sexta-feira, 29 de abril de 2011

IBGE aponta que DF tem quase 2,6 milhões de habitantes

Dados do Censo 2010 apontam que a população do Distrito Federal (DF) cresceu 23% na última década. Os primeiros resultados definitivos do Censo foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o total de habitantes no DF chegou a 2.570.160 no ano passado.

A região é a quarta unidade que mais cresceu no país e fica atrás apenas de Amapá, Roraima e Acre. Já no ranking populacional, a capital federal conquistou o quarto lugar. São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador são considerados os estados mais populosos respectivamente. 


A região administrativa mais populosa do DF é Ceilândia. No ano passado, foram registrados 402.729 habitantes na cidade, que corresponde a 15,67% do total da população do DF.  Em 2000, a cidade tinha apenas 344 mil moradores. Taguatinga conquistou a segunda posição de região administrativa com maior número de habitantes, com 361.063 e Brasília vem em seguida com 209.855 de moradores.


 
Fonte: ClicaBrasília

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Parlamentares lançam no Senado frente em defesa da família

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Deputados e senadores lançaram nesta quarta-feira (27), no Senado Federal, a Frente Parlamentar Mista Permanente em Defesa da Família Brasileira.
No início do evento, o presidente da frente, senador Magno Malta (PR-ES), agradeceu a presença dos vários parlamentares, artistas, desportistas, líderes políticos e religiosos, e destacou a importância da proteção ao núcleo familiar como forma de assegurar o desenvolvimento de uma sociedade saudável no país.
De acordo com Magno Malta, a frente parlamentar foi criada para atuar de forma propositiva no Congresso Nacional, formulando e implementando políticas públicas em seu favor.
- A primeira instituição é a família. Se a família vai bem, a sociedade vai bem. Se a família vai mal a sociedade também vai mal - declarou Magno Malta.
Estiveram presentes os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Walter Pinheiro (PT-BA), Jayme Campos (DEM-MT), Wellington Dias (PT-PI), Waldemir Moka (PMDB-MS), Blairo Maggi (PR-MT), Sérgio Petecão (PMN-AC) e Eduardo Amorim (PSC-SE); os deputados federais, Fátima Pelaes (PMDB-AP), Arolde de Oliveira (DEM-RJ), Romário (PSB-RJ), Nilton Capixaba (PTB-RO), Audifax (PSB-ES), Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), Zequinha Marinho (PSC-PA), Silas Câmara (PSC-AM), Eros Biondini (PTB-MG) e Marcelo Aguiar (PSC-SP), entre outros.
Compareceram ainda o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, o governador do Amapá, Camilo Capiberibe, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit), Luiz Antonio Pagot, os cantores sertanejos César Menotti e Fabiano; Kiko, do grupo KLB; e Giovani, da dupla Jean e Gioavani.

Fonte: Agência Senado

Maioria defende vaga para suplentes de coligações no STF

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendeu nesta quarta-feira (27) que a vaga de um deputado federal licenciado deve ser preenchida pelo suplente da coligação. Desde o início da legislatura, em janeiro, o assunto tem gerado polêmica entre parlamentares e ministros do STF.
Ao todo, 11 ministros compõem a Corte. A maioriados votos foi alcançada quando 6 ministros se manifestaram favoráveis à vaga para os suplentes, e nenhum contrário. Caso o plenário decida neste sentido, será mantida a posição da Câmara, que tem substituído parlamentares licenciados pelos suplentes da coligações.
De acordo com a Mesa Diretora da Câmara pelo menos 22 parlamentares correriam risco de serem substituídos, caso a decisão do STF privilegiasse os suplentes de partidos. A composição dessa maioria se delineou principalmente pela mudança nos votos da relatora dos dois processos julgados nesta quarta, ministra Cármen Lúcia, e de outros ministros.
Apesar de ter dado liminares e já ter votado a favor de suplentes de partidos, neste julgamento eles defendeu que as vagas de deputados licenciados deve ser preenchidas por suplentes da coligação.

Abuso comprovado: ANP denuncia abuso no preço da gasolina cobrado nos postos do DF

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) classifica como inaceitável o comportamento dos preços no mercado do Distrito Federal. Estudo elaborado a pedido do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, revelou indícios de infrações contra a ordem econômica na capital do país, conforme o Correio divulgou na edição de ontem. Uma análise detalhada identificou cobrança de valores abusivos e suposta formação de cartel.

O órgão regulador estranha que estabelecimentos com estruturas de custos distintas cobrem preços tão semelhantes. Ontem, o litro da gasolina comum atingiu R$ 3,19 em um posto da Asa Sul (leia mais ao lado).

O estudo foi enviado à Secretaria de Direito Econômico (SDE), que investiga o mercado de combustíveis do DF desde novembro de 2009. A ANP informou que estuda a possibilidade de examinar a planilha de gastos dos revendedores. “Os indícios que nos chegam de Brasília são inaceitáveis”, disse, em nota, o presidente da agência, Haroldo Lima. “O consumidor não pode ser prejudicado. Com custos tão diferenciados em função das próprias localizações dos postos, é altamente suspeita a uniformidade de preços verificada”, completou. A nota ressalta que os postos apresentam diferenças em relação a preço de aluguel, tipo de equipamento e tamanho da folha de pessoal.
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Lima destacou ainda que a crise de combustíveis pela qual passa o país não pode justificar reajustes acima da média. “A despeito do país estar passando por uma fase de desenvolvimento que impactou bastante na demanda de combustíveis, mesmo descontando os problemas advindos com a entressafra do etanol, nada justifica a escalada que está se verificando em algumas grandes cidades”, argumentou. O estudo concluído pela agência na última terça-feira também será entregue ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Concentração
Para o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor Paulo Roberto Binishecki, que analisará o documento, o problema em Brasília é a concentração do mercado. Somente a Rede Gasol, a maior delas, possui 91 postos, quase um terço do total. “Enquanto não houver diluição, fica complicado. Apesar de essa característica não ser considerada abusiva, ela acaba refletindo nos preços e prejudica a concorrência”, comentou. Segundo ele, a revogação da lei distrital que proíbe a instalação de postos em supermercados poderia amenizar a situação. O caso está nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello há dois anos.

Frente Parlamentar em defesa da Família será lançada hoje às 18h

Tenho prazer de dirigir-me ao prezado e amado Irmão em Cristo, reconhecido líder em nossa nação, para convidá-lo a participar juntamente com a liderança e membros de sua Igreja ao lançamento da FRENTE PARLAMENTAR DA FAMÍLIA, que será realizada no próximo dia 27 de abril, às 18 horas, no Auditório Petrônio Portela do Senado Federal. Ocasião em que se farão presentes os parlamentares federais, Deputados e Senadores, que compõem a entidade, Ministros de Estado e outras autoridades que apóiam a instituição dessa Frente Parlamentar, além de líderes dos mais variados segmentos da sociedade civil, artistas, desportistas, todos enfim, que tenham uma visão de proteção ao núcleo familiar.
Esta Organização, formada por cristãos evangélicos, católicos e outras confissões, mas que comungam pela preservação da família, com bem maior, tem seu princípio nas duas casas do Parlamento, e deverá ser levada a todos os parlamentos estaduais, com o objetivo de formar uma ação permanente de vigilância e combate a todas as iniciativas nefastas e desagregadoras do instituto da família, de tanto zelo e cuidado por Deus, e por Ele mesmo constituído.
Assim, sua presença, além de engrandecer o evento, estará respaldando e fortalecendo a representatividade da Frente, junto ao segmento que caminha debaixo de sua liderança, em nosso País.
Contando com sua honrosa presença, agradeço desde já em meu nome e dos demais integrantes da Frente Parlamentar da Família.
Atenciosamente,
Senador Magno Malta
Presidente da Frente Parlamentar da Família

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Triste história: Viciado rouba loja de cholocates no Paranoá para consumir droga

Em um domingo de Páscoa as pessoas se reúnem com os familiares para celebrar a ressureição de Cristo e, tradicionalmente, trocar ovos de chocolate.  Mas, para Felipe Paiva Brandine, de 21 anos, foi o melhor dia para executar um roubo a um estabelecimento que comercializa o doce no Paranoá. A loja Cacau Show, na quadra 18 da cidade e com apensas nove meses de funcionamento, foi o alvo. O jovem e mais dois comparsas assaltaram a loja, renderam clientes e funcionários e levaram mais de R$ 3 mil em produtos e dinheiro para comprar drogas, especificamente, o crack.

De acordo com o delegado da 6ª Delegacia de Polícia, Leonardo Alcanfor, o trio chegou, em cima de duas bicicletas, por volta das 13h no estabelecimento e anunciou o assalto com uma arma de fogo em punho. Havia um segurança na loja, mas ele não estava armado e foi facilmente rendido pelos acusados. Um deles segurou o segurança enquanto o outro roubava o caixa e o terceiro assaltou os clientes.“Eles  jogaram o segurança no chão e o imobilizaram, pisando na cabeça dele”, disse o delegado.

Mas o que os bandidos não esperavam é que do lado de fora do estabelecimento estava passando um policial militar de folga que acompanhou toda a movimentação do grupo. Assim que os assaltantes saíram da loja, o PM sacou a arma e mandou os homens se renderem. Felipe Paiva foi preso pelo policial, mas os outros dois conseguiram fugir correndo. Sem ajuda de reforços, o policial preferiu render o jovem do que correr atrás dos outros suspeitos.

O acusado foi encaminhado para a 6ª DP. “Ele chegou aqui totalmente drogado e até espumava pela boca, tive que chamar o Samu porque fiquei com medo dele morrer aqui na delegacia”, comenta Leonardo. Depois que ele melhorou, o delegado foi ouví-lo, que indignado com a prisão, entregou os comparsas. “Ele estava apenas com a arma utilizada no crime e alguns objetos roubados, o dinheiro mesmo ficou com os dois homens que fugiram”, declarou Leonardo.

Fonte: Jornal AlôBrasília

domingo, 24 de abril de 2011

ALERTA! Postos do Distrito Federal podem ficar sem gasolina nos próximos dias

O que era apenas uma ameaça começa a virar realidade: postos de combustíveis do Distrito Federal podem ficar sem estoque de gasolina nos próximos dias. O risco da falta de abastecimento ganhou força na última semana e preocupa os revendedores. Com a disparada no preço do etanol, o consumo se concentrou na gasolina e, como nunca antes, pressionou as distribuidoras, que não têm conseguido atender a demanda. O carregamento das bombas, principalmente nos estabelecimentos sem vínculo com fornecedores — conhecidos como bandeira branca —, está sendo feito com atraso e em quantidade menor do que a encomendada.

Na semana passada, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sinalizou que poderia faltar gasolina em algumas localidades do país por conta da escassez do álcool anidro, que é adicionado à gasolina na proporção de 25%. O governo federal estuda diminuir esse percentual para conter os aumentos, mas até agora não tomou a decisão. Apesar da tentativa oficial de não alardear a informação — a Petrobras nega a possibilidade de falta de combustível —, as cotas de gasolina não têm sido atendidas em sua totalidade. Por enquanto, os problemas são encarados como pontuais e localizados. A insegurança, porém, deixa apreensivos empresários do setor.

Todas as bombas de gasolina do posto Shell da 314 Sul passaram o dia de ontem isoladas por cones. O fornecedor atrasou a entrega do combustível, que deveria ter sido feita na última quarta-feira. Até amanhã, serão vendidos apenas álcool e diesel. Frentistas foram dispensados antes do fim do expediente, devido ao baixo movimento. Funcionários também saíram antes do horário em um estabelecimento de mesma bandeira na W3 Norte. O caixa Júlio Maciel, no entanto, negou problema de abastecimento. Por volta das 17h, um caminhão entregava 15 mil litros de gasolina.


Em um posto da bandeira Esso, na Quadra 8 de Sobradinho, o chefe de pista levou um susto quando os caminhões chegaram ontem para renovar o estoque. Ele havia encomendado 24 mil litros de gasolina. Só entregaram 16 mil — apenas dois terços do pedido —, e com um dia de atraso. “Foi uma surpresa. Disseram que o estoque na base está baixo e que não tinham mais do que aquilo”, contou João Batista. O problema, acrescentou ele, é que como o posto não aumentou a gasolina de R$ 2,94 para R$ 3,02 — como já fizeram alguns —, as vendas continuaram aquecidas, o que ameaça o abastecimento. “Se continuar desse jeito, segunda (amanhã) acaba.”

Nos estabelecimentos de bandeira branca, a situação é ainda mais complicada. “Se não fizerem nada, estamos correndo o risco de ficar sem gasolina”, reconheceu o gerente de um posto na 214 Norte, Rafael Santana. Ele contou que geralmente pesquisa preço em cinco distribuidoras antes de fechar negócio. Com a escassez do álcool anidro, apenas uma está oferecendo combustível para Brasília, segundo ele. “Estão alegando que o estoque está vazio mesmo. Com uma apenas no mercado, não podemos mais pechinchar. Ela coloca o preço que quer e a gente compra. Nossa margem de lucro despencou”, comentou, sem querer precisar por quanto está comprando o litro. “Acima de R$ 2,60”, limitou-se a dizer.

Dificuldades
O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), Alísio Vaz, confirmou que há dificuldade na distribuição. “Bandeira branca não é parâmetro. O produto existe e a rede está sendo atendida. O que está acontecendo é um atraso na entrega, por conta de gargalos logísticos”, afirmou. De acordo com ele, a situação só deve ser normalizada em “meados de maio”, quando o etanol, prevê Vaz, voltará a ser competitivo e a demanda por gasolina voltará ao normal. “A Petrobras está fazendo um esforço enorme para isso”, completou.

Só continua abastecendo com álcool quem não tem opção, ou seja, os donos de carros antigos. No posto Petrobras da 214 Sul, o etanol não é mais vendido. O chefe de pista, Salomão Rodrigues dos Santos Martins, 36 anos, confirmou que os reajustes constantes deixaram o combustível estagnado nas bombas. “Não vendemos álcool há duas semanas. Estava dando prejuízo. Compramos por um preço alto e o material não gira, ou então somos obrigados a vender mais barato do que compramos”, explicou.


Fonte: CorreioWeb

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Feliz Páscoa

Os postos da capital federal já começaram a vender gasolina acima de R$ 3

Alguns postos do Distrito Federal amanheceram ontem com o litro da gasolina comum a R$ 3,02. Pelo menos um posto na Asa Sul e outro no Riacho Fundo ultrapassaram a barreira dos R$ 3 no feriado do aniversário de Brasília. O aumento estava previsto para a última segunda-feira. A BR Distribuidora chegou a vender o combustível com o valor reajustado, como o Correio divulgou, mas recuou da decisão. O preço médio do combustível, na maioria dos estabelecimentos, continua a R$ 2,94. O valor mais barato encontrado pela reportagem foi de R$ 2,91.

A Rede Gasol, dona de um terço do mercado do DF, não mexeu na tabela. O gerente de um dos postos informou que o preço permaneceria o mesmo hoje, mas não descartou reajuste a partir de amanhã. “Ainda não temos informação sobre aumento na distribuidora, mas se alguém já aumentou é porque deve ter ocorrido. Aí todo mundo vai aumentar”, comentou. O presidente da rede, Antônio Matias, não foi localizado até o fechamento desta edição.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis-DF), José Carlos Ulhôa, afirmou que estava fora de Brasília havia dois dias e não tinha informações sobre aumento na distribuidora. “Não sei, podem ser casos isolados”, disse. Na semana passada, empresários do setor não eliminaram a possibilidade de novos reajustes, sob a alegação de que, caso a distribuidora cobrasse mais pelo combustível, restaria — como de costume — repassar o aumento ao consumidor final.

Asa Sul
No Plano Piloto, a alta do preço chegou primeiro a um posto na 314 Sul. O litro da gasolina pulou de R$ 2,94 para R$ 3,02, variação de R$ 0,08. A alta assustou a servidora pública Sandra Rita de Medeiros, 30 anos, que mudou de ideia quando viu o novo valor na bomba. “Fazia três meses que eu não colocava álcool. E mesmo assim só coloquei R$ 20, para sair da reserva”, contou ela, dona de carro flex. Segundo especialistas, Sandra não fez boa escolha. Para valer a pena, o preço do etanol deveria custar, no máximo, R$ 2,11. “É algo pavoroso. Meu Deus, onde isso vai parar?”, desabafou.

Logo em seguida, a assistente administrativa Edileuza Fernandes, 38 anos, também parou para abastecer no posto e ficou indignada. “Não costumo reparar no letreiro, só vi quando cheguei aqui”, contou. Com o valor mais alto, ela optou por não encher o tanque. Pagou R$ 50 por pouco mais de 16 litros de gasolina e foi embora disposta a ir mais vezes de ônibus ao trabalho. “Vou ter que deixar o carro em casa. Não tem condições de ficar pagando esse preço. É um absurdo”, completou.

Se a alta vier a se consolidar, será o quarto aumento da gasolina somente este ano no DF. Entre fevereiro e março, o litro do combustível saiu de R$ 2,77 para R$ 2,86. Ainda em março, atingiu R$ 2,89. No dia 12 deste mês, chegou a R$ 2,94. Na última quarta-feira, motoristas protestaram com faixas e buzinaço em frente ao Palácio do Planalto. A Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça investiga os preços praticados no DF. A apuração, iniciada em 2009, ainda não foi concluída, mas o órgão garante que os trabalhos não estão parados.

Este mês, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) abriu novo procedimento para apurar se há lucro abusivo por parte dos empresários do setor. O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), analisa o pedido para derrubar a lei distrital que impede instalação de postos de combustíveis em supermercados do DF. A ação chegou ao gabinete do magistrado dois anos atrás. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a União Federal e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) participam do processo como parte interessada.

Inflação
A alta do combustível atinge todo o país e ajuda a elevar a inflação. A Petrobras e o governo federal estudam a redução do percentual de 25% do álcool anidro na gasolina, como tentativa de baratear o combustível, mas até agora nada foi decidido. Na última semana, o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, sinalizou que a escassez do etanol poderia provocar falta de gasolina. A empresa divulgou nota negando essa possibilidade.


Fonte: CorreioWeb

Criação do Setor Noroeste faz parte de contexto das discussões imobiliárias brasilienses e levanta controvérsias

A idealização do Setor Noroeste não é recente. Em “Brasília Revisitada”, de 1985-1987, projetos elaborados pelo arquiteto e urbanista Lucio Costa já remetiam à concepção do local. Atualmente, o plano urbanístico de construção do bairro que contará com 44 superquadras não é o mesmo elaborado no fim dos anos 80. Com isso, a criação do setor levanta controvérsias. Enquanto o órgão governamental responsável pela licitação do local, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), anuncia características de um bairro sustentável, denominado “cidade-parque” ou “ecovila”, especialistas destacam impactos ambientais decorrentes da construção do setor.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o local destinado ao Setor Noroeste constitui-se como a última área de mata virgem de cerrado do Plano Piloto de Brasília. Apesar do estabelecimento de exigências ambientais, a Terracap conta com a licença de instalação no local concedida pelo Ibama-DF. 

Membro fundador do Instituto de Permacultura, Ecovilas e Meio Ambiente (Ipoema), e professor do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB), Cláudio Jacintho questiona a criação do setor. “A questão do Noroeste nos remete a uma série de aspectos passíveis de reflexão. Inicialmente, a contradição latente de um bairro que se declara ecológico trazer impactos diretos ao ambiente, com total supressão de uma das últimas reservas de cerrado”, afirmou o membro do Ipoema. Para ele, um modo de vida e de habitação que venha a ser ecológico deve minimamente coexistir com a natureza que o cerca. “A aplicação do conceito de ecológico, no caso do Noroeste, evidencia exclusivamente uma estratégia de marketing, não condizente com a realidade do projeto. As ações em prol da sustentabilidade a que o bairro se propõe, não assumem um caráter profundo de mudanças nos padrões degradantes da construção civil, restringindo a paleativos que buscam apenas minimizar alguns dos seus impactos”, completou Jacintho. 

O pesquisador propõe que, para um bairro ser sustentável, ele deveria não gerar lixo nem esgoto e aproveitar a água da chuva para uso racional da água e para recarga de aquíferos, tendo autonomia e efetividade para transformar esses impactos em ações positivas. “Enfim, o fato de se substituir descargas de dez litros por quatro e uma ampla área verde desértica por grama, não são suficientes na construção de uma cultura ecológica”. A missão do Instituto fundado também por Cláudio Jacintho é ampliar a participação da sociedade na construção de um modelo de sustentabilidade proposto pela Permacultura, prática que envolve o planejamento de ambientes sustentáveis.


Frederico Flósculo, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB), atestou as diferenças entre o projeto idealizado por Lucio Costa e o plano de construção em vigor. “As áreas que Lucio Costa delimitou eram cinco a seis vezes menores que as áreas que os últimos governos pespegaram aos planos urbanos de Brasília: especulação imobiliária pura, sem a menor fundamentação ambiental”, declarou o arquiteto. Flósculo afirmou que o Noroeste será construído sobre uma rara formação de aquífero, composta por uma reunião de bolsões do lençol freático do sistema Bananal, que alimenta o Lago Paranoá. 

O pesquisador da UnB destacou, que além de causar impactos à natureza, a criação do local não prevê planos de recuperação dos elementos do ambiente. “Como pode pretender ser ‘ecológico’ se não tem plano de manejo do solo, da vegetação, de fauna e flora, se o cerrado é apenas substituído pelo gramado que é plantado sobre as grandes lajes de suas garagens subterrâneas?”, indagou. Além disso, segundo o professor, pode-se prever uma nova sucessão de modificações urbanísticas quando a área for habitada. “O impacto sobre o trânsito na Asa Norte e no Eixo Monumental será severo, pois seu acesso implicará necessariamente em enorme cirurgia urbana nos eixos de acesso por meio do Palácio do Buriti”, concluiu. 

Índios
Outro problema em questão é o fato de o local ser residência, há mais de 30 anos, de dez famílias contendo cerca de 30 índios de cinco diferentes etnias que reivindicam a posse da terra e se recusam a sair do local que afirmam ser sagrado, chamado Santuário dos Pajés. Além disso, existem questões socioeconômicas que envolvem a criação do setor. Ao desalojar indígenas de lá, a venda de imóveis do bairro será destinada a segmentos de alta renda da cidade, com a promessa do metro quadrado mais caro de Brasília. Como solução para essa problemática, o professor Flósculo propôs pensar a ocupação do espaço adequando-o à reserva indígena do Santuário dos Pajés. “Sugiro a demarcação da área destinada, que deveria trazer um novo padrão de ocupação para todo o Setor Noroeste, como um grande Parque da Nacionalidade Brasileira, com a preservação efetiva do solo, das águas e do subsolo, e com a parcimoniosa construção de monumentos”, indicou o acadêmico. 

Representantes do Governo minimizam conflitos sociais e impactos ambientas relacionados à criação do setor. A assessoria de comunicação da Terracap se pronunciou por meio de documentos que explicitam a posição do presidente do órgão, Antônio Gomes. “A juíza Gildete Silva Balieiro, da Vara de Registro Público do DF, proferiu sentença em novembro de 2008, considerando os índios invasores de terras públicas”, alegou o representante máximo do órgão, em janeiro de 2009, à época da inauguração do novo bairro. Os indígenas, que ocupam 12 hectares do Noroeste, continuam recorrendo na Justiça pela posse das terras. Segundo Gomes, “eles (membros do Santuário dos Pajés) estão perdendo todos os recursos, todas as ações na Justiça, o que nos faz acreditar que eles vão deixar a área por decisão judicial. Mas mesmo que eles permaneçam lá, nada impede que aconteça a venda das primeiras projeções e a construção dos primeiros prédios. A realidade é que esses índios, que querem R$ 75 milhões de indenização, sairão do Noroeste sem direito a nada”, declarou o presidente da Terracap por meio do documento.

No plano urbanístico do Setor Habitacional Noroeste, a Terracap se pronuncia de maneira sucinta quanto às razões para se considerar o setor como “ambientalmente correto”. Por exemplo, haverá a conservação e proteção dos recursos hídricos, “ao reduzir a descarga pluvial sobre o ribeirão Bananal, e o uso de água não tratada para as atividades de irrigação, lavagem e lazer dos espaços públicos”. Ou, ainda, de acordo com o plano, “haverá a valorização e proteção da biodiversidade por meio do aumento das áreas verdes e de um paisagismo que priorize as espécies nativas”. Questionada mais uma vez quanto à questão ambiental do setor e convidada a comentar as opiniões dos especialistas, a assessoria do órgão não quis se pronunciar sobre os impactos à natureza proporcionados pela construção do novo bairro.

Fonte: CorreioWeb

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Pneumonia: pode faltar tratamento


A crescente resistência bacteriana aos antibióticos, sobretudo pelo uso inadequado desses medicamentos, pode limitar as opções de tratamento que os médicos têm contra as infecções pneumocócicas, entre as quais a pneumonia é a de maior importância para os adultos brasileiros. A doença, aparentemente simples, é a principal causa das internações no País, segundo o Ministério da Saúde.
O assunto foi tema do XV Congresso Panamericano de Infectologia, realizado na primeira semana de abril, no Uruguai, e acompanhado pelo Jornal da Tarde. “Hoje, há bactérias dentro dos hospitais contra as quais não temos mais antibióticos para prescrever.
Nos EUA, a cada seis crianças que consultam um médico, uma sai com prescrição de antibióticos. Esse exagero é uma preocupação no mundo todo”, diz a infectologista Rosana Richtmann, médica do Instituto Emílio Ribas e presidente da Associação Paulista de Infectologia.
Rosana, que também é vice-presidente da Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar (APECIH), afirma que as crianças estão entre os pacientes mais atingidos pelo exagero de prescrições. Ela planeja uma campanha de conscientização da população, incentivando que os pacientes cobrem explicações dos médicos sempre que eles prescreverem um antibiótico.
“Se você morasse na Suécia, levasse seu filho ao médico e ele prescrevesse um antibiótico, ele teria de explicar muito bem por que está indicando aquele remédio porque lá a população foi treinada para saber que antibiótico só deve ser tomado quando realmente necessário”, explica.
Na conferência Doenças pneumocócicas: ônus na América Latina, Rosana debateu com outras autoridades em infectologia da Argentina, Uruguai e EUA as estratégias de prevenção contra a pneumonia. A doença também preocupa o Brasil porque o risco de morte e a incidência são maiores nos idosos e a população brasileira está envelhecendo.
A infectologista diz, citando dados do Banco Mundial (Bird), que até 2050 a população idosa brasileira terá triplicado, o que significa que “haverá também três vezes mais potenciais pacientes de pneumonia.”
Durante o evento, o médico Alejandro Cané, professor da Universidade Austrau da Argentina, frisou que a prescrição inadequada de antibióticos é muito comum. “Muitas infecções são virais e não necessitam de antibiótico. Para evitar o mau uso dos medicamentos, é preciso que exista uma educação médica contínua e que as sociedades científicas estabeleçam tratamentos adequados para cada situação.”
Além dos idosos e das crianças menores de dois anos, pacientes com enfermidades crônicas – como diabete, insuficiência renal ou aids – também são mais suscetíveis às doenças pneumocócicas, segundo o médico Eduardo Savio Larriera, assessor na área de doenças infecciosas no Ministério de Saúde Pública do Uruguai.
Fumantes e pessoas que já tiveram uma doença desse tipo formam um outro grupo que apresenta grande vulnerabilidade. 

Quatro bares da Asa Norte são interditados pelo Ibram devido ao barulho

Fiscais do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) fecharam quatro bares da quadra 408 da Asa Norte, nesta quarta-feira (20/4). O motivo é o barulho excessivo registrado pela equipe durante visitas aos locais. Os proprietários só poderão reabrir os estabelecimentos após o pagamento de uma multa no valor de R$ 3 mil, além de assinar um termo onde se comprometem a acabar com o barulho. A Polícia Militar participou da operação.

Os bares Café da Rua 8, Cenário, Meu Bar e Café Senhoritas foram fechados porque já haviam sido autuados pelo menos uma vez anteriormente, segundo o Ibram. Todos têm som mecânico ou ao vivo, o que incomoda os moradores da quadra. Na área residencial, o limite de barulho permitido por lei à noite é de 45 decibéis. Mas, durante a medição dos fiscais do Ibram, eles constataram que o som alcançou 65 decibéis.

Nesta quinta-feira (21/4), os proprietários de bares e restaurantes da 408 Norte se reunirão para discutir soluções para o problema de barulho. Moradores da região comemoraram o fechamento dos estabelecimentos. "Eles fazem muito barulho e incomodam crianças, adultos e idosos que moram aqui", contou uma moradora.

Além dos estabelecimentos da 408 norte, fiscais do Ibram também autuaram os bares Pirata, Espetinho e Barba Gato, todos em Águas Claras. Em Taguatinga, o governo autuou os estabelecimentos Moinho e Adega da Cachaça.

Fonte: CorreioWeb

Saiba o que abre e fecha no feriado da Semana Santa

Hospitais e postos de saúde
Os hospitais públicos funcionarão em esquema de plantão de hoje até o dia 24. Além disso, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia atenderá emergencialmente, durante 24 horas, os pacientes da região.

Hemocentro
A Fundação Hemocentro de Brasília não funcionará hoje e amanhã. O atendimento acontecerá normalmente no sábado, de 7h às 18h. O Hemocentro não funciona no domingo.

Ônibus
Segundo o  DFTrans, durante os feriados do Aniversário de Brasília e da Paixão de Cristo, as linhas de ônibus que fazem ligação com as áreas de concentração das festividades serão reforçadas – de acordo com a necessidade de atendimento à demanda surgida – conforme o esquema abaixo:

- Concentração na Esplanada dos Ministérios
Linhas que fazem ligação com a Rodoviária do Plano Piloto:
Dia 20 (das 19h às 3h do dia 21)
Dia 21 (das 7h às 2h do dia 22)

- Concentração no Morro da Capelinha
Linha 600 (Rodoviária PP/ Planaltina);
Linha 0.617 (Rodoviária PP/ Vale do Amanhecer);
Linha 504.2 (Sobradinho I e II/ Morro da Capelinha)
Linha 504.3 (Sobradinho II/ Morro da Capelinha).

Dia 22/04 (das 8h às 22h)
As demais linhas seguem a programação de feriado.

Metrô

O Metrô do DF funcionará em horário especial a partir de hoje, com funcionamento das 6h às 0h.  Amanhã, o horário será das 8h às 0h30, com tarifa de R$ 2. Embarque e desembarque até 23h30 em todas as estações. Na sexta-feira da Paixão a operação será das 7h às 19h.

Bancos

Nos dias 21 e 22 de abril, os bancos não abrirão. As contas que vencem nesta data poderão ser pagas na segunda-feira, sem acréscimo de juros.

Delegacias
As delegacias funcionarão em escala de plantão 24h durante todo o feriado. O número para informações é o 191.
 
Bombeiros
O Corpo de Bombeiro atenderá em esquema de plantão. O setores administrativos não funcionam,  as chamadas serão atendidas  normalmente. O número da emergência é o 193.

Detran
Os postos de atendimento do Detran ficam fechados na quinta e sexta-feira. Voltam a funcionar normalmente na segunda-feira.
Postos na Hora e Procon
Os postos do Procon e do Na Hora não funcionam na quinta e sexta-feira. O atendimento volta ao normal na segunda-feira.

Correios
Atendimento nas agências será normal na quarta-feira. Na quinta e na  sexta-feira funciona somente a agência do aeroporto em regime de plantão das 9h as 17h. As transações do banco postal feitas nesta data devem ser consideradas como realizadas no próximo dia útil.

Caesb
Será o mesmo plantão dos fins de semana com atendimento 24h para emergências por meio do telefone 115 que funcionará durante todo o feriado. No entanto, os postos de atendimento não abrem.

CEB
O atendimento da Companhia Energética de Brasília (CEB) durante o feriado prolongado será exclusivamente por meio do telefone 0800 61 0196, que opera 24 horas por dia.

Água Mineral
O Parque Nacional de Brasília não abrirá na sexta-feira. Nos outros dias o parque funcionará das 8h às 16h. A entrada é R$ 6,50. Crianças até 12 anos não pagam.

Comércio
De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista) o comércio funciona normalmente das 14h às 18h na quinta-feira. Na sexta-feira nada abre. Nos shoppings funcionarão apenas praças de alimentação e áreas de lazer. Nó sábado volta a funcionar normalmente e no domingo as lojas abrem das 14h as 20h.

Jardim Zoológico
Abrirá normalmente no feriado e no final de semana das 9h às 17h e o ingresso custa R$ 2. Crianças acima de 10 anos e maiores de 65 anos não pagam.

72% são contra o desarmamento

Em enquete realizada pelo blog sobre o desarmamento 72% dos internautas disseram que são contra o desarmamento e somente  28% se posicionaram a favor. Uma nova enquete estará no ar.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Distribuidora recua da decisão de repassar gasolina mais cara aos postos

O céu ficou carregado, mas a tempestade não caiu. O aumento de R$ 0,09 sobre o litro da gasolina vendido no Distrito Federal, que elevaria o custo do derivado do petróleo a uma média de R$ 3,03 na bomba, não ocorreu. A BR Distribuidora chegou a vender o combustível com valor reajustado no sábado, mas, ontem, recuou da decisão e amorteceu o aumento previsto para R$ 0,01, segundo informou o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis-DF). De tão pequena, a nova alta não foi passada aos consumidores. Eles continuarão a abastecer por um preço médio de R$ 2,94.

De acordo com a Federação Nacional do Comércio dos Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), episódio semelhante ocorreu em Minas Gerais. Nos bastidores do mercado, circula a informação de que a Petrobras teria decidido segurar os preços da gasolina tipo C — acrescida de 25% de álcool anidro — até que haja uma oferta maior de cana-de-açúcar no país.

“A safra de cana está começando hoje (ontem) em 80% das usinas. A Petrobras, ela própria dona de usina, pode ter segurado porque sabe que haverá maior oferta. A gente tem declaração de alguns funcionários da BR Distribuidora de que o reajuste sobre o álcool anidro não seria repassado agora. Espero que todos nós possamos nos beneficiar”, afirmou Paulo Miranda Soares, presidente da Fecombustíveis e do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro).

Segundo Soares, a exemplo do que ocorreu no Distrito Federal, os revendedores varejistas mineiros receberam, no fim da semana passada, a notícia de um aumento substancial na gasolina. Alguns chegaram a comprar o derivado do petróleo pelo preço mais alto. De acordo com ele, até ontem, o Minaspetro apurava nos postos se a alta havia permanecido, mas tudo indicava que não.

Nota trocadaProprietário da maior rede de postos de gasolina do DF — a Gasol, que detém 91 dos 320 existentes — o empresário Antônio Matias afirmou que, em alguns dos estabelecimentos do conglomerado, a BR substituiu as notas fiscais com o valor da gasolina acrescido de R$ 0,09 por outras com o preço mais barato. A troca teria acontecido no início da manhã de ontem. “Hoje (ontem) cedinho, umas 6h30 ou 7h, recolheram as notas do combustível que havia sido vendido sábado. Não vão cobrar, farão a devolução da diferença. Recebemos a notícia por telefone, por volta das 17h de domingo”, disse o empresário.

O Sindicombustíveis-DF disse desconhecer a substituição, mas não descartou que ela tenha ocorrido em algumas empresas. Por meio da assessoria de comunicação, a entidade afirmou que muitos dos postos que compraram combustíveis a custo mais elevado decidiram absorver o impacto para não perder clientes.

O Correio Braziliense teve acesso a uma nota fiscal de aquisição de combustível por um posto local. O estabelecimento comprou gasolina da BR no sábado pelo preço de R$ 2,5842. Estabelecimentos que deixaram para repor os estoques nesta segunda adquiriram o mesmo produto, da mesma distribuidora, por R$ 2,5191. Os donos de postos de combustíveis afirmam que, no início da semana passada, o derivado do petróleo era vendido a eles por R$ 2,5036. Por meio da assessoria de imprensa, a BR Distribuidora informou que não comentaria o assunto.

Somente este ano, a gasolina já aumentou três vezes no DF. Entre fevereiro e março, foi de R$ 2,77 para R$ 2,86. Depois, ainda em março, subiu R$ 0,03 e atingiu R$ 2,89. No último dia 12 , chegou a R$ 2,94. Grande parte da elevação foi puxada pelo álcool, cuja produção diminuiu com a entressafra da cana-de-açúcar.


LucroDe acordo com os preços atuais do litro da gasolina, a margem de lucro dos revendedores, está, atualmente, em cerca de16,7%. No início da semana passada, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) abriu procedimento para apurar se há lucratividade abusiva por parte dos empresários do setor em Brasília e região. O promotor Paulo Roberto Binicheski, da 1ª Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon) quer apurar se os estabelecimentos estão auferindo vantagem excessiva às custas dos clientes. Em 2007 e 2004, ações na Justiça restringiram temporariamente a margem de lucro dos postos do DF a 15,87%.
 

domingo, 17 de abril de 2011

Mais um aumento! Gasolina chegará aos R$ 3,03 a partir de segunda-feira

Para quem depende de carro ou moto para se locomover pelo Distrito Federal, o pior pesadelo se confirmou. A partir de segunda-feira, a gasolina nas bombas chegará aos R$ 3. Proprietários de postos de combustível afirmaram ter recebido ontem circular interna da BR Distribuidora — o braço comercial da Petrobras — anunciando que o derivado do petróleo passará a custar R$ 0,09 extras aos revendedores. O valor cheio deve ser repassado ao consumidor, fazendo com que o preço atual, que é R$ 2,94 na maioria dos postos, chegue a R$ 3,03.

De acordo com os empresários, o valor maior será cobrado deles a partir de hoje. Eles afirmam, no entanto, que vão segurar os preços enquanto houver estoques antigos. Por isso, o reajuste somente atingirá o bolso do cliente após o fim de semana. Novas elevações não estão descartadas.

As distribuidoras de combustível apontam o álcool como vilão da escalada ascendente de preços. O derivado do petróleo leva 25% de álcool anidro em sua composição. De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), mesmo com o início da colheita e da moagem da cana-de-açúcar, ainda não houve produção suficiente do biocombustível adicionado na gasolina para que haja um barateamento.

Na última quarta-feira, o presidente do Sindicom, Alísio Vaz, disse que, embora tenha havido recuo no custo do álcool hidratado, utilizado para a fabricação do etanol, o álcool anidro, usado na gasolina, continua subindo de preço. Vaz declarou ainda que o país precisa de políticas de incremento na produção tanto de álcool quanto do derivado do petróleo.



Silêncio
Procurado para comentar o novo reajuste da gasolina, o Sindicom informou, por meio da assessoria de comunicação, que seu posicionamento sobre o assunto permanecia o mesmo. Por esse motivo, nenhum representante da entidade iria conceder entrevista.

O Correio Braziliense também entrou em contato com a assessoria de comunicação da Petrobras, a fim de tentar ouvir a BR Distribuidora. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. Na quarta-feira, a estatal divulgou texto sobre o assunto.

“A entressafra da cana-de-açúcar e fatores climáticos levaram ao aumento expressivo do custo do etanol repassado pelas usinas produtoras, impactando os preços praticados por todas as distribuidoras de combustíveis (…). Isso teve efeito direto no álcool hidratado, mas também na gasolina, que recebe adição de álcool anidro na proporção de 25%. Note-se que o preço da gasolina ainda sem etanol, repassada pela Petrobras às distribuidoras nas refinarias, não sofreu alteração de preço desde 2009”, diz a nota.

A mudança de preço à qual o documento se refere foi uma redução de 4,5% no valor da gasolina há dois anos. Antes disso, a última alta aplicada pela Petrobras foi em 2008, quando houve reajuste de 10% sobre o derivado do petróleo e de 15% sobre o diesel. Entretanto, há ameaça de que o valor do combustível vendido nas refinarias, sem adição de álcool, volte a subir, em razão da instabilidade no Oriente Médio e elevação do custo do barril de petróleo no mercado internacional. Se isso ocorrer, a gasolina vendida no mercado interno corre o risco de ficar ainda mais onerada.

“Não dá para trabalhar mais, não tem previsão”, afirmou Antônio Matias, proprietário da Rede Gasol — que detém um terço dos postos do DF — sobre o novo aumento da gasolina. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), José Carlos Ulhôa, também lamentou. “Não vejo um horizonte muito claro. As usinas, as refinarias, são caixas-pretas”, disse. O Sindicombustíveis prevê, entretanto, uma normalização no valor da gasolina a partir da primeira quinzena de maio, época de plena safra da cana.

A secretária Viviane Madureira Serra, 29 anos, adotará uma solução radical para driblar os preços altos. A partir da semana que vem, a moradora de Sobradinho deixará o carro em casa e começará a pegar carona para o trabalho na moto do marido. Andar sobre quatro rodas, só nos finais de semana. Viviane conta ainda que pensa em trocar o veículo 1.0 por um modelo que consuma menos combustível.

Mais imposto
Esta semana, os proprietários de postos do Distrito Federal anunciaram que o álcool recuaria R$ 0,20 nas bombas. A medida adotada pelas distribuidoras, diziam eles, ajudaria a diminuir a pressão sobre o preço da gasolina. Entretanto, o tiro saiu pela culatra. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) decidiu que o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) sobre o etanol na próxima quinzena terá aumento de R$ 0,14 por litro. Com isso, o recuo no valor do biocombustível deve perder parte do impacto, sendo reduzido a R$ 0,06.

SUSPEITA DE CARTEL SOB INVESTIGAÇÃO
Na terça-feira desta semana, o deputado distrital Chico Vigilante reuniu-se com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para falar dos preços dos combustíveis no DF. Cardozo informou que a pasta tem investigações em curso, em Brasília e no país. No final desta semana, o parlamentar recebeu um documento do ministério dando conta das principais ações. É citada, por exemplo, a recomendação feita em 2004 pelo Conselho Administrativo de Desenvolvimento Econômico (Cade) para que o Ministério Público do DF movesse ação direta de inconstitucionalidade contra a lei distrital que proíbe postos de combustível em hipermercados e shoppings. O Tribunal de Justiça do DF e Territórios negou o pedido do MP. Agora, o Supremo Tribunal Federal deve decidir a questão.

Fonte: CorreioWeb

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O crack: como lidar com este grave problema

Breve panorama do crack
O panorama mundial da difusão do uso do cloridrato de cocaína (pó) por aspiração intranasal esteve associado, a partir da década de 60, à falta de algumas drogas no mercado, como a anfetamina e a maconha, devido às ações repressivas. Contudo, o alto preço do produto levou usuários de drogas à descoberta de outras formas de uso com efeitos mais intensos, apesar de menor duração. Desse cenário, no início de 1980, aparecem novas drogas obtidas a partir da mistura de cloridrato de cocaína com ingredientes cada vez mais incertos e tóxicos. Tempos depois, surge o uso do crack, outra forma fumável de cocaína, disseminando-se no Brasil, oficialmente a partir de 1989, alastrando-se atualmente, em vários segmentos sociais de gênero, sexo, idade e classe social.  
Na produção de crack não há o processo de purificação final. O cloridrato de cocaína é dissolvido em água e adicionado em bicarbonato de sódio. Essa mistura é aquecida e, quando seca, adquire a forma de pedras duras e fumáveis. Além dos alcalóides de cocaína e bicarbonato de sódio, essas pedras contêm as sobras de todos os ingredientes que já haviam sido adicionados anteriormente durante o refino da cocaína. As pedras de crack são vendidas já prontas para serem fumadas. Sua composição conta com uma quantidade imprecisa de cocaína, suficiente para que possa produzir efeitos fortes e intensos. Além disso, para obter a produção final do crack são misturadas à cocaína diversas substâncias tóxicas como gasolina, querosene e até água de bateria.
O uso disseminado do crack no mundo das drogas está relacionado a vários fatores que levaram a uma grave transformação, tanto na oferta quanto na procura. De um lado, o controle mundial repressivo sobre os insumos químicos necessários a sua produção – como éter e acetona – leva os produtores a baratear cada vez mais sua fabricação, com a utilização indiscriminada de outros ingredientes altamente impuros. Quanto mais barata sua produção, mais rentável é sua venda. Por outro lado, o crack representa para a população usuária de drogas um tipo de cocaína acessível, pois vendido em pequenas unidades baratas, oferece efeitos rápidos e intensos. Entretanto, a desejada intoxicação cocaínica proporcionada pelo crack provoca efeitos de pouca duração, o que leva o usuário a fumar imediatamente outra pedra. Esse ciclo ininterrupto de uso potencializa os prejuízos à saúde física, as possibilidades de dependência e os danos sociais. A inovação no mercado das drogas com a entrada do crack atraiu pequenos traficantes, agravou ainda mais a situação, com o aumento incontrolável de produções caseiras, se diferenciando conforme a região do país.
À cocaína é misturada uma variedade incerta de reagentes químicos em sua preparação. O desconhecimento quanto a sua composição pode dificultar, muitas vezes, as intervenções emergenciais de cuidados à saúde nos casos de intoxicação aguda sofrida por alguns usuários. Tais condições, porém, não impossibilitam o desenvolvimento de ações voltadas à saúde e ao bem-estar social da referida população
Formas de uso e seus efeitos  
O crack é fumado por ser uma forma mais rápida (e barata) de a droga chegar ao cérebro e produzir seus efeitos. A pedra é quebrada e fumada de diversas maneiras e em diferentes recipientes: enrolada no cigarro de tabaco ou misturada na maconha – forma que parece amenizar psiquicamente os efeitos maléficos da droga, como o sentimento de perseguição, a agitação motora e posteriormente a depressão. É também fumado em cachimbos improvisados feitos em tubos de PVC ou em latas de alumínio muitas vezes coletados na rua ou no lixo, apresentando possibilidades de contaminação infecciosa. O uso de latas favorece a aspiração de grande quantidade de fumaça pelo bocal, promovendo intoxicação pulmonar muito intensa.   
            São vários os tipos de danos causados pelo uso de crack. Além dos problemas respiratórios pela inspiração de partículas sólidas, sua ação estimulante leva à perda de apetite, falta de sono e agitação motora e, a dificuldade de ingestão de alimentos pode levar à desnutrição, desidratação e gastrite. Podem ser ainda observados sintomas físicos como rachadura nos lábios pela falta de ingestão de água e de salivação, cortes e queimaduras nos dedos das mãos e às vezes no nariz, provocados pelo ato de quebrar e acender a pedra, além de ficar o usuário mais exposto ao risco social e de doenças.
Dados epidemiológicos  
O cenário epidemiológico do crack no Brasil, segundo o CEBRID, aponta:  
1.      População geral, cidades com mais de 200.000 habitantes (2001 e 2005) 

2001
2005
homens
mulheres
total
homens 
mulheres
total 
Crack: uso na vida (%)
0,7 
0,2
0,4  
1,5
0,2  
0,7
                  
2.      Estudantes de 10 a 19 anos, ensino fundamental e médio da rede pública de ensino, (2004) – padrão de consumo de crack  
Padrão de uso  
%
Uso na vida
0,7
Uso no ano
0,7
Uso no mês  
0,5  
Uso freqüente* 6 ou mais vezes nos últimos 30 dias
0,1  
Uso pesado** 20 ou mais vezes nos últimos 30 dias
0,1
                                      
3.      Crianças e adolescentes, de 9 a 18 anos, em situação de rua (27 capitais brasileiras - 2003)  
Uso no ano  
8,6%
Uso no mês
5,5%  


          Gestores de saúde mental relatam aumento no consumo de crack em regiões que não apresentavam consumo significativo da droga, em especial no nordeste e nas cidades fora dos grandes centros urbanos. O aumento parece estar relacionado com o baixo custo e as características dos efeitos procurados, embora sejam necessários estudos e pesquisa sobre a influência desses ou outros fatores.
            Atenção integral em saúde e saúde mental aos usuários de crack  
Como todo uso de drogas está associado a fatores biopsicossociais, o consumo de crack não é diferente. Além dos problemas físicos já descritos, há os de ordem psicológica, social e legal. Ocorrem graves perdas nos vínculos familiares, nos espaços relacionais, nos estudos e no trabalho, bem como a troca de sexo por drogas e, ainda, podendo chegar à realização de pequenos delitos para a aquisição da droga. Há controvérsia se tais condutas socialmente desaprovadas têm relação com o estado de “fissura” para usar ou se resulta da própria intoxicação. A unanimidade é que o usuário desemboca numa grave e complexa exclusão social.  
As abordagens ao usuário de crack exigem criatividade, paciência e respeito aos seus direitos, enquanto cidadão, para superar seu estado de vulnerabilidade, riscos, estigma e marginalização. Estratégias preventivas podem ser levantadas não somente entre esse novo grupo, como também dirigidas àqueles usuários que, por algum motivo, ainda não se aventuraram nesse tipo de droga. O atendimento ao dependente de crack deve considerar alguns importantes critérios: 
      1.            O usuário que não procura tratamento: a ele devem ser dirigidas estratégias de cuidados à saúde, de redução de danos e de riscos sociais e à saúde. As ações devem ser oferecidas e articuladas por uma rede pública de serviços de saúde e de ações sociais e devem ser feitas por equipes itinerantes, como os consultórios de rua,  que busquem ativamente ampliar o acesso aos cuidados em saúde e em saúde mental destes usuários. A perspectiva dessa abordagem objetiva os cuidados da saúde como também as possibilidades de inserção social. 
      2.            A porta de entrada na rede de atenção em saúde deve ser a Estratégia de Saúde Família e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Estes serviços especializados devem ser os organizadores das demandas de saúde mental no território. Os CAPS devem dar apoio especializado às ESF, fazer articulações intersetoriais (educação, assistência social, justiça, cultura, entre outros) e encaminhar e acompanhar os usuários à internação em hospitais gerais, quando necessário.  
      3.            Quando o usuário acessa as equipes de saúde e de saúde mental,  é necessária uma avaliação clínica das suas condições de saúde física e mental, para a definição das intervenções terapêuticas que devem ser desenvolvidas. É importante que se faça uma avaliação de risco pelas equipes de saúde para se definir se é necessária ou não a internação. 
      4.            A internação deve ser de curta duração, em hospital geral da rede pública, com vistas à desintoxicação associada aos cuidados emergenciais das complicações orgânicas e/ou à presença de algum tipo de co-morbidade desenvolvida com o uso. É concebível e muito comum que usuários de crack, ainda que num padrão de uso preocupante, resistam à internação e optem pela desintoxicação e cuidados clínicos em regime aberto, acompanhado nos CAPSad por uma equipe interdisciplinar, nos níveis de atendimento intensivo, semi-intensivo e até o não intensivo. Nesse caso, a boa evolução clínica, psíquica e social dependerá da articulação inter e intrasetorial das redes de apoio, inclusive e se possível, com mobilização familiar. 
      5.            A decisão pela internação deve ser compreendida como parte do tratamento, atrelada a um projeto terapêutico individual e, assim como a alta hospitalar e o pós-alta, deve ser de natureza interdisciplinar. Intervenções e procedimentos isolados mostram-se ineficazes, com pouca adesão e curta duração, além de favorecer o descrédito e desalento da  família e mais estigma ao usuário.  
Estratégias de intervenção e cuidados da rede de saúde:  
    1. Avaliação interdisciplinar para cuidados clínicos (e psiquiátricos, se necessário)
    2. Construção de Projeto Terapêutico Individual, articulado inter e intrasetorialmente 
    3. Atenção básica (via ESF e NASF, com participação de profissionais de AD) 
    4. CAPSad – acolhimento nos níveis intensivo, semi-intensivo até não intensivo 
    5. Leitos em hospital geral 
    6. Consultórios de rua, casas de passagem 
    7. Estratégias de redução de danos 
    8. Articulação com outras Políticas Públicas: Ação Social, Educação, Trabalho, Justiça, Esporte, Direitos Humanos, Moradia.

 Referências bibliográficas de consulta:
1. Domanico, A. & MacRae, E. Estratégias de Redução de Danos entre Usuários de Crack. In: Silveira, D. X. & Moreira, F. G. Panorama Atual de Drogas e Dependências. São Paulo: Ed. Atheneu, 2006.
2. Silveira, DX, Labigalini E. e Rodrigues, LR Redução de danos no uso de maconha por dependentes de crack. In: SOS crack prevenção e tratamento. Governo do Estado de São Paulo, 1998.
3. Andrade, AG, Leite, MC e col. Cocaína e crack: dos fundamentos ao tratamento. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.
4. Governo de São Paulo. SOS crack: prevenção e tratamento, diretrizes e resumos de trabalhos, 1999.
5. Silva, SL. Mulheres da luz: uma etnografia dos usos e da preservação no uso do crack. 2000.
 
  15.dezembro.2009
Coordenação Nacional de Saúde Mental, Álcool & Outras Drogas/Ministério da Saúde