sábado, 29 de janeiro de 2011

Trote Universitário: Você é contra ou a favor?

Nesta semana acompanhamos nos noticiários que alunas do curso de agronomia da UnB apresentaram uma denúncia na Secretaria Especial de Políticas Públicas para Mulheres, referente ao constrangimento que elas passaram durante o "TROTE" aplicado pelos veteranos. Segue abaixo uma matéria publicada no site do CorreioWeb e gostaria de saber sua opinião, você é contra ou a favor do trote?


Reitor da UnB abrirá sidicância para identificar alunos envolvidos em trote

Publicação: 29/01/2011 08:42 Atualização:
Após repudiar os excessos cometidos no trote de agronomia, ocorrido no último dia 11, o reitor da Universidade de Brasília, José Geraldo de Sousa Junior, prometeu abrir uma sindicância na próxima segunda-feira para identificar e punir os envolvidos na brincadeira. “Participo do entendimento da Secretaria (de Políticas para as Mulheres da Presidência da República) no sentido de que os fatos traduzem atos de violência e discriminação contra a mulher. E, tal como venho afirmando, ainda que consentidas, elas traduzem redução da dignidade da pessoa, violando a ética da convivência comunitária”, afirmou o reitor.

Na reunião marcada para segunda-feira, José Geraldo pretende discutir normas para políticas estudantis e de convivência universitária. Uma comissão de professores, diretores e integrantes da reitoria deverá ser criada para debater sobre as condutas comunitárias. “O processo vai orientar condutas na linha de trotes ecológicos, solidários”, disse.

José Geraldo afirmou ainda que, em até 30 dias, os envolvidos no trote podem ser advertidos caso sejam considerados culpados por violar a ética e reduzir a dignidade dos novos colegas. Apesar das intenção punitivas, o reitor diz que a instituição pouco pode fazer para evitar tais ações. “A universidade não pode impedir que trotes aconteçam porque não há uma norma legal que proíba essa prática. Mas ela pode tentar inibir essas situações”, avaliou.

No trote universitário do último dia 11, mulheres foram fotografadas ajoelhadas lambendo uma linguiça lambuzada de leite condensado. O objeto era segurado na altura do quadril pelo diretor do Centro Acadêmico de Agronomia, o aluno do 6º semestre Caio Batista, 21 anos. Ao redor das novatas, veteranos se divertiam com o episódio. As cenas caíram na internet e foram divulgadas nos principais sites de relacionamento. No câmpus, o tema virou assunto das rodinhas.

Caloura de agronomia, Lisanne Santos, 17 anos, optou por não participar do trote universitário. Após terminar uma prova, em 11 de janeiro, ela pegou os materiais escolares e seguiu para casa. Outros 39 estudantes repetiram a postura de Lisanne. Dos 80 calouros, 41 toparam encarar as brincadeiras. Além da linguiça, os alunos mergulharam numa piscina de sabão, se lambuzaram na lama e pediram dinheiro a motoristas no semáforo. Antes, foram obrigados a fazer um juramento no qual se humilhavam (veja ao lado). A jovem diz ter se arrependido por não participar e estuda integrar a equipe no próximo semestre. “Não há exageros uma vez que você escolhe de qual brincadeira participar.”

A aluna do 2º semestre de agronomia Felícia Viana, 23, não se sentiu humilhada com a diversão. “O trote é um rito de entrada e as participações são voluntárias, não obrigatórias.” Porém, a polêmica sobre o assunto tende a modificar as boas vindas do próximo semestre. “A repercussão negativa vai fazer com que façamos uma reforma. E teremos que modificar as brincadeiras”, afirmou Nobuyuki Kahi, 24 anos, aluno do 11º semestre. “A brincadeira não tinha cunho sexual, mas vai acabar por causa dessa repercussão”, garantiu Nobuyuki.

A polêmica sobre o exagero incomodou também o corpo docente. Na quarta-feira, a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República pediu esclarecimentos à universidade sobre o fato.

A subsecretária da Secretaria de Políticas para Mulheres e professora do Departamento de Sociologia da UnB, Lourdes Bandeira, lamentou que mulheres sejam vítimas de brincadeiras envolvendo sexualidade. “O mais grave e lamentável é que os nossos jovens universitários ainda enxergam as mulheres como objeto sexual”, afirmou. “O fato de ser opcional não pode de maneira nenhuma violar o código de convivência da universidade”, opinou Tânia Montoro, professora de Comunicação e Gênero da UnB.

Juramento
Os novos alunos de agronomia são obrigados a fazer o juramento:

“Eu, calouro burro, muito burro mesmo, mais burro que o Juliano, prometo respeitar, obedecer e amar os meus veteranos. Não dar em cima de nenhuma caloura. Não vencer os campeonatos de futebol. Assinar a chamada para meus veteranos. Fornecer as minhas colegas de semestre (irmã, prima, amiga) para meus veteranos. Para as calouras: não diminuir o p. dos veteranos. Não brigar nos eventos. Não ficar barriguda e careca”

Discussão sobre o Cespe vai continuar
» O Conselho Universitário (Consuni) da UnB se reuniu ontem à tarde com o reitor da instituição acadêmica, José Geraldo de Sousa Júnior, para discutir sobre a reestruturação do Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), responsável por um quinto do orçamento da universidade. No final do evento, José Geraldo decidiu levar adiante a discussão sobre qual será o futuro do centro para a próxima sexta-feira, com a presença dos corpos docente e técnico da UnB. Até o fim de fevereiro, José Geraldo espera ter a decisão sobre o assunto. O assunto ganhou relevância após o Tribunal de Contas da União (TCU) questionar sobre a forma de remuneração que o Cespe - cujo faturamento apenas para esse ano deve chegar a R$ 260 milhões - utilizava para pagar os cerca de 500 trabalhadores contratados para os serviços do centro. O Ministério da Educação (MEC), por sua vez, pretende transformar o Cespe em uma instituição do governo.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Operação coíbe consumo de droga entre menores e apura prostituição infantil


Agentes da Polícia Rodoviária Federal encaminnharam cerca de 35 adolescente para a 33ª DP (PRF/Divulgação )
Agentes da Polícia Rodoviária Federal encaminnharam cerca de 35 adolescente para a 33ª DP
Duas discotecas de Santa Maria e um posto de gasolina, localizado na BR-040, foram alvo da Operação Abordagem Geral, realizada em conjunto pela 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Vara da Infância e Juventude (VIJ). A intenção foi apreender menores consumidores de drogas, além de verificar denúncias de prostituição infantil. Cerca de 35 adolescente foram encaminhados à 33ª DP (Santa Maria).

A ação ocorreu entre 23h30 de sábado e 6h deste domingo (23/1), período em que cinco pessoas foram presas por embriaguez ao volante - entre elas um subtenente da Aeronáutica que foi detido por desacato à autoridade. Ele estava bêbado e armado. É o que informa o delegado chefe-adjunto da 33ª DP, Sérgio Bautzer, segundo o qual, outras cinco pessoas acabaram levadas à delegacia por porte de drogas para uso próprio.

Além disso, menores também foram apreendidos e encaminhados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) - a quantidade de jovens não foi confirmada pela Vara da Infância e Juventude. Houve, ainda, a apreensão de dois pixadores, ambos adolescentes, e outros dois jovens, que portavam drogas para consumo.

Como destaca Bautzer, durante o tempo em que o 30 policiais civis, 30 agentes da PRF e 30 comissários da VIJ estiveram na região, nenhum latrocínio (roubo seguido de morte) ou homicídio foram cometidos em Santa Maria.

Os flagrados embriagados ao volante estão sujeitos à pena que varia de seis meses a três anos de prisão. Todos pagaram fiança de R$ 700 a R$ 1,5 mil e foram liberados em seguida. Os usuários de droga assinaram um termo em que se comprometem a comparecer em juízo quando solicitado. Os menores levados à DCA devem ser punidos com medidas sócio-educativas.

Fonte: CorreioWeb

Você que vai casar este ano, veja só essa!

Custo de festas de casamento em Brasília sobe até 40% de um ano para outroOs arranjos de flores, por exemplo, dobraram de preço nos últimos 12 meses

Publicação: 23/01/2011 09:01 Atualização:
Se casar fosse investimento, seria um dos melhores do mundo. Pelo menos para quem promove ou vende serviços para esse tipo de comemoração. Em Brasília, de um ano para o outro, o valor da festa dos noivos sobe de 10% a 40%. Essa valorização dá um baile até sobre os imóveis, que na capital encarecem, em média, entre 15% e 20% ao ano. Mas, como não se trata de uma aplicação, o aumento nunca é bom para os noivos. Principalmente para aqueles que guardam as economias na poupança, que no ano passado rendeu meros 6,9%.

As irmãs Aleine e Anajara: em cinco anos, o gasto com uma festa do mesmo tamanho subiu 75% (Rafael Ohana/CB/D.A Press
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As irmãs Aleine e Anajara: em cinco anos, o gasto com uma festa do mesmo tamanho subiu 75%
A estudante de direito Anajara Alves dos Santos está com quase tudo pronto para o casamento. Faltam menos de quatro meses para a festa e os serviços estão todos contratados. Eles seguem a mesma qualidade e os padrões escolhidos pela irmã, Aleine Alves Bonfim, há cinco anos. No entanto, há uma grande diferença entre as duas comemorações: R$ 30 mil. Apenas no intervalo entre as duas cerimônias houve um aumento de 75% no custo da festa.

Aleine conta que, mesmo sabendo da valorização, ela preferiria ter poupado mais. “Na época, a minha vontade ainda era de ter gastado menos. Acontece que a gente começa a ver os detalhes e é tudo maravilhoso. Eu não me arrependo, mas hoje teria investido parte desse dinheiro para dar de entrada em uma casa ou em um carro. Até porque a gente nunca agrada a todos. No fim, alguém sempre sai reclamando”, lamenta. A irmã discorda: “Eu acho que vale a pena. É um sonho e só acontece uma vez na vida. Pelo menos é o que todo mundo espera”, brinca Anajara. Segundo a noiva, a parte mais cara do casamento até agora foi a decoração. Entre ornamentar a igreja e o salão foram investidos R$ 25 mil. Preço superior ao buffet para servir 300 convidados.

E são justamente as flores que mais subiram de preço nos últimos anos. Apesar de haver diversas opções de enfeites e estilos, os arranjos estão presentes em quase todos os casamentos. A cerimonialista Lyana Azevedo conta que a maioria das flores vem de Holambra, no interior de São Paulo. As plantas são leiloadas e encarecem de acordo com a demanda. Em maio, por exemplo, conhecido por ser o mês das noivas, o lote é sempre mais caro. “Por isso, em geral, os decoradores trabalham cobrando o teto durante o ano todo, para evitar prejuízos. Se der uma geada na região, simplesmente não tem flor no mercado. Para se ter uma ideia, o preço subiu 100% nos últimos dois anos”, conta.

O cerimonialista César Serra aponta outro motivo para a escalada dos preços: a inflação sobre os alimentos. “O reflexo é automático sobre o nosso trabalho. Faz parte do nosso custo de produção e isso acaba sendo repassado. O filé e o chocolate tiveram um aumento muito grande. Não se faz casamento sem nenhum dos dois”, afirma. Ele conta também que alguns opcionais, como o camarão gigante, subiram tanto que nenhuma empresa poderia absorver a diferença. “Até novembro, o quilo era vendido por R$ 85. Hoje, eu não compro por menos de R$ 130. Sem contar que fechamos o contrato hoje para servir em um ano, por isso o nosso risco é muito grande”, justifica.

Antecipação
Para minimizar a possibilidade de fechar um orçamento defasado, alguns salões de festas projetam o preço do aluguel e comercializam hoje um valor de 2012. No Espaço Cristal Brasília, no Riacho Fundo, a noiva pode evitar o reajuste se fizer o pagamento à vista. “Faltam espaços para alugar na cidade, por isso os reajustes são praticamente anuais. Além disso, a gente sempre faz melhorias no espaço de um ano para o outro. O serviço melhora e o preço aumenta, acompanhando o mercado”, explica a gerente do local, Giovani Tokarski.

Outro custo que pesa no bolso é o registro da cerimônia em fotos. “Disso tudo, a única lembrança que fica é o álbum”, argumenta o fotógrafo Lincon Iff. Embora a gama de profissionais dispostos a realizar o serviço também seja grande na cidade, os preços dificilmente começam por menos de R$ 7 mil. “Em 2007, o meu preço era a metade do que é agora. Ocorre que a tecnologia avança e os produtos vão ficando melhores e mais caros. Um botão da minha máquina custa R$ 1.400, o meu material de trabalho todo é muito caro”, afirma.

O fotógrafo Glenio Dettmar diz que não reajustou o preço nos últimos dois anos para não ficar muito acima do mercado. No entanto, ele afirma que os aumentos anuais são muito comuns e necessários para cobrir a diferença com combustível, equipe, revelação e álbum. “O que tenho feito é oferecer além dos produtos ‘top de linha’, os que são tradicionais e mais baratos. Quem quiser paga pela mudança. Se não for assim, o trabalho não dá lucro.”

Colaborou Diego Amorim 



Dicas ajudam a economizar

Antes de quebrar o porquinho, vale a pena seguir as dicas de outras noivas que viveram a experiência. A nutricionista Joana Holanda, que se casou no ano passado, conta que evitou contratar serviço de cerimonial. Com isso, ela economizou de R$ 3 a R$ 12 mil. No buffet, dispensou o camarão, o que representou R$ 5 a menos para cada convidado. Em uma festa para 200 pessoas, são R$ 1 mil a menos. Os reajustes anuais com o aluguel do salão também são evitáveis. Se a festa for programada com antecedência, a economia média é de 10% sobre o valor do espaço.

Do Plano Piloto às regiões do Distrito Federal, o preço pode oscilar entre R$ 2 mil e R$ 9 mil pela noite. A servidora pública Nicole Back Fontenele Melo teve a sorte de ganhar o espaço para a festa na própria igreja. Quem mora em casa também tem a opção de aproveitar o espaço. O dinheiro pode servir para incrementar a decoração, e o quintal fica com ar de salão de festas. Nicole também dividiu a decoração do altar com outra noiva do dia. A estratégia é econômica e bastante conhecida pelos casais. Com a verba menos comprometida, a lista de 200 convidados se transformou em uma festa para 400 pessoas. (JB)
Fonte: CorreioWeb

sábado, 22 de janeiro de 2011

Boa Notícia: Ministério Público questiona cálculo do IPVA

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio da Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC), expediu na última quarta-feira (19), uma recomendação à Secretaria de Fazenda do Distrito Federal determinando que fosse feita uma revisão nas duas tabelas usadas como base para fazer o cálculo do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). De acordo com o MPDFT, o objetivo da recomendação é analisar se a Secretaria cometeu algum equívoco no momento de avaliação das tabelas. Segundo elas, nem todos os veículos tiveram seu valor reduzido no final de 2010, e alguns até subiram de preço.

O IPVA de 2011 não abaixou como já havia garantido o Governo do Distrito Federal (GDF). Apesar da desvalorização que os veículos costumam sofrer de um ano para o outro, mais da metade dos contribuintes de Brasília (57%) terão que pagar exatamente a mesma taxa cobrada no ano passado. Apenas 43% dos motoristas do DF puderam perceber queda no valor do IPVA deste ano, quando comparado com o valor cobrado em 2010.

O motivo da não redução do valor do tributo é explicado devido a um conflito jurídico deixado de herança pela gestão do ex governador Rogério Rosso, que não sancionou as leis referentes ao IPVA até o final do ano passado. Por isso, a Secretaria de Fazenda se viu obrigada em usar a mesma tabela usada para calcular o imposto no ano passado, assim como prevê na Lei de Diretrizes. A tabelas que foram utilizadas são a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), uma tabela oficial, com valores calculados pela Universidade de São Paulo (USP) e a Molicar.

Resposta em dez dias

Apesar da Secretaria de Fazenda afirmar que o cálculo que foi usado é confiável, o MP decidiu avaliar "visando a melhoria dos serviços públicos, bem como ao respeito, aos interesses, direitos e bens do cidadão". O órgão informou ainda que aguarda alguma resposta do GDF em um prazo de até 10 dias.

Da Redação do Jornal Alô Brasília

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

STJ decide que Google não pode ser responsabilizado por abusos de usuários



O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que provedores de serviço de hospedagem de sites não podem ser responsabilizados por irregularidades de seus assinantes. A medida foi dada em dezembro de 2010 pela terceira turma da Corte, durante o julgamento de uma ação movida por uma mulher que pedia indenização por danos morais ao Google do Brasil.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, a mulher entrou com o processo contra a empresa de tecnologia por ter sido alvo de ofensas de usuários do Orkut, rede social do Google. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) já havia rejeitado o pedido de indenização, e assim o caso foi levado ao STJ.

O TJ-SP alegou que não se pode exigir de um provedor a fiscalização de abusos cometidos pelos seus usuários, pois a verificação de conteúdos disponibilizados na web pode implicaria restrição da livre manifestação de pensamento. Na primeira instância, a autora da ação conseguiu uma ordem judicial que exigia que o Google retirasse o material ofensivo do ar.

Segundo a assessoria do STJ, a decisão é considerada inédita, já que não foram encontrados precedentes. A ministra Nancy Andrighi, relatora do processo, alegou que o provedor não é responsável pelo conteúdo que o internauta veicula, e não pode ser obrigado a fiscalizar o que o usuário escreve antes de publicar na internet. Além disso, a ministra acredita que a fiscalização prévia prejudicaria a transmissão de dados em tempo real e poderia configurar censura.

Porém, Nancy ressaltou que as empresas que hospedam sites devem remover conteúdos ilegais da rede imediatamente após tomarem conhecimento sobre eles, sob pena de responderem pelos danos causados a usuários ofendidos.

A diretora jurídica do Google no Brasil, Fabiana Siviero, declarou que a decisão do STJ "é um precedente importante" e demonstra amadurecimento do tribunal em relação às questões de internet. "A gente espera que os tribunais dos Estados comecem a acatar. Não dá para responsabilizar o dono do muro pelo que se escreve nele", disse. A decisão do tribunal segue tendências adotadas em países como os EUA e europeus, que possuem leis que isentam provedores de monitorarem o conteúdo de informações disponibilizadas online.

Em dezembro de 2010, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) acolheu um recurso do Google em que a empresa pedia a revisão da sentença que a obrigou a indenizar um usuário do Orkut por violar os termos de uso do site. Na decisão anterior, o Google Brasil tinha sido condenado a pagar R$ 2,5 mil ao internauta, porém o TJ-DF julgou que a iniciativa da companhia não foi ilegal.

Fonte: Redação Portal IMPRENSA

 

Neste Sábado: ARENA S.O.S RIO


Amanhã o ARENA Sede estará realiznado o ARENA S.O.S RIO. Convide seus amigos e parentes, para juntos clamarmos pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Copom sobe taxa de juros para 11,25% ao ano


A taxa básica de juros Selic subiu 0,50 ponto percentual e passa a ser de 11,25% ao ano. O BC (Banco Central) anunciou ontem à noite a alteração. De acordo com o professor José Nicolau Pompeo, que ministra aulas na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), essa é a primeira elevação de algumas neste ano.

Ele explicou que a demanda interna cresceu. "É resultado do aumento da massa salarial, que refletiu no crescimento no crédito no País. E tudo isso estimulou o consumo", explicou o professor da PUC-SP.

A demanda aquecida proporcionou aumento na inflação, que ultrapassou o centro da meta do governo no ano passado. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 5,91% em 12 meses, contra meta de 4,5%.

A elevação da Selic é um dos mecanismos que o BC tem para controlar o avanço dos preços. Em nota, a autarquia informou que a decisão foi unânime. E destacou que os efeitos "somados aos de ações macroprudenciais, contribuirão para que a inflação convirja para a trajetória de metas".

A nota deixa o indício de que o BC fará novas altas neste ano, pois afirma que está "dando início a um processo de ajuste da taxa básica de juros".

Esta foi a primeira manobra do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) sob comando do novo presidente da autarquia, Alexandre Antonio Tombini. O mercado financeiro e os especialistas arriscavam que haveria aumento na taxa e já esperavam 0,50 ponto percentual
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) afirmou ser contra a decisão. Para a entidade, a elevação levará os gastos do governo com juros para R$ 200 bilhões neste ano.

CONTRA

"O Brasil não pode mais ser penalizado com o crescente aumento da taxa de juros. Isso é um absurdo. Com esse dinheiro poderíamos viabilizar a construção de mais 390 mil casas do programa Minha Casa, Minha Vida, ou custear 2/3 do Bolsa Família no ano inteiro de 2011. Alternativamente, daria para o sistema de Saúde realizar 14 mil internações adicionais", afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, por nota.

A Força Sindical também não concordou com o aumento. "Tivemos desnecessária alta dos juros, que seguem em patamar excessivamente elevado. Juros altos que seguem na contramão da produção, do crédito e do consumo", declarou o presidente da entidade, Paulo Pereira da Silva, por meio de nota.


 EXPLICAÇÃO
Para o coordenador da área de economia aplicada do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), Armando Castelar, a decisão foi correta.
"A inflação em 2010 foi alta. E as expectativas também estão elevadas. Temos uma pressão crescente nos preços dos serviços", argumentou o especialista. Ele espera mais 1,50 ponto percentual neste ano.

O conselheiro do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia), Manuel Enriquez Garcia, concorda que a decisão foi correta. "A função dele é de guardião da moeda." Quanto mais alta a inflação, menor o poder de compra do real.
Fonte: Diário do Grande ABC/São Paulo

Usuários de drogas sempre retornam às ruas por falta de apoio para recuperação

"Às vezes a polícia aparece, expulsa os usuários, mas a polícia ainda está na esquina e eles já começam a voltar". A frase, de um trabalhador da Ceilândia, expressa um sentimento compartilhado pela população do Distrito Federal. Apesar de existirem alguns programas no governo voltados para usuários de drogas no DF, eles continuam perambulando pelas ruas, fazendo uso de drogas e resistindo bravamente às investidas da polícia e do governo para contornarem essa situação. A responsabilidade é transferida entre os órgãos por falta de integração, e o resultado é que as ruas do DF ficam cada vez mais tomadas pelo consumo e tráfico de drogas que acontecem a qualquer hora do dia ou da noite.

Na Rodoviária do Plano Piloto, no Centro de Taguatinga, no Centro de Ceilândia, nas ruas de Sobradinho, de Planaltina, em todo lugar. Desde que o Jornal de Brasília iniciou a campanha Brasília sem Drogas, no mês passado, já foram publicadas várias reportagens que mostram flagrantes de consumo e tráfico de drogas por todo o DF. O problema é que, mesmo após inúmeras denúncias e várias operações policiais, a situação continua a mesma.

E as justificativas são as mais variadas. Para a polícia, um dos principais problemas é o fato de a nova legislação não permitir que os usuários sejam presos. Como o DF ainda não dispõe de clínicas de recuperação do governo, a polícia não teria para onde encaminhar os usuários, e se vê obrigada a liberar os viciados que voltam para as ruas. 

Fonte: Jornal de Brasília

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Correios adotam novo sistema de identificação dos endereços no DF

A partir desta quarta-feira (19/1), os Correios passam a considerar as regiões administrativas como bairros de Brasília. O modelo de divisão territorial, adotado também pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trata o quadrilátero do Distrito Federal como um único município e as 28 cidades — exceto o Plano Piloto — como setores habitacionais. A medida prevê a facilidade no sistema de endereçamento de correspondência e formulários por moradores que, atualmente, esbarram nas peculiaridades da capital federal para informar o local onde moram ou trabalham. Até ontem, o banco de dados dos Correios não identificava Código de Endereçamento Postal (CEP) e endereços de algumas regiões. Segundo a instituição, não haverá alteração nos atuais endereços. A mudança, no entanto, traz à tona antiga discussão em torno da autonomia das regiões administrativas, enraizada com o passar dos anos.

Na prática, a população deverá readaptar a forma de endereçar cartas e preencher documentos. O campo reservado a informações do município será preenchido por Brasília. O nome da região administrativa onde a pessoa mora ocupará o espaço restrito ao bairro. “O Sudoeste, por exemplo, faz parte da RA (região administrativa) do Cruzeiro. Até hoje, se procurarmos no nosso sistema um CEP do Sudoeste, aparece como se o morador vivesse no Cruzeiro”, explicou o gerente de Operações dos Correios, Edson Batista Moraes. Ele considera a medida positiva à população. “Registramos muitas reclamações de pessoas questionando o sistema de busca de CEPs dos Correios e com dúvidas em relação às localidades de Brasília e das cidades-satélites. A situação do DF é diferente de todo o Brasil. É como se o banco de dados estivesse errado”, disse.

Edson exemplificou o caso do Riacho Fundo I e II. O padrão de endereçamento das duas cidades é o mesmo. “Se você não especificar Riacho Fundo I ou II na hora de pesquisar o CEP, é impossível achar o destino. Agora, com a diferenciação por bairros, essa confusão vai diminuir”, explicou. A pensionista Maria do Rosário Marino de Oliveira, 38 anos, espera melhorias. Desde que se mudou para a QN 5c, Conjunto 1, do Riacho Fundo II, ela sofre com a confusão das correspondências. “Carteiros e visitas em geral ficam perdidos. Nem a gente, que mora aqui, sabe direito a organização da cidade”, criticou. Com frequência, a dona de casa se depara com encomendas de outras pessoas na caixinha dos Correios ou não recebe a correspondência. “Tive que procurar meu CEP correto na internet e informar no INSS. Não recebia nada deles”, relatou.

Concepção
O pesquisador associado do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB) Alvo Paviani comemorou a atitude dos Correios. Ele acredita que Brasília é uma só. “Cidade é o nome de uma localidade com sede municipal, as demais são chamadas de subúrbios e bairros”, considerou. Segundo Paviani, o orgulho das pessoas em viver nas regiões administrativas poderá ser transferido a Brasília como um todo. E ressalta que, quando os moradores do DF viajam, costumam informar a cidade de origem como Brasília e não Taguatinga, Ceilândia etc. “A estruturação da cidade deu margem a essa concepção de regiões administrativas. Mas podemos dizer que Brasília é um município com área urbana polinucleada e uma grande área rural”, defendeu.

Ao contrário do especialista, o empresário Edion Ferreira Brito repudiou a atitude dos Correios. “A gente sente como se a nossa cidade desaparecesse, sendo que existem leis dando autonomia às regiões administrativas”, criticou. Para o morador e trabalhador de Ceilândia, o Distrito Federal foi concebido de forma diferente e deve ser respeitado. “Isso afeta a população inteira. É a nossa identidade. Por que nós, GDF, não podemos manter esse diferencial? Se não valorizarmos o que temos aqui, perderemos tudo no futuro”, ressaltou o ceilandense com orgulho.


MEMÓRIA
Sapo Queijo Nada (SQN)
As peculiaridades de Brasília podem render histórias engraçadas. Em novembro do ano passado, veio à tona o caso do designer Mateus de Oliveira Pinto, 34 anos. Ele protagonizou um diálogo com o atendente de telemarketing da operadora de telefonia móvel. Ao tentar corrigir o endereço residencial para correspondências, informou: “Moro na SQN 214, Bloco E”. A pessoa do outro lado da linha, acostumada a preencher os campos em branco com nomes de rua, complementos e pontos de referência, não entendeu as coordenadas e se confundiu várias vezes com o fonema das letras: “Ok. FQM, 214 Bloco E…”; ou então: “Ah, sim, desculpe… SQM 214, Bloco E”.

Irritado com a dificuldade na comunicação, Mateus lançou: “Ai, meu santo… É SQN… Sapo Queijo Nada… SQN… Sapo Queijo Nada!!”. Satisfeito com a solução do problema, desligou o telefone. Ele não imaginou, no entanto, que a conta chegaria com o endereço Sapo Queijo Nada (SQN), Bloco E. O caso ganhou repercussão na época e Mateus chegou a idealizar um site na internet para compartilhar casos parecidos.

O mesmo ocorreu com um outro morador de Brasília, que preferiu não se identificar. O morador da SQS 112 explicou o endereço como “Serra Quebec Serra”. A fatura passou a ser endereçada à Rua Serra Quebec Serra 112, em Brasília. Na tentativa de corrigir desentendimentos, os moradores da capital federal apelam para os apelidos: as QNN e as QNM de Ceilândia foram rebatizadas de Quê Nada Nada e Quê Nada Maria, respectivamente.

PARA SABER MAIS
Criadas a partir de 1964
O Distrito Federal conta com 30 regiões administrativas. Brasília, Gama, Taguatinga, Brazlândia e Sobradinho, Planaltina e Paranoá são as mais antigas, criadas em 10 de dezembro de 1964, segundo informações da Codeplan. Vicente Pires, ainda localizada em terreno irregular da União, passou a ser considerada uma região administrativa em 26 de maio de 2009. Originalmente, o Distrito Federal não contava com divisões. Quatro anos após a inauguração da capital federal, ocorreram as primeiras divisões. Em 1989, o Governo do Distrito Federal oficializou a criação de mais quatro localidades: Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Cruzeiro e Samambaia. De 1992 a 1994 surgiram Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas, Lago Sul, Riacho Fundo, Lago Norte e Candangolândia. A partir de 2003, as demais localidades se transformaram, aos poucos, em regiões administrativas. São elas: Águas Claras, Riacho Fundo 2, Varjão, Park Way, Sudoeste, SIA, Estrutural, Sobradinho 2, Jardim Botânico, Itapoã e Vicente Pires.


PALAVRA DE ESPECIALISTA
Simétrica e atípica
Pelas características, a estrutura de Brasília é simétrica e construída com base em conceitos. Se o setor de bancos fica na parte norte da cidade, ganha a terminologia do Setor Bancário Norte. Mas é uma cidade atípica. Quem não conhece, se complica. Principalmente porque não usamos a expressão completa e preferimos falar as siglas do endereço. Assim, virou uma terminologia própria da cidade. Para os brasilienses é comum, mas para o pessoal de fora, que não conhece a estrutura, há estranhamento em relação à organização da região.

Entretanto, a partir do momento que a pessoa conhece a cidade, fica mais fácil entender a organização. Chegamos ao ponto que não falamos mais Superquadra 415 Sul e apenas o número e a direção. Talvez a melhor forma seja a divulgação da terminologia correta a ser usada. O usuário tendo essa ideia poderia se localizar melhor em meio à cidade e aí não seria necessário realizar mudanças drásticas no conceito. Passar a considerar as regiões administrativas como bairros muda o conceito da cidade. Aqui é Distrito Federal, não é um município.

Flávia de Oliveira Maia Pires, mestre em linguística e autora de um glossário sobre as terminologias de Brasília


Confusões e polêmicas
O primeiro contato com Brasília pode causar estranhamento. A cidade dividida em setores, identificada por números em vez de nomes, sem esquinas e bairros definidos se destaca em relação ao restante do Brasil. As peculiaridades ficam ainda mais evidentes quando os brasilienses precisam trocar endereços com pessoas de outras regiões. O SQN, de Super Quadra Norte, vira FQN ou SQM e o espaço reservado para o ponto de referência acaba em branco. Na tentativa de corrigir desentendimentos, os moradores da capital federal apelam para os apelidos: as QNN e as QNM de Ceilândia foram rebatizadas de Quê Nada Nada e Quê Nada Maria (leia Memória). Além da sopa de letrinhas, o mesmo endereço pode ser encontrado em cidades diferentes do Distrito Federal. Nestes casos, o único jeito de diferenciar um do outro é pelo CEP.

A padaria onde Joselândia de Carvalho, 30 anos, trabalha no Riacho Fundo II tem endereço semelhante no Riacho Fundo I. “Toda vez que pedimos uma mercadoria, o caminhão para no Riacho I. Aí, me ligam e eu tenho que corrigir as informações”, contou. A operadora de caixa tem dificuldades em dizer o endereço do local de trabalho. “Sei que aqui é o Conjunto 4, da Quadra 7e. Mas ninguém acha a loja. Eu moro na cidade há 5 anos e não entendo como as quadras funcionam”, confessou.

Segundo ela, seria possível encontrar o mesmo endereço no Riacho Fundo I, se não fosse a letra “e” da quadra. Nas redondezas da padaria, não há placas de localização, e a fachada do estabelecimento não conta com identificação. O jeito é apelar para pontos de referência. “Para achar a loja, eu falo da escola que tem aqui perto”, explicou.

O administrador do Riacho Fundo I, Artur da Cunha Nogueira, confirmou a confusão dos endereços entre as duas cidades. Mas considerou a decisão dos Correios polêmica. “As pessoas não querem que a RA (região administrativa) se transforme em bairro. Está mudando para pior, regredindo. Ainda não sabemos os efeitos práticos disso. Até com melhoras na entrega de correspondências vai haver muita reclamação no status da cidade”, considerou. (JB)

Fonte: CorreioWeb