domingo, 11 de novembro de 2012

Pais de crianças com Síndrome de Down pedem ajuda


As crianças pobres com Down não vão ter mais fonoaudiologia. As ricas vão pagar, os pobres, sofrer.

Temos crianças com Síndrome de Down. Elas são mais molinhas, devido a hipotonia, que também as faz andar um pouco mais tarde. No passado, as crianças com Síndrome de Down não tinham muito futuro, eram condenadas a viver em um mundo próprio e paralelo, porque não conseguiam nem aprender a ler. O tratamento é muito caro, muito caro.

A medicina evoluiu e foi dado às crianças e aos seus pais o direito de sonhar. O nome do sonho: ESTIMULAÇÃO PRECOCE. Hoje, crianças com Down ingressam e concluem a faculdade, diferentemente do que acontecia há algumas décadas, quando eram fadadas ao analfabetismo.


Aqui em Brasília, o tratamento sempre foi no Posto de Saúde da 905 norte. Apesar das condições físicas precárias, o atendimento sempre foi bom. A Dra. Moema, pediatra e a Dra Simone,  fonoaudióloga, sempre devotaram amor aos
pacientes.


Podia melhorar? Podia, sempre pode, mas é um tratamento digno, que permite aos familiares das crianças com Down sonhar com um futuro inclusivo.

Acontece que a partir de segunda-feira, a Secretaria de Saúde começa a desmontar o serviço que vem sendo prestado no posto da 905 Sul. Disseram que a Dra. Simone estava em desvio de função. A função dela, para os pais, é  dar esperança aos nossos pequenos, e ela exerce a função com maestria...


 As crianças pobres com Down não vão ter mais fonoaudiologia. As ricas vão pagar, os pobres, sofrer.

Assim, apelamos, para que peçam  ao governo, ao secretário de saúde,  e a quem mais for possível, que não desativem ou interrompam o tratamento aos que tem Síndrome de Down. Peçam  que não desmontem o que está funcionando.


Alguém nos ajude, pelo amor de Deus. Não deixe que o futuro das nossas crianças seja aniquilado. Estamos todos desesperados e sem saber a quem recorrer.


A sociedade e os órgãos de controle  pedimos:  hajam rapidamente. Dirigimos nosso apelo a todos,  políticos, Ministério Público, jornalistas e todos que puderem fazer algo, se nada for feito, a partir de amanhã,  700 crianças serão prejudicadas.


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