sexta-feira, 11 de maio de 2012

Declaração de Obama a favor de união gay abre temas ideológicos em campanha


Ao assumir o risco calculado de apoiar publicamente o casamento gay, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tomou a iniciativa do primeiro debate ideológico na disputa presidencial de novembro e eletrizou as bases democrata e republicana nas discussões sobre o tema. Na imprensa norte-americana, a declaração foi definida como um “divisor de águas”. Políticos de primeiro plano e analistas classificaram o gesto como histórico, comparável ao discurso de Lyndon Johnson, em 1965, em defesa dos direitos civis. Obama foi habilidoso na abordagem e não deixou de mencionar que a decisão de permitir ou não o casamento entre pessoas do mesmo sexo cabe aos estados. Mas, embora já tenha se oposto à ideia no passado, o presidente procura com ela relançar o lema da mudança e da vanguarda, tão valioso na campanha de 2008 — quando se apresentou como o primeiro negro a disputar a Casa Branca.


A entrevista de Obama à tevê ABC foi a largada para uma investida cuidadosamente planejada pelos estrategistas. Na manhã de ontem, eles postaram na internet um vídeo de campanha no qual contrapunham a declaração do presidente à resposta do provável adversário republicano, Mitt Romney, que reafirmou a oposição ao casamento gay. O vídeo trabalha a imagem do presidente e do vice, Joe Biden — que no início da semana trouxe o assunto à tona, dizendo que se sente “confortável” com a união entre homossexuais — como defensores da igualdade de direitos para todos os americanos. Tratado como um candidato de opiniões retrógradas, Romney é desafiado a rever sua posição, apontada como ainda mais conservadora que a do ex-presidente George W. Bush, também republicano, que chegou a se dizer favorável a algum tipo de união legal entre pessoas do mesmo sexo.



Fonte: Correio Web

Comentário do Blog: 

"Verás que um filho teu não foge a luta..."


A declaração do Presidente Obama em sua entrevista e no mínimo lamentável. Pois como uma pessoa abre mão de seus princípios e convicções para chegar, ou em seu caso, permanecer no poder? Mudar de posição por questões eleitorais demonstra a covardia da conveniência. Presidentes devem ser escolhidos por sua capacidade de gestão, de implementar políticas públicas eficazes para qualquer País. O verdadeiro cristão não abre mão de seu posicionamento, muito menos de seus princípios e valores que estão estabelecidos por Deus. Quando um cristão abre mão de seus princípios ele é como um traidor. Por isso digo que os verdadeiros filhos não fogem a luta da defesa da vida e da família.

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