quinta-feira, 15 de novembro de 2012

SUPERAÇÃO: MORADOR DE RUA SE FORMA NA UNB


Mineiro Sérgio Reis Ferreira, que superou uma longa lista de adversidades até alcançar a graduação, entregou a monografia nas mãos do reitor José Geraldo de Sousa Junior

Grace Perpetuo - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Emília Silberstein/UnB Agência
 Sérgio entrega a monografia nas mãos do reitor José Geraldo de Sousa Junior
Os olhos de Sérgio Reis Ferreira têm um brilho intenso; o sorriso é de inesperada candura; as mãos evidenciam sofrimentos passados e um discreto nervosismo. A tentação de enxergá-lo como herói é grande – mas qualquer tentativa de apreender Sérgio na superfície é imediatamente frustrada: é preciso muito tempo e generosidade para reler o longo e árduo caminho que este idiossincrático ex-morador de rua percorreu até aqui, ao gabinete do magnífico reitor da Universidade de Brasília nesse mês de novembro de 2012. Foi no primeiro dia de novembro, então, que - com um sorriso tímido - o mineiro Sérgio enfim pôde entregar nas mãos de José Geraldo de Sousa Junior a monografia que atesta a conclusão do curso de Pedagogia iniciado por ele na UnB há seis anos, em 2006.
Incomum – e contundente por sua própria natureza –, o ato de entrega da monografia As dificuldades dos moradores de rua do Distrito Federal de se inserirem por meio da educação formal representou ao mesmo tempo o triunfo de Sérgio e o da Universidade em si, já que o ineditismo do caso obrigou a instituição a se desdobrar para manter o estudante aqui após a surpreendente aprovação no primeiro vestibular de 2006.  “A universidade que não lida com isto – que não acompanha esse aluno proveniente de situação adversa em todas as circunstâncias, até que complete o seu ciclo – é que fracassa, e não ele”, disse José Geraldo, em referência à constante ameaça de descontinuidade que pairava sobre Sérgio durante os anos na UnB.
De fato, para que o aluno fosse aprovado, fez-se um pacto. O acordo – por meio do qual se definiu a responsabilidade de cada um – envolveu os diversos atores cruciais ao processo: o próprio Sérgio, evidentemente; o professor e orientador Cristiano Alberto Muniz; a assistente social da UnB Lindalva Leonel; e a decana de Assuntos Comunitários (DAC) Carolina Cássia, por meio da Diretoria de Desenvolvimento Social (DDS), capiteaneada pela diretora Maria Terezinha da Silva; entre muitos outros na gestão de José Geraldo e nas gestões anteriores, de Roberto Aguiar e Timothy Mulholland.  
Institucionalmente, a Universidade colaborou para a permanência de Sérgio com apoio sob a forma de alimentação, transporte, assistência social, orientação pedagógica etc. “A Universidade cumpriu com o seu dever com relação a um aluno em situação de extrema vulnerabiliade – e talvez o nosso aluno mais vulnerável tenha sido de fato o Sérgio”, atesta a decana Carolina Cássia. Ela ressaltou a importância do trabalho da DDS, mas admitiu que, para lidar com um caso como este, professores e técnicos ainda têm muito a aprender. A experiência com Sérgio foi uma grande aula. Para a decana, o ex-morador de rua é uma figura emblemática: “O Sérgio vive a UnB”.
“De minha parte, tenho muito a agradecer a toda a equipe; à Universidade como um todo; e a todos os que puderam viabilizar este momento”, disse Sérgio durante o encontro com o reitor. “A educação não é só uma preparação para o trabalho, mas especialmente para a vida. É este o papel da Universidade – e isso ela cumpriu.”
ULTRAPASSAGEM – “Não estamos aqui em torno do personagem Sérgio – mas sim do sujeito que, sobretudo, saiu da condição de vítima e trouxe sua vida até aqui, realizando uma ultrapassagem”, disse o reitor José Geraldo, para quem Sérgio é “alguém que, mesmo numa situação adversa, confiou”: “Se chegamos até aqui, é porque ele quis assim”.
O reitor revelou que vem acompanhando atentamente a trajetória do aluno, e que sabe das dificuldades que o percurso representou não só do ponto de vista econômico, mas também nos aspectos subjetivo, social e intelectual. “Ainda assim, Sérgio nunca tentou me atingir pelo sentimentalismo”, disse o reitor. “A rua não é mais o seu lugar!”, disse a Sérgio, que agradeceu: “Obrigado mais uma vez por me fazerem crescer”.
O ORIENTADOR – Diante do enorme desafio de levar seu orientando a concluir o curso de Pedagogia, o orientador de Sérgio, professor Cristiano Alberto Muniz, foi muito além do que normalmente se espera de um docente nesta função acadêmica. A gratidão estava evidente no olhar de afeto que Sérgio lançava ao seu antigo professor durante o encontro no gabinete do reitor.
Emília Silberstein/UnB Agência
 Com o professor Cristiano Muniz: muito mais que um orientador
“Todos os alunos que já passaram pela Universidade ajudaram a construí-la – mas no caso de Sérgio isso é ainda mais especial”, disse professor Cristiano, acrescentando, no entanto – como a decana Carolina Cássia –, que o caso “revela o quanto ainda estamos despreparados para esta abertura”. Para orientar Sérgio foi preciso crescer como professor e como pessoa. “Esta revolta que às vezes aparece em Sérgio é explicável: ela resulta de uma dimensão subjetiva que só ele pode entender”, disse, revelando compreensão, afeto e muito respeito pelo ex-orientando.
O momento de desligamento da Universidade guarda certa tensão para todos os envolvidos na reinserção social de Sérgio: ao sair da Universidade, o rompimento do vínculo com a academia guarda uma ameaça velada, mas evidente. “Ainda não cortamos os laços umbilicais”, revela a diretora do DDS, Maria Terezinha da Silva. “Se eu deixar de acreditar que um ser humano pode ser reinserido, tenho de abandonar minha profissão – e eu acredito, ainda que Sérgio tenha tido altos e baixos, mas nós não desistimos, e continuamos a não desistir.”
Nesse sentido, o grupo está apoiando Sérgio na tentativa de resgatar o contato com uma antiga dona de creche que o acolheu na infância, no Rio de Janeiro. Agora, um dos sonhos profissionais do formando em Pedagogia é reabrir a creche em novos moldes. “A Universidade não oferece apenas o conhecimento de sala de aula, e Sérgio está mais preparado para a vida, agora”, disse Terezinha.
Todos os presentes expressaram a confiança em Sérgio neste momento crucial de sua trajetória. Para encerrar a pequena cerimônia afetiva, a assistente social Lindalva Leonel – com seu comprometimento, uma das grandes responsáveis pela permanência de Sérgio na Universidade – preparou uma apresentação sobre o aluno, ao som de uma versão de Bittersweet Symphony, da banda britânica The Verve.
A MONOGRAFIA – A monografia As dificuldades dos moradores de rua do Distrito Federal de se inserirem por meio da educação formal pulsa com a narrativa simples – movida por sua evidente inteligência e por uma candente sinceridade ao narrar sua trajetória. O trabalho mereceu a menção máxima, mas que não se avalie haver aí qualquer ranço paternalista. “A Universidade não passou a mão na cabeça do Sérgio, ele fez valer este título. Este trabalho é o Sérgio: as fraquezas são fruto de sua história educacional, mas as conquistas são dele”, frisou professor Cristiano Muniz. Como não poderia deixar de ser, a defesa da monografia foi um momento de grande emoção: Sérgio discursou durante 45 minutos e “quase todo mundo chorou”, segundo os presentes.
Dedicada “a todos os moradores de rua do DF e a todos os que me ajudaram direta e indiretamente”, a monografia resgata o caso de Sérgio e de outros dois amigos em situação de igual vulnerabilidade social – um que conseguiu a inclusão e não mora mais na rua; e outro que, a despeito da grande capacidade crítica e conhecimento, não consegue entrar na universidade e ainda mora ao lado do restaurante Piantella, na Asa Sul. Na monografia, Sérgio faz também uma contundente crítica à Universidade.
“Acredito que a universidade idealiza o estudante perfeito e se esquece da complexidade da existência humana, pois quando vem mendigo morador de rua para dentro da universidade, vem também com estes as doenças, os vícios, a falta de disciplina e, naturalmente, a dificuldade de se adequar à rigidez acadêmica. Sendo assim, é a academia que, em um primeiro momento, tem que se adequar para receber estes estudantes até que se adaptem à academia. Falo isto por experiência própria, pois tive muito dificuldade para me adequar aos horários, às regras acadêmicas escritas e não escritas, a exigência de produção e, principalmente, para me adequar à cultura acadêmica, ou seja, a maneira de se falar e de se comportar em grupo”, diz Sérgio em sua monografia.
O formando comentou com o reitor sobre o árduo esforço por ajustar-se e aprender a se limitar pelos parâmetros comportamentais que regem a vida na UnB: “Eu não tinha condições de estar dentro dessa sociedade; tive de aprender a falar, a esperar, a me vestir, a me adequar à Universidade”, disse. O professor Cristiano concordou: “De fato, a liberdade inerente às ruas é um grande obstáculo ao enquadramento destes alunos na academia”.
A SAGA - As dificuldades que sempre permearam a vida de Sérgio Reis Ferreira são mais aterradoras do que se poderia imaginar – e vão dos maus tratos e do abandono experimentados na primeira infância em Ipatinga, Minas Gerais, à vida errante de adolescente nos corredores da execrável Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem) e nas sujas ruas do Rio de Janeiro, passando pelos anos de sobrevivência na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília.
“Qual a perspectiva de quem mora na rua? De quem dorme ao relento, come as sobras dos restaurantes e consegue um trocado aqui e ali com esmola ou prestação de serviços? Como mudar a vida dessas pessoas? Sérgio Reis Ferreira, 29 anos, ex-morador de rua, descobriu um jeito de transformar seu destino. Resolveu estudar”, escreveu o recém-formado pedagogo em sua monografia. Em Brasília, acreditava que iria “encontrar com o presidente da República numa padaria e que ele resolveria os meus problemas”.
“Senti tudo na pele: frio; não fome, mas vontade de comer; e o fato de estar privado do mínimo necessário à vida em sociedade”, disse Sérgio, lembrando que, muitas vezes, guardava os livros sob um bueiro. “Eu me envergonhava de dizer aos colegas que meu material havia sido roído por ratos e baratas”, disse, reclamando que, “no Brasil, não há políticas públicas direcionadas a esta população de rua – não há bebedouros nem banheiros e as pessoas são obrigadas a buscar locais em que há água gratuitamente disponível”.
Mas o árduo caminho até a sala de aula não era feito apenas de percalços físicos – de longas caminhadas a pé, de banhos no Parque da Cidade e de roupas lavadas no Lago Paranoá: a “inclusão excludente” de Sérgio na Universidade o fazia sofrer intensamente, levando-o muitas vezes a abandonar o abrigo da instituição para sentir-se paradoxalmente acolhido pelas ruas. “Às vezes a discriminação doía, e eu chorava por saber que eu era o invasor”, revelou Sérgio.
Há quase três meses, uma fatalidade – em meio ao mar de outras adversidades – ameaçou impedir a formatura de Sérgio de forma radical: no dia 28 de agosto de 2012, ao tentar roubar do pedagogo uma quentinha, outro morador de rua o esfaqueou. A morte chegou perto, mas, como sempre, Sérgio sobreviveu. “Quanto à agressão física que quase me levou a óbito, eu somente aprendi uma dura lição: quando seres humanos ‘invisibilizados’ e silenciados pela sociedade - como os moradores de rua - lutam desesperadamente, eles utilizam até os meios mais vis e sorrateiros, no caso, a violência.”
No encontro com o reitor, Sérgio resumiu a surpreendente e notável trajetória com uma frase: “Eu não tinha mais nada em que me agarrar – só tinha a Universidade – e então me agarrei a ela com unhas e dentes”.
Fonte: UnB Agência de Notícias

domingo, 11 de novembro de 2012

Pais de crianças com Síndrome de Down pedem ajuda


As crianças pobres com Down não vão ter mais fonoaudiologia. As ricas vão pagar, os pobres, sofrer.

Temos crianças com Síndrome de Down. Elas são mais molinhas, devido a hipotonia, que também as faz andar um pouco mais tarde. No passado, as crianças com Síndrome de Down não tinham muito futuro, eram condenadas a viver em um mundo próprio e paralelo, porque não conseguiam nem aprender a ler. O tratamento é muito caro, muito caro.

A medicina evoluiu e foi dado às crianças e aos seus pais o direito de sonhar. O nome do sonho: ESTIMULAÇÃO PRECOCE. Hoje, crianças com Down ingressam e concluem a faculdade, diferentemente do que acontecia há algumas décadas, quando eram fadadas ao analfabetismo.


Aqui em Brasília, o tratamento sempre foi no Posto de Saúde da 905 norte. Apesar das condições físicas precárias, o atendimento sempre foi bom. A Dra. Moema, pediatra e a Dra Simone,  fonoaudióloga, sempre devotaram amor aos
pacientes.


Podia melhorar? Podia, sempre pode, mas é um tratamento digno, que permite aos familiares das crianças com Down sonhar com um futuro inclusivo.

Acontece que a partir de segunda-feira, a Secretaria de Saúde começa a desmontar o serviço que vem sendo prestado no posto da 905 Sul. Disseram que a Dra. Simone estava em desvio de função. A função dela, para os pais, é  dar esperança aos nossos pequenos, e ela exerce a função com maestria...


 As crianças pobres com Down não vão ter mais fonoaudiologia. As ricas vão pagar, os pobres, sofrer.

Assim, apelamos, para que peçam  ao governo, ao secretário de saúde,  e a quem mais for possível, que não desativem ou interrompam o tratamento aos que tem Síndrome de Down. Peçam  que não desmontem o que está funcionando.


Alguém nos ajude, pelo amor de Deus. Não deixe que o futuro das nossas crianças seja aniquilado. Estamos todos desesperados e sem saber a quem recorrer.


A sociedade e os órgãos de controle  pedimos:  hajam rapidamente. Dirigimos nosso apelo a todos,  políticos, Ministério Público, jornalistas e todos que puderem fazer algo, se nada for feito, a partir de amanhã,  700 crianças serão prejudicadas.


domingo, 4 de novembro de 2012

Brasil perde milhões com crimes cibernéticos; veja dicas e evite fraudes

Brasília – Com o espaço cibernético, todos os tipos de informações passaram a ser acessadas e compartilhadas em tempo real e em alta velocidade. Por um lado, a rede proporcionou avanços inestimáveis, mas no âmbito criminal, o advento da internet trouxe problemas. Desvios de dinheiro em sites de bancos, interrupção de serviços, invasão de e-mails, troca e divulgação de material de pornografia infantil são apenas alguns exemplos de crimes que não precisam mais ser executados na calada da noite. Tudo pode ser feito a qualquer hora, de qualquer lugar do planeta. Basta um computador conectado à internet.

De 1995 até hoje, quando o acesso à internet passou a comercializado no país, os crimes via rede mudaram de escala e de volume, porém o dinheiro ainda é o principal atrativo para os criminosos. Um estudo divulgado, no mês passado, pela Norton da Symantec, aponta que os prejuízos com crimes cibernéticos somaram R$ 15,9 bilhões no Brasil no último ano. Especializada em segurança de computadores e proteção de dados e software, a empresa ouviu 13 mil adultos, com idade entre 18 e 64 anos, em 24 países, sendo 546 brasileiros entrevistados. De acordo com o estudo, calcula-se que 28,3 milhões de pessoas no Brasil foram vítimas de algum tipo de crime cibernético. Cada um teve prejuízo médio de R$ 562.

O montante aferido pela empresa é mais de dez vezes superior ao prejuízo de R$ 1,5 bilhão registrado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em 2011 com esses crimes, com crescimento de 60% em relação às fraudes em serviços bancários via internet e celular, em transações de call center, cartões de crédito e de débito registradas em 2010.

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Do total, R$ 900 milhões foram perdidos em golpes pelo telefone e em pagamentos com cartão de débito e de crédito usados presencialmente. As fraudes na internet e no mobile banking, ações praticadas por hackers, custaram R$ 300 milhões. Para os golpes com uso de cartões de crédito pela internet, estima-se o mesmo valor (cerca de R$ 300 milhões). A entidade calcula que as perdas com esses tipos de crimes chegaram a R$ 816 milhões somente nos sete primeiros meses de 2012.

A Polícia Federal (PF) está de olho no que acontece na internet. Desde 2003, a PF tem uma unidade que cuida da repressão aos crimes cibernéticos. Pensando nos grandes eventos que o país vai sediar, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, ganhou força este ano com a criação de um centro de segurança cibernética. De acordo com o delegado responsável, Carlos Eduardo Miguel Sobral, o desafio da PF é combater ataques que podem levar a um apagão de acesso à rede mundial de computadores no país.

O Brasil não tem histórico de ataques por quadrilhas estrangeiras. Por aqui, os criminosos, em geral, são de classe média alta e têm entre 25 e 35 anos. “Nós temos essa característica de só sofrer ataques de quadrilhas internas, mas quando você tem um grande evento esse cenário pode mudar. Esperamos que não aconteça, mas não podemos deixar de nos preparar para isso,” explicou Sobral, acrescentando que o Brasil integra todas as redes de cooperação e troca de experiências internacionais de investigação.

“Não ficamos atrás de ninguém. Estamos alinhados com outros países, como a Inglaterra, o Japão e a Coreia, que detém a tecnologia nessa área,” destacou. Em 2010, quatro operações da PF resultaram na prisão de 37 pessoas por fraudes cibernéticas . De 2011 a 2012, foram 12 ações com 140 prisões.

>>Dicas para evitar ser vítima de fraude bancária na internet:

1) Tenha certeza de que você está na área segura do portal do seu banco. Verifique a existência de um pequeno cadeado fechado na tela do programa de navegação. Evite atalhos para acessar a página, especialmente os que aparecem em sites de pesquisa. Digite sempre no campo do endereço;

2) Evite navegar em outras páginas ou acessar e-mails antes de utilizar o autoatendimento pela internet;

3) Não faça operações em equipamentos de uso público, eles podem estar com programas antivírus desatualizados ou preparados para capturar seus dados;

4) Não abra e-mails de origem desconhecida;

5) Não execute programas ou abra arquivos anexados, sem verificá-los com antivírus atualizado. Eles podem conter vírus, sem que os remetentes saibam disso;

6) Solicite aos amigos que não enviem correntes por e-mail (spam). Essas mensagens normalmente oferecem facilidades promocionais, propaganda enganosa, curiosidades, mensagens de amizade e outros títulos, sempre orientando o reenvio para dez ou mais amigos, e são muito utilizadas para propagar vírus;

7) Certifique-se de que realmente encontra-se na área segura do site ao digitar sua senha de internet para realizar compras em páginas que oferecem facilidades de débito em conta.

Fonte: CorreioWeb

sábado, 3 de novembro de 2012

Veja como se prevenir de sequestros relâmpagos


O sequestro relâmpago constitui-se numa modalidade criminosa, na qual os autores dominam as vítimas para roubar dinheiro em espécie, talonários de cheques, automóvel, cartões de crédito, bancários, etc.
 
  
Locais propícios:
 
    - Vias pouco movimentadas: locais com pequena movimentação de veículos e pessoas, onde normalmente a comunicação de um possível crime as autoridades competentes fica comprometida, facilitando a ação dos marginais.
   - Chegada e saída de residências: local gerador de inúmeros sequestros-relâmpagos, principalmente se for pouco movimentado ou mal iluminado.
   - Semáforos: local atrativo para os autores, pois os veículos localizados na primeira fila, quase sempre estao livres de obstáculos que possam dificultar a fuga.
   
 Como evitar:
 
   - Ao sair de casa, procure comunicar a parentes a chegada nos respectivos locais. Agindo de tal forma, voce estará estabelecendo uma rotina de segurança.
   - Procure andar acompanhado evitando lugares desertos ou mal iluminados que possam facilitar a ação criminosa.
   - Desconfie de pessoas que se aproximem, principalmente à noite, para pedir qualquer tipo de informação.
   - Evite ostentar jóias, dinheiro ou cartões de crédito e bancários.
   - Evite portar, ao mesmo tempo, varios cartões de crédito ou bancários, Utilize apenas o essencial, pois em caso de sequestro o marginal não terá muitas opções.
   - Quando sair de um banco verifique se você está sendo seguido(a).
   - Ao retornar para o seu carro tenha as chaves à mão , a fim de facilitar o acesso ao veículo.
   - Se voce sentir que está sendo seguido(a) entre numa loja, banca de jornal ou qualquer outro local movimentado. Telefone para a Polícia Militar (190).
   - Ao chegar em casa mantenha a atenção na frente, laterais e nas esquinas próximas ao imóvel ou a garagem. O ideal é não estacionar de imediato.
   - Não reaja a qualquer tipo de crime, normalmente o marginal não atua sozinho.
  
Esperamos que não aconteça, mas se voce for sequestrado, siga as orientações abaixo.   Procure manter a calma:
 
   - Não seja um herói.
   - Assimile a situação e esteja preparado para esperar.
   - Qualquer açao brusca de sua parte pode causar uma reação por parte do sequestrador, que normalmente encontra-se muito nervoso.
   Os primeiros minutos são os mais perigosos:
   - A sua atitude durante o período em que permanecer como refém poderá significar a a razao de estar vivo ao final do sequestro.
   - Após algum tempo o sequestrador fica mais consciente de suas emoções e de sua situação.
  
 
Não fale, a menos que fale com você:
  
   - Considere a escolha de palavras antes de de falar( voce pode irritar o sequestrador ).
   - Nao converse com outros reféns. Se conversar, não pare se o sequestrador olhar para você, ele poderá pensar que voce esta conspirando uma situaçao.
   - Se falarem com voce nao seja excessivamente amistoso, pode soar como hipocresia ( falso, mentiroso ). Fale devagar e consciente. Raciocine antes de falar.
   
Não ofereça sugestões:
 
   - O sequestrador pode intrpretar que voce está querendo lhe dar ordens, podendo gerar hostilidade e atos de violência.
   - Se sua sugestão for usada e alguma coisa der errado, o sequestrador poderá pensar que voce o fez de propósito e o verá como inimigo.
   Necessidades medicas:
   - Conte ao sequestrador sobre seus cuidados médicos. Voce provavelmete receberá tratamento, ele não quer perdê-lo, pois seu bem estar é uma garantia que ele possui.
   - Não simule doença ou contusão, isto destrói qualquer elo de confiança.
 
Em caso de uma ação policial, deite-se no chão, leve as mãos a cabeça e não faça nehum gesto abrupto.
 
Não reaja se for revistado e algemado. Siga as instruções da Policia. Assim que for possível informe a sua situação.
 
Segurança é fundamental para todos. Estas recomendações visam sobretudo, dar-lhe auto-proteção, dificultando assim, ações delinqüentes.
 
O ladrão, para cometer o crime, busca a oportunidade ideal, pois não deseja correr riscos desnecessários.
 
Quem dá ou cria essa oportunidade facilita a ação do criminosos.

Por: Elcio Estevam - Consultor de Segurança

Estudo aponta alto consumo de cocaína em três regiões do DF

As regiões administrativas do Distrito Federal que mais apresentam uso de cocaína per capita são o Lago Norte, a Asa Norte e o Varjão. Depois dessas áreas, aparecem Samambaia e Gama como as localidades com a maior quantidade de uso da droga. Durante um ano, em toda a capital do país, 753kg do entorpecente são consumidos. A conclusão é de estudo realizado pela Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp) e a Polícia Federal. Os resultados, confirmados em abril, surgiram após a análise do esgoto de todas as estações de tratamento da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb).


A coleta dos dados ocorreu durante uma semana. O químico Rafael Feitosa, autor do projeto de mestrado da UnB, calculou a quantidade de resíduos de cocaína detectada nos locais de saneamento básico. Ele fez a média diária do total de produto encontrado e multiplicou por 365, obtendo, assim, o resultado. Com os números semanais, ele percebeu como o uso se altera de domingo a domingo, certamente em decorrência de festas nos locais. “Deu para ver direitinho o consumo aumentando no fim de semana e diminuindo durante os dias úteis”, explica. Aos 24 anos, Feitosa defenderá a tese de mestrado no fim do mês.

Fonte: CorreioWeb

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

‘Fumar maconha é prejudicial a saúde’, diz revista Veja

 

A revista Veja do mês de outubro traz uma excelente matéria que, baseada em pesquisas sérias e atuais, comprova o que muitos já sabem e o que outros tentam mascarar: a maconha faz mal a saúde. Acredita-se que um milhão de brasileiros fumam maconha por dia, convencidos de que ela não faz mal nenhum.

Também conhecida como “erva maldita”, a maconha ganha hoje um toque de ‘inocente produto orgânico’. Por isso, não é incomum ver ‘baseados’ sendo acessos sem a menor cerimônia nos mais variados espaços: praças, praias, festas, shows, áreas de lazer dos condomínios, imediações das escolas… Porém, tal ato é considerado crime pela lei penal brasileira.

Comprovação científica

Segundo a matéria publicada pela revista Veja, a ciência vem produzindo provas de que o consumo da cannabis – maconha – faz muito mal para o usuário crônico (quem fuma um cigarro por semana durante um ano). E se o consumo for na adolescente as consequências são piores e se arrastarão para o resto da vida.

Estudos de treze renomadas instituições de pesquisas, entre elas as universidades de Duke, EUA e de Otago, Nova Zelândia, os pesquisadores acompanharam 1.000 voluntários durante 25 anos. Eles começaram a ser estudados a partir dos 13 anos, em dois grupos: fumantes e não fumantes de maconha.

Ao compararem os grupos ficou clara a questão do dano à saúde dos adolescentes usuários de maconha que mantiveram o hábito até a idade adulta, como: queda significativa no desempenho intelectual e baixo rendimentos em testes de memória, concentração e raciocínio rápido.

“Se o usuário crônico acha que está bem, a ciência mostra que ele poderia estar muito melhor sem a droga. A maconha priva a pessoa de atingir todo o potência de sua capacidade”, afirma um dos mais respeitados estudiosos no assunto, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo.

Com mais de 220 milhões de usuários no mundo, a maconha é internacionalmente a droga ilícita mais popular, sendo que cerca de 60% são adolescentes. Quanto mais precoce for o consumo maior o comprometimento cerebral.

Legalização

Um dos argumentos para a legalização da maconha é que se ela for vendida legalmente a mesma seria cultivada dentro da lei e industrializada. Haveria aumento de oferta e os preços cairiam. Já os traficantes seriam ignorados e perderiam a sua ‘utilidade’, levando consigo os roubos, assassinatos, corrupção policial que a repressão à maconha provoca. Porém, é valido lembrar que traficante não vende só maconha.

É imprescindível que as evidências científicas sobre os incontestáveis danos da maconha a saúde sejam levados em conta na hora de se discutir a legalização da mesma no Brasil, pois a população só tem a ganhar com isso.

Fonte: Verdade Gospel

Saiba mais sobre a "lei Carolina Dieckmann" contra invasões na internet



Fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann foram parar na internet em maio deste ano, após hackers invadirem o computador dela e roubarem fotos em que ela aparece com pouca roupa ou nua. O fato, até pela forte repercussão na mídia, desencadeou uma ação das autoridades que culminou na “lei Carolina Dieckmann”.

A atriz disse que chegou a ser vítima de chantagem quando teve suas fotos roubadas. Após investigações, a polícia identificou os criminosos.

Nesta quarta-feira (31), a ação teve continuidade: foi aprovado no Senado o projeto de lei da Câmara que altera o Código Penal para tipificar como crime uma série de delitos como este.

O que é crime: Ações como invasão de computadores, roubo de senhas e conteúdo de e-mails, além da comercialização do material obtido de forma ilegal.

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Pena: O texto aprovado no Senado diz que crimes menos graves, como “invasão de dispositivo informático”, podem ser punidos com prisão de três meses a um ano, além de multa.

Agravantes: Condutas mais danosas, como obter pela invasão conteúdo de “comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas” podem ter pena de três meses a dois anos de prisão, além de multa. Também agrava o quadro a divulgação, comercialização ou transmissão a terceiros, por meio de venda ou repasse gratuito, do material obtido com a invasão.

PLC 35/2012: A falta de consenso para aprovação do projeto de lei no Senado teve mais a ver com forma do que com conteúdo. Os senadores reconheciam a importância de se criar no Código Penal a figura do crime cibernético, mas alguns parlamentares defendiam que a mudança na lei deveria fazer parte do projeto de revisão do Código Penal (PLS 236/2012), em análise na Casa, e não constar de uma proposta específica. A preocupação dos membros da comissão especial que analisa a proposta de novo Código Penal era de que, com a votação de projetos isolados, a proposta de reforma ficasse esvaziada. O argumento para dar aos crimes cibernéticos tratamento distinto das demais mudanças a serem feitas no Código Penal é de que, neste caso, há grande urgência. A população, segundo os senadores favoráveis ao projeto, não pode mais continuar desprotegida devido a uma lacuna na legislação.

Fonte: R7