sábado, 8 de dezembro de 2012

Consumo excessivo de álcool pode levar à falência cardíaca

Neste período do ano, caracterizado pelas festas de natal e reveillon, o consumo abusivo de bebidas alcoólicas é frequente. Os danos causados vão além dos acidentes de trânsito. O álcool contém toxinas prejudiciais à saúde que danificam as funções de alguns órgãos, principalmente o coração e fígado.

Apesar dos riscos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico 2011 (Vigitel), do Ministério da Saúde, 19% dos brasileiros entrevistados consomem de maneira abusiva bebidas alcoólicas. O percentual é ainda maior em homens, 26%. A pesquisa é aplicada por telefone a maiores de 18 anos que moram nas capitais brasileiras. O consumo excessivo é percebido quando são consumidas 5 doses de bebidas alcoólicas entre homens e 4 doses entre mulheres.

No Distrito Federal, o percentual de pessoas que afirmam ingerir álcool em excesso, em um intervalo de até trinta dias, foi de 17%. Entre as mulheres, o consumo cresceu entre os anos de 2006 e 2010, atingindo a estabilidade em 2011. Em 2010, a capital do país chegou a ser a região onde houve maior consumo excessivo de álcool entre mulheres.

O álcool aumenta a chance de desenvolver a cardiomiopatia alcoólica. A doença é causada pela ingestão excessiva do produto e provoca deterioração do miocárdio. “O tempo varia de maneira individual, alguns estudos mostram que o consumo de mais de 80 g de etanol diário ao longo de 5 anos é suficiente para o desenvolvimento da cardiomiopatia alcoólica”, afirma o cardiologista do Hospital do Coração do Brasil, Dr. Sidney Araújo. Com isso, o funcionamento do coração é prejudicado, podendo levar à falência múltipla de órgãos e à morte do paciente. O músculo e os vasos sanguíneos do coração apresentam inchaço, ocasionando a baixa pressão arterial.

Os efeitos tóxicos do álcool no miocárdio causam sintomas como diminuição de fôlego, mesmo durante pequenos esforços, transtorno do ritmo cardíaco e inchaço nas extremidades do corpo. Também, os níveis de oxigênio no sangue diminuem, gerando perda de energia e fadiga. O diagnóstico da doença pode ser feito através de exames invasivos e não-invasivos: ecocardiograma e biópsia cardíaca. A análise se baseia na história clínica de consumo excessivo de bebida alcoólica por longo período e na presença de sintomas e sinais de insuficiência cardíaca.



Fonte: Jornal Alo Brasilia

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