PAC, ou Programa de Aceleração do Crescimento, tem faltado o vetor essencial: celeridade – reclamou.
O senador lembrou que transposição foi acertada ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, com orçamento inicial de R$ 4,8 bilhões e prevista para 2012. No entanto, disse ele, os gastos atingem R$ 8,2 bilhões com apenas 43% das obras estão concluídas, e, ainda assim, graças ao empenho do Exército no projeto, que estaria com quatro dos nove lotes paralisados.
Comissão
Cícero Lucena informou que até o final da semana serão ouvidos, no Senado, representantes de 12 empreiteiras responsáveis pelas obras de transposição. Numa audiência pública, a comissão especial do Senado que acompanha o projeto deve tentar “descobrir as razões para tamanha flexibilização do cronograma inicial e para a terrível escalada de custos”. O governo federal estima a conclusão das obras apenas para depois das eleições presidenciais do ano que vem, provavelmente em 2015.
Para o senador, o problema de gestão das obras deve-se a ausência de planejamento, indiferença no cumprimento de prazos e “eloquente conivência dos órgãos responsáveis que evidenciam a lamentável situação presente”. Cícero classificou o fato como “ruinosa frouxidão administrativa petista”.
- Mas o que temos, neste início de 2013, são desculpas e explicações evasivas para obras abandonadas, muitas em franca deterioração, servindo de morada para bodes e jumentos.
Ele lembrou que a obra, quando concluída, deve beneficiar 12 milhões de pessoas que vivem no semiárido, principalmente em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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