terça-feira, 31 de agosto de 2010

Entrevista no Programa Espaço Político da YesTv

Rodrigo Delmasso quer transformar a Fercal em Região Administrativa

Neste mês de setembro a Fercal comemora 54 anos de existência e mesmo assim ainda não conseguiu autonomia de Região Administrativa. Rica em recursos naturais como o calcário, a Fercal vem contribuindo com a economia do Distrito Federal através de suas fábricas de cimento, concreto e usinas de asfaltos. Rodrigo Delmasso foi conversar com as lideranças locais para falar das suas propostas e ajudar a acelerar o seu desenvolvimento.


Com o objetivo de contribuir para o crescimento da Fercal, Rodrigo Delmasso visitou a comunidade e conversou com os líderes comunitários Ricardo, Melo e Linda para falar do carinho que tem pelo local e da sua intenção, se eleito for, de transformá-la em Região Administrativa. Sabendo que a maioria da população trabalha em fábricas da proximidade, Rodrigo Delmasso também quer lutar pela instalação de creches para que os pais possam trabalhar com tranqüilidade, gerando mais emprego e renda. Todos ouviram atentamente o futuro deputado que finalizou a visita com uma oração.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Rodrigo Delmasso quer mais transporte público


Nos últimos meses, vimos uma “queda-de-braço” entre governo, empresários e trabalhadores do transporte público do Distrito Federal, por causa de reajustes de salários e da renovação do acordo coletivo. Por outro lado, também vimos a população sofrendo as conseqüências de paralisações e de outros transtornos devido as poucas linhas que circulam na capital. 

Pensando em tudo isso, Rodrigo Delmasso fez questão de conversar com cobradores e motoristas da empresa de ônibus Viplan para falar dos seus projetos. Ele acredita que melhoria no sistema de transporte público traz benefícios para a população e, também, para os trabalhadores. “Um dos meus compromissos é ampliar as linhas de ônibus, do sistema metroviário e  implantar o VLT. Com isso a população será melhor atendida, além de gerar mais emprego”, avalia.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Rodrigo visita também a Feira dos Importados do SIA


Depois de visitar a Feira dos Importados de Taguatinga, Rodrigo Delmasso também foi levar informações sobre seus projetos para os feirantes da Feira dos Importados do SIA. Mais uma vez foi em cada banca falar de suas propostas. “É preciso esse corpo-a-corpo para entender o que eles precisam para elaborar projetos. Com certeza, o Plano Distrital e crédito sem burocracia para categoria vão ajudar muito no sucesso dos seus negócios”, avalia Delmasso.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Rodrigo Delmasso conversa com feirantes sobre projetos para o segmento

Com uma realidade bem diferente de alguns anos atrás, hoje o Distrito Federal conta com vários shoppings centers. Mas, mesmo assim, as feiras ainda sobrevivem e aquecem a economia da capital federal. Sabendo disso, Rodrigo Delmasso foi pessoalmente falar com os feirantes sobre os projetos que tem para o segmento.

Além de promover traços sócio-culturais de determinadas regiões, as feiras são empreendimentos que são fonte de renda para muitas famílias. Rodrigo Delmasso também acredita nisso e sabe que este segmento é muito forte para a economia do DF. Em visita à Feira dos Importados de Taguatinga, conversou com cada um deles sobre a importância de se organizar e lutar por políticas públicas que atendam à categoria, como a criação do Plano Distrital das Feiras e linhas de crédito especiais.

Com esses projetos, Rodrigo Delmasso vai conseguir promover a organização dos feirantes e a revitalização dos seus negócios.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Programa FALA AÍ - Episódio 3 - Estrutural

Rodrigo Delmasso ouve apelo de moradores da Estrutural

São apenas 30 km que separam a Estrutural, uma das Regiões Administrativas mais carentes do Distrito Federal, do centro da capital. Mas a distância que separa a realidade desses dois pontos é bem maior. E para conferir de perto esse abismo, Rodrigo Delmasso resolveu conversar com alguns moradores de lá para buscar solução para alguns problemas.

Não foi preciso palavras, o cenário emoldurado com paredes de madeirite foi o suficiente para que Rodrigo Delmasso pudesse constatar que ali é uma comunidade com urgência de ajuda em todos os sentidos. Não há saneamento básico e, consequentemente, nenhuma condição de higiene. Mas o que mais preocupa a comunidade é a falta de água. Todo o abastecimento do local depende de um único chafariz que jorra água lentamente sobre um poço aberto de água turva, onde as crianças brincam em meio à sujeira.  Na tentativa de resolver o problema, os moradores cavaram outro poço de quatro metros sem sucesso. O que agrava mais ainda a condição sub-humana que eles já vivem devido ao acúmulo de lixo.
Como uma “Tribuna Livre”, Rodrigo Delmasso filmou o apelo de cada morador presente naquele momento, para que pudesse chamar a atenção das autoridades ao direito básico de acesso à fonte da vida, a água, de forma adequada para consumo em condições humanas. Ele finalizou a visita e ainda afirmou. “Vou buscar ajuda para esta comunidade. Eles precisam de voz e eu farei isso”.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Autoridades não conseguem evitar uso de crack na Rodoviária


O Buraco do Tatu ajuda o trânsito a fluir com rapidez. Já o buraco bem ao lado dele, ninguém sabia da utilidade até o lugar ser descoberto pelos usuários do crack.

Jovens chegam de dia, vão entrando e, de repente, no escuro, aparece a brasa dos cachimbos acesos. Grupos são formados para usar a droga sem qualquer preocupação em serem flagrados.

“Essa é uma degradação do ser humano, produto do descaso do Estado”, afirma o funcionário público Henrique Árias de Araújo.

A cena não escapa à visão de quem circula perto da rodoviária todo dia. “Eu vejo sempre. Eles ficam largados no meio da rua, sem ter o que fazer. Usam drogas, as meninas se prostituem”, fala a vigilante Maria Moura.

“Me sinto incapacitada, com medo de tudo. Todo mundo está com medo de tudo que é droga. A coisa está feia”, acredita a funcionária pública Odila Cenize.

Francisco de Assis é vendedor ambulante bem perto do local. Diz ser ex-dependente de crack e que, hoje, ajuda outros jovens a largar o vício. Ele critica a falta de empenho do governo em resolver o problema.

“A minha vontade é um dia ter um lugar onde eu possa acolher todos eles, porque mostrar o problema é bom, mas mostrar a solução é melhor ainda”, ressalta.

A Administração de Brasília disse que já colocou cadeado no portão várias vezes, mas que os usuários de crack arrombam e entram novamente.

Fonte: Bom Dia DF

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

GDF aluga 12 máquinas de hemodiálise com verba que compraria outras 410

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal fechou um contrato de R$ 29 milhões para alugar 12 máquinas de hemodiálise para UTIs da rede pública — valor suficiente para comprar mais de 410 equipamentos. Os termos do contrato de locação, válido por 24 meses, foram publicados no Diário Oficial do DF de 26 de julho deste ano (veja fac-símile abaixo). Além do aluguel dos aparelhos, usados para filtrar o sangue de doentes renais, o acordo prevê o fornecimento de kits de bolsas efluentes, também usadas durante a hemodiálise. O governo informou que já está realizando uma auditoria nesse contrato e garantiu que suspendeu o negócio até o fim das análises técnicas.

Especialistas e pacientes que dependem do tratamento criticam o gasto alto com a locação e defendem a compra de novas máquinas, já que hoje faltam equipamentos desse tipo nos hospitais públicos. Os 1,2 mil doentes renais do DF que precisam da hemodiálise para sobreviver enfrentam dificuldades de acesso ao tratamento na rede pública.

É comum os pacientes terem que dividir o horário destinado à filtragem do sangue por conta da falta de máquinas. Em vez de permanecer ligada ao aparelho durante quatro horas, cada pessoa passa apenas duas horas em tratamento para que ninguém fique sem hemodiálise. Esse processo é essencial para a vida dos doentes renais, já que, sem a retirada de toxinas do sangue, o paciente pode morrer em um curto espaço de tempo.

O processo para locação das máquinas começou a ser feito no ano passado. Logo depois da elaboração do edital de licitação, o Tribunal de Contas do Distrito Federal pediu explicações. Os conselheiros do TCDF queriam saber por que o GDF optou pelo aluguel, em vez de comprar as máquinas. “Tendo em conta que o objeto licitado possui natureza jurídica de locação de bens, caberá à Secretaria de Saúde apresentar estudos que comprovem a vantagem da opção adotada em detrimento da aquisição dos bens”, diz trecho do relatório do conselheiro responsável pela análise do contrato, Jorge Caetano, apresentado em dezembro do ano passado.

Em maio deste ano, o TCDF reiterou o pedido de informações à Secretaria de Saúde. Mas o GDF não apresentou justificativas para alugar, em vez de comprar os equipamentos. Os conselheiros também questionaram o alto valor do contrato. “Determino à Secretaria de Estado de Saúde que, no prazo de 90 dias, comprove a adequação dos valores referidos no procedimento licitatório com os correspondentes no mercado”, indica trecho da decisão do Tribunal de Contas. As determinações do TCDF não foram seguidas e, ainda assim, o contrato foi assinado em julho deste ano.

Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sábado (14) tem vacinação contra a pólio

Neste próximo sábado (14), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal realizará a segunda etapa da campanha de vacinação contra a poliomielite. No total, 345 postos de vacinação funcionarão em todo o DF, em hospitais regionais, centros de saúde, supermercados e shoppings.  A meta da secretaria é imunizar pelo menos 95% da população alvo (221.095 crianças de até cinco anos). A vacinação ocorrerá das 8h às 17h.

Todas as crianças deverão ser levadas aos postos, independente se receberam ou não a primeira dose. Segundo o subsecretário de Vigilância à Saúde, Allan Kardec Rezende, o sucesso da campanha depende da conscientização dos pais. “A eficácia da vacina chega a 95%, mas é preciso completar as duas etapas, o que assegura 100% de proteção às crianças”, explicou.

Serão distribuídas 300 mil doses em todos os postos. Durante a campanha, trabalharão 2.518 funcionários da Secretaria de Saúde, Polícia Militar e Departamento de Transito do Distrito Federal (DETRAN), com apoio de 150 viaturas. A Secretaria de Saúde ressalta, no entanto, que crianças com febre acima de 38 graus, alergia grave a algum componente da vacina e imunodepressão congênita ou adquirida – a exemplo de algumas síndromes –, não deverão ser levadas aos postos. Crianças com febre no dia da campanha poderão ser imunizadas posteriormente, caso apresentem melhora.

Cobertura elevada

A diretora de Vigilância Epidemiológica Maristela Reis acredita que a cobertura vacinal na capital federal é bastante elevada. “Em relação a vacinas de rotina temos uma excelente cobertura. Já nas campanhas, o resultado depende da divulgação. Na primeira etapa contra poliomielite deste ano, 195.722 crianças receberam a dose”, acrescentou. No DF, o último caso de paralisia infantil foi registrado há 23 anos. Contudo, considera-se que ainda há risco de importação do polivírus de países endêmicos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 26 países ainda registram casos de poliomielite. Destes, quatro são endêmicos: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão. Até julho deste ano, segundo a organização, foram registrados 545 casos da doença.

Metas alcançadas no DF

2007: 1ª etapa – 90,8%       2ª etapa – 88,3%

2008: 1ª etapa – 96,2%       2ª etapa – 86,1%

2009: 1ª etapa – 87,8%       2ª etapa – 90,7%

2010: 1ª etapa: 88,5%

Fonte: Agência Brasília

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ceilândia: saúde pública em colapso

Longas filas, muita espera e falta de atendimento fazem parte da rotina de quem procura o Hospital Regional de Ceilândia. “Vou para o hospital de Taguatinga porque aqui não tem ortopedista”, reclama o caminhoneiro Simonil Henrique da Rocha.

A situação não é nova. Todos os dias, milhares de pacientes enfrentam dificuldades nos hospitais públicos do DF. A professora Vânia Ferreira sabe bem o que é isso. Ela levou o pai, que tem problemas do coração, ao Hospital Regional de Ceilândia, mas não havia médicos na emergência.

“Não falaram por que não tinha médico. Poderia ter médico à tarde ou à noite, só que uma pessoa que é cardíaca e está com dor peito não pode esperar”, fala. Para Vânia, a solução foi levar o pai de carro para Hospital do Guará. “Eu tive condições de pegar o meu pai e procurar outro hospital. E as pessoas que não tem esse recurso?”, questiona.
Se de um lado do balcão de atendimento os pacientes reclamam, do outro não é diferente. “Não tem medicamentos para prescrever, não tem material para trabalhar. Falta gaze, iodo, falta tudo. As escalas são feitas uma atrás da outra. Os profissionais que deveriam estar aqui, não estão”, conta o estudante de medicina e representante do Conselho de Medicina de Brasília Lucas Brito.

Ceilândia é cidade mais populosa do DF, com 360 mil habitantes. Em 2009, o hospital regional da cidade teve o maior número de atendimentos na emergência da rede pública: quase 350 mil. Na recepção, há sempre filas para marcar consultas e exames.

E o hospital não atende só os moradores do Distrito Federal. Muitos pacientes vêm de outras cidades, principalmente do Entorno. No ano passado, de cada cem pessoas internadas no Hospital de Ceilândia, 15 eram de outros estados.

A cidade é a que tem mais eleitores no DF - 310 mil. E a saúde pública é um assunto que eles devem levar em consideração na hora de votar este ano. Mas o que os candidatos prometem fazer para melhorar a saúde no DF?

Na avaliação da coordenadora do Núcleo de Estudos em Saúde Pública da UnB, Maria Fátima de Sousa, é preciso reforçar o atendimento nos postos e centros de saúde. “Nós temos que saber quais são os caminhos e os passos que os governantes vão tomar, seja de esquerda ou de direita. A população precisa escolher democraticamente quem pode resolver os problemas de saúde pública do DF”, opina.

A professora Vânia diz que está atenta e sabe o que vai cobrar dos candidatos. “A gente tem que parar de observar o candidato pelo show que ele dá e pelas promessas. A gente é que tem que fazer a proposta. Nesse momento, a gente precisa garantir as condições básicas de a saúde e educação, é o mínimo”, destaca.


Fonte: Bom Dia DF

Abandono das faixas de pedestres coloca população em perigo

O atropelamento da menina Lucicleide da Silva Santos, 11 anos, no Pistão Sul, na terça-feira, chamou atenção para as condições das faixas de pedestres. Exemplo de cidadania para o resto do país, o respeito à sinalização está sendo deixado de lado. Por todo o Distrito Federal, é fácil deparar-se com uma faixa mal sinalizada ou desgastada. Desde janeiro deste ano, o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) revitalizou 12,5% das 4 mil instaladas pela cidade, o que resultou num investimento de R$ 40 milhões. Além disso, é considerável a quantidade de motoristas que ainda insistem em ignorar os pontos de travessia. Apenas nos seis primeiros meses de 2010, 1.140 condutores foram autuados por descumprirem a lei.

O Correio percorreu cinco regiões do DF na tarde de ontem e constatou que o descaso com a sinalização ultrapassa as barreiras sociais e geográficas. “O motorista precisa ter em mente que os carros maiores (independentemente da presença da faixa) são responsáveis pelos menores. E todos são responsáveis pelos veículos não motorizados (bicicleta e carros de tração animal) e pedestres”, alerta Silvain Fonseca , diretor de Segurança de Trânsito do Detran.

Na QNM 4 de Ceilândia Sul, o Correio flagrou vários condutores ignorando os pedestres que tentavam cruzar a via localizada em frente ao Centro de Ensino Ebenézer, onde estudam cerca de 600 alunos, de 6 a 18 anos. “Conscientizamos nossos estudantes sobre o uso devido da faixa. Mas a imprudência da maioria dos condutores não permite uma travessia segura”, relata a diretora da instituição, Juscileide Holanda. Situação parecida enfrentam os alunos do Centro Educacional

nº 2 de Sobradinho. “A sinalização está péssima, além disso, os motoristas não esperam a gente concluir a travessia. Ainda mais no meu caso, que estou com a perna quebrada e ando devagar”, reclama a estudante Karine Cristina Rodrigues, 16 anos. No Pistão Norte, em Taguatinga, as faixas praticamente não existem. Os motoristas trafegam em alta velocidade na via — que tem como limite 60km/h — e freiam bruscamente ao se aproximarem do ponto de travessia.

“Se a gente não colocar o braço, a perna e o resto do corpo, eles não param. Faço o certo para dar exemplo para o meu filho, mas está complicado”, justifica a bióloga Beatriz Gomes Pereira, 33 anos, moradora do Guará. O pequeno José Gomes, 4 anos, já tem noção do perigo que corre. “Tem que parar na faixa, mas os carros não param”, avisa.

O Detran informou que estão programadas a revitalização dos pontos de travessia existentes em Sobradinho, assim como implantação de mais faixas em Sobradinho, em Santa Maria e no Recanto das Emas. Atualmente, a sinalização horizontal está sendo instalada no Gama, em Ceilândia, no Paranoá, no Cruzeiro e no Plano Piloto, segundo o órgão. “Estamos trabalhando para manter a referência de Brasília de respeito à faixa. Em alguns pontos, pelo volume de pessoas, elas estão sendo trocadas por semáforos. Estamos buscando parcerias para a implantação de uma nova tecnologia”, afirma o diretor de Segurança de Trânsito do Detran. Ele destaca que o número de faixas revitalizadas este ano, 498, não é pequeno. “Na maioria, a pintura está na garantia.”

Fonte: Correio Braziliense

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Núcleo Bandeirante: Idosos desamparados

Uma vez por semana, um grupo de idosos do Núcleo Bandeirante se reúne para jogar bingo, comemorar os aniversários dos amigos e colocar o papo em dia. É um momento de música, exercícios e diversão.

“Muitos chegam com a auto-estima no calcanhar. Mas com essa atividade, com nosso abraço, nosso carinho, o idoso tem uma nova vida”, garante uma das participantes.

Muitos deles são candangos, pioneiros de Brasília que, junto com a cidade, envelheceram. Criaram então um centro de convivência do idoso no Núcleo Bandeirante. Sem sede própria, eles promovem os encontros em um espaço cedido pelo Corpo de Bombeiros – tudo é improvisado.

“Alguém, há 15 anos, deveria ter tido a consciência de que os idosos do Núcleo Bandeirante, como cidade-mãe, precisariam de um centro de convivência. Há quatro anos bato nessa mesma tecla”, afirma a coordenadora do Grupo Rosas Prateadas, Iria Miquelin.

Hoje, em todo o DF, vivem quase 197 mil idosos. De acordo com a Subsecretaria de Assuntos para a Terceira Idade, há 25 centros de convivência do idoso na cidade. No entanto, nenhum deles tem sede própria.

“Os nossos idosos tinham esse merecimento, só que esse públicor foi esquecido porque o idoso não produz mais. O idoso no Brasil é muito discriminado. Eu sou uma idosa, a gente observa tudo. A gente não tem estudo, mas nós temos sabedoria”, avalia Iria.

Pela lei, pessoas acima de 70 anos estão dispensadas de votar, mas a coordenadora do grupo Rosas Prateadas espera que os 36 mil eleitores da cidade lembrem que políticas para os idosos são necessárias .

Dona Iria não deixa de cobrar dos governantes: “Precisamos de governantes conscientes, que saibam que eles também vão ficar com 70, 80 anos. O problema é que eles se elegem e vão caminhando sem olhar para quem mais precisa”, fala.

Para o geriatra Renato Maia, é importante manter sempre mente e corpo ativos. “Hoje em dia, a esperança de vida tem aumentado em todos os países, particularmente no Brasil e, particularmente, em Brasília. É preciso que esses anos a mais de vida sejam preenchidos com atividades, com socialização, com novos interesses, novos projetos, porque a vida vazia é uma ameaça à saúde e à própria vida”, destaca.


Fonte: Bom Dia DF

Rotina de crimes na Área Central de Brasília assusta população

O coração de Brasília transformou-se em um reduto de criminalidade. Tráfico de drogas, furtos e roubos acontecem a qualquer hora. Nas últimas semanas, áreas centrais da cidade foram cenários de filmes de bangue-bangue. Em plena luz do dia, um tiroteio entre traficantes(1) assustou quem passava no Setor Bancário Sul, por volta das 12h de 6 de julho. No fim da tarde da última segunda-feira, trabalhadores do Setor Comercial Sul (SCS) presenciaram cenas de perseguição policial. Uma dupla de assaltantes tentou furtar um veículo, mas foi impedida por PMs. A polícia disparou contra os bandidos, que tentaram fugir. Os dois foram presos. Do início do ano até ontem, a 5ª DP realizou 246 flagrantes na área central de Brasília. O número de ocorrências supera o de cidades como Ceilândia , Planaltina e São Sebastião (veja o quadro).

As práticas criminosas mais recorrentes são de tráfico de drogas, furtos a veículos e a pedestres, e de roubo a comércio. Cerca de 500 mil pessoas circulam no centro de Brasília todos os dias. Movimentação que atrai criminosos de cidades periféricas e do Entorno do DF, segundo o tenente coronel e comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar do DF, Eduardo de Lima e Silva. “Esses bandidos sabem que a riqueza está no Plano Piloto”, diz. No últimos 10 dias, a PM prendeu 20 suspeitos, sendo 4 menores, de praticarem crimes na região central. Uma média de dois flagrantes por dia.

O SCS é um dos pontos preferidos dos criminosos. Cerca de 80 mil pessoas circulam diariamente nas quadras do setor. Empresas e comerciantes adotam medidas de segurança por conta própria. A contratação de vigilantes é prática comum. Assim como a implantação de sistemas de filmagens e alarmes. Para garantir a proteção de seus funcionários, uma empresa oferece escolta armada aos trabalhadores. Há16 anos no SCS, o comerciante Luiz José Barbosa, 69 anos, decidiu morar em seu restaurante para impedir, com as próprias mãos, a ação de bandidos. “Já tentaram me assaltar seis vezes. Nunca levaram nada porque todas as vezes eu estava no interior do estabelecimento com uma arma na mão. Se insistirem, eu meto bala. Já quebraram vidro, arrombaram grades. A coisa só tem piorado”, reclama.

Não é difícil encontrar comerciantes que foram alvo de bandidos no SCS. “Os caras aproveitam o movimento durante o dia e roubam as coisas dentro da loja. Uma vez, levei uma pedrada porque tirei um morador de rua de dentro da loja que insistia em pedir dinheiro a uma cliente. É constrangedor”, avalia Eliene Silva, 35 anos, gerente de um estabelecimento de cosméticos. O maior prejuízo contabilizado pela gerente ocorreu em 2007, quando bandidos arrombaram a loja durante a noite e levaram R$ 11 mil em produtos.

Trabalhadores se viram para evitar situações de perigo. “Quando saio do serviço, às 19h, só desço para a parada no Eixinho quando há outros colegas para ir comigo. Se não, prefiro pegar o ônibus na W3 Sul, que é mais perto. Mesmo que eu tenha que esperar uma hora a mais pelo ônibus. Dá muito medo de atravessar a região sozinha”, relata Thais Rodrigues Silva, 17 anos, caixa de uma farmácia no Setor Comercial Sul e moradora de Sobradinho.

Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Campanhas ensinam o valor do voto para crianças e adultos


O Ministério Público Federal levou as eleições para dentro de uma escola na Asa Norte. O objetivo da iniciativa é mostrar uma importante lição para as crianças: voto não pode ser vendido nem trocado.

A Justiça Eleitoral também iniciou uma campanha para conscientizar os eleitores do presente. Será que todo mundo sabe o que acontece com o voto em branco ou quando é anulado?

O técnico Judiciário Ricardo de Oliveira Gomes fica na dúvida. “Não tem validade? Ou vai para o partido que tem mais votos”, hesita.

O voto em branco não vai diretamente para nenhum candidato nem legenda. Mas é considerado válido e entra no cálculo do quociente eleitoral, que determina como devem ser distribuídas entre os partidos as vagas no Legislativo. Já o voto nulo é simplesmente descartado.

O diretor-geral do TRE, Fábio Moreira Lima, explica que ao anular o voto, ele passa a ser inválido, sem valor de protesto. “Ou seja, o eleitor está abrindo mão de manifestar sua vontade no processo democrático para que os outros façam isso em seu lugar”, declara.

A estudante Juliane Pereira conhece o valor do voto. “O certo não é votar em branco e muito menos anular. É dar seu voto consciente para depois cobrar das pessoas que receberam seu voto. Ou ela perderá todos os direitos de cidadão”, sublinha.

Fonte: Bom Dia DF

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Asa Norte é refém do tráfico

Uma das regiões mais nobres de Brasília, a Asa Norte está perdendo espaço para as drogas. Os traficantes e usuários, que antes atuavam na calada da noite, hoje já não se intimidam com o movimento intenso de pessoas em plena luz do dia. A presença constante de viciados nas quadras faz a violência aumentar em larga escala. Entre os comerciantes, difícil encontrar quem nunca teve seu estabelecimento furtado ou roubado. De acordo com eles, o perfil dos criminosos é quase sempre o mesmo: jovens maltrapilhos, sob efeito de drogas e portando armas de baixo calibre ou objetos cortantes.

Durante dois dias, o Correio percorreu a Asa Norte. Na tarde da última quarta-feira, na SQN 308, a Polícia Militar abordou um deficiente que usa muletas. Ele era suspeito de traficar entorpecentes e, inclusive, já foi detido uma vez. Dois PMs fizeram revista minuciosa na mala que ele carregava, mas nada encontraram. Um dos militares, que pediu para não ser identificado, comentou que é difícil dar o flagrante. “Esses caras que fazem o tráfico formiguinha, são espertos. Eles nunca ficam com a droga. Nós temos fortes indícios da atuação deles, mas não podemos prendê-los sem a prova material do crime”, comentou.

O porteiro de um bloco da 313 Norte conta que a quadra já foi mais problemática à noite, mas ressalta que, atualmente, é possível ver meninos e meninas de classe média consumindo cigarros de maconha nos “pontos cegos” dos prédios. “Isso aqui já foi uma cracolândia à noite. Ficavam mais de 15 pessoas fumando crack(1) nos muros dos prédios. A polícia começou a vir aqui várias vezes e acabou com essa bagunça. O que tem hoje são filhinhos de papai que vêm de outras quadras fumar maconha. Eles sentam debaixo das árvores, ou nas pontas dos prédios, onde não há movimento de pessoas, sempre no fim da tarde”, relatou o funcionário.

Na SQN 302, a calçada sob um toldo de uma lanchonete que fechou as portas recentemente é o lugar escolhido por moradores de rua para consumo de crack. O garçom de um restaurante, localizado ao lado, diz que as reclamações dos frequentadores são recorrentes. “Alguns clientes ficam assustados com isso. Normalmente, eles (viciados) se reúnem mais à noite, quando fechamos, mas, vez ou outra, algum deles para aí na hora do almoço e acende o cigarro de maconha ou crack sem nenhuma cerimônia. Fora que ficam pedindo dinheiro para todo mundo que passa”, denunciou.

No entanto, o ponto mais crítico da Asa Norte fica nas proximidades do Teatro Nacional, onde adultos, adolescentes e até crianças usam entorpecentes sem nenhuma preocupação. Na quinta-feira última, dois garotos, aparentando não ter mais de 12 anos, consumiram duas pedras de crack. Eram por volta de 16h30 e eles não pareciam incomodados com o trânsito de pessoas no local. No mesmo lugar, um rapaz vestido com uma camiseta de um projeto social do Governo do Distrito Federal produzia um cigarro de maconha e consumia ali mesmo. Quando percebeu que estava sendo fotografado, tirou do bolso uma máquina e começou a fingir que estava registrando imagens do ambiente.

Também na última quinta-feira, no gramado próximo ao Teatro Nacional, nem mesmo a presença de três motocicletas da Polícia Militar inibiu um grupo de 11 jovens. Eles usavam crack antes de o dia terminar, justamente o horário de maior movimento na região. Quando a droga acabou, um deles foi para o semáforo mendigar. Os trocados que conseguiu dos motoristas foram investidos em pedras, que ficam guardadas com um homem de blusa azul, aparentemente o organizador do comércio clandestino.

Para o presidente do Conselho Comunitário da Asa Norte, Raphael Rios, o crescente aumento na criminalidade no bairro é reflexo da expansão das drogas. “As pessoas assaltam para roubar R$ 50, R$ 100. É o típico crime que o ladrão comete para sustentar o vício. Já virou uma questão de saúde pública o tráfico de drogas aqui na Asa Norte, e não apenas de segurança. Não falta apenas policiamento. Faltam também políticas públicas voltadas para o tratamento dos usuários, oferecer educação e lazer para que eles não se envolvam com isso. Ainda não chegamos ao fundo do poço, mas se uma ação inteligente não for feita, em breve estaremos lá, pois a Asa Norte passa por um dos piores momentos da sua história”, afirmou Raphael.

Fonte: Correio Braziliense

#MUDE

Moradores de São Sebastião reclamam de poeira e de obra inacabada

Na Vila do Boa, em São Sebastião, as casas não têm rede de esgoto e o asfalto chegou há poucos meses. Na verdade, apenas parte da pavimentação chegou, pois o dinheiro para asfaltar não deu para todas as ruas.

A verba disponível não foi suficiente para acabar com toda a poeira do local. Os moradores reclamam. “Todo mundo fica com a mangueira aguando a rua. Molhamos a rua de manhã, à tarde e à noite por causa do pó”, diz a agente administrativa Jucilene Maria da Silva.

“A reclamação da gente é a falta de asfalto. Nós precisamos muito disso por causa das crianças, que são alérgicas e ficam gripadas com frequência”, se queixa a dona-de-casa Antônia Rocha.

A administração disse que o fim da pavimentação é prioridade e que busca mais recursos para terminar a obra até o fim do ano. Contou ainda que já foram gastos mais de R$ 600 mil no trabalho.

Fonte: DFTV

domingo, 8 de agosto de 2010

Absurdo: Distrito Federal consome 2 toneladas de cocaína, diz PF.

O Distrito Federal consome 2.000 kg de cocaína por ano. É o que mostra estimativa apresentada nesta sexta-feira (6) pela Polícia Federal, com base em um projeto-piloto realizado neste ano com amostras de esgoto.


Para chegar ao número, peritos coletaram alguns litros de dejetos em seis estações de tratamento no DF durante quatro dias entre março e junho. Dessas amostras, foi separada a quantidade de benzoilecgonina, uma substância expelida pela urina que o organismo humano produz apenas quando a pessoa consome cocaína.

Das regiões do DF pesquisadas, a cidade-satélite de Samambaia, a 25 km de Brasília, foi a que apresentou o consumo mais alto: estima-se que lá sejam usados 512 kg da droga em um ano. Isso equivale a 27 doses de cocaína por habitante de Samambaia no período.

Em todo o Distrito Federal, a média é de 7 gramas por habitante. Uma dose equivale a 0,1 g de cocaína pura inalada.

Método

A estimativa da PF foi feita em parceria com a UnB (Universidade de Brasília) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), além da Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do DF). Foi utilizado um aparelho chamado cromatógrafo, que mede a quantidade da benzoilecgonina nas amostras.

Cada grama de cocaína consumido gera no organismo 4 gramas da substância. Os peritos e químicos fizeram as contas com base na quantidade total de esgoto produzida por ano e na quantidade de habitantes para chegar aos resultados.

O equipamento também consegue separar a quantidade de cocaína pura no esgoto. Com esse dado, os peritos conseguem mapear onde estão localizados laboratórios de refino da cocaína. Isso porque, após a produção, os instrumentos utilizados (como colheres, balanças, tubos, bacias) são lavados e os restos impregnados neles vão para o ralo.

No Brasil, foi a primeira experiência do tipo, iniciada há cerca de 6 anos na Itália. Segundo o perito federal Adriano Maldaner, que participou do projeto-piloto na capital, denominado Quantox, a ideia é levar o projeto para outras cidades do país.

- A técnica não é um segredo. Vamos montar essa política ainda, discutir com a nossa direção para expandir.

Os dados colhidos podem chegar até as regiões conforme o atendimento dos bairros por cada estação de esgoto. Por isso, diz Maldaner, as informações podem ser usadas não apenas em operações de combate ao tráfico:

- Digamos que uma determinada cidade tem um programa para redução de uso de crack. Aquilo está funcionando? Um posto de saúde [para prevenção e tratamento de dependentes] em determinada região trouxe benefícios?

Segundo Fernando Sodré, pesquisador da UnB que participou do projeto, várias universidades brasileiras já contam com o equipamento para medição, que é comum nos laboratórios. O custo varia de R$ 176 mil a R$ 527 mil.

- O nosso grande desafio agora é desenvolver métodos analíticos para abranger outras drogas ilícitas.

Na Europa, já é possível detectar o consumo de maconha, ecstasy e heroína.
Fonte: http://www.r7.com/

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eleitores de Brasília podem simular votação em urnas eletrônicas

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) montou postos com urnas eletrônicas em vários pontos da cidade para simular a votação e ensinar os eleitores a usar o equipamento. Funcionários do TRE também esclarecem dúvidas sobre as próximas eleições.

No ponto de atendimento instalado na Estação do Metrô da 114 Sul, na região central de Brasília, os eleitores recebem folders informativos sobre a votação. A equipe aproveita para perguntar ao cidadão se ele tem acesso à internet e se sabe quais os documentos exigidos na hora da votação. As informações são incluídas em questionários que servirão de base para uma pesquisa quantitativa.

Os funcionários do TRE cronometram o tempo gasto durante a simulação. A média registrada para cada eleitor foi de 50 segundos.

Para o vigilante João Batista da Cunha, 37 anos, o fato de o TRE disponibilizar postos de atendimento para simular o uso da urna eletrônica ajuda não apenas no treinamento, mas também a mostrar a importância de o eleitor separar os documentos e anotar o número dos candidatos.

“Muitas pessoas conhecem o sistema eletrônico, mas não sabem a importância de levar um documento com foto junto com o título. Esclarecer o eleitor e tirar suas dúvidas antes da votação diminui o tamanho das filas”, disse.

Este ano quem estiver fora do seu domicílio eleitoral no primeiro e/ou segundo turno pode requerer a habilitação para votar em trânsito para presidente da República, indicando a capital do estado onde estará presente do dia da votação. O cadastramento pode ser feito até o dia 15 de agosto. A partir de 5 de setembro, o interessado poderá consultar o site do Tribunal Superior Eleitoral ou dos TREs para saber o pedido de voto em trânsito foi aceito.

Outra novidade nas eleições deste ano é a obrigatoriedade de a população ir às urnas com o título e um documento com foto. De acordo com informações do TSE, o objetivo é aumentar a segurança na identificação do eleitor e evitar situações em que pessoas votam no lugar de outras.

Fonte: Correio Braziliense

GDF não está repassando verbas para cursos técnicos

O estudante Erik Lelis voltou de férias e recebeu um ultimato: para terminar o curso de técnico em informática teria de trocar de horário. A turma da manhã foi extinta e ele pediu demissão para continuar estudando. “Teve uma mudança bem complicada na minha vida, na qual eu até poderia ajudar minha família com esta renda que eu estava tendo com o meu trabalho”, disse.

Já um grupo de alunos que também ganharam o curso técnico como recompensa pelas boas notas no ensino médio nem começaram o semestre. Eles têm de esperar outra turma concluir o módulo que eles já fizeram. “Todo esse esforço e fazer um bom ensino médio não adiantou de nada. O governo não liga para isso”, afirmou o estudante Samir Abreu de Farias.

“Os planos de muita gente é terminar o curso técnico para conseguir um emprego para pagar uma faculdade. Agora para fazer uma faculdade vai demorar mais, para conseguir um emprego vai demorar mais, para a gente entrar no mercado de trabalho vai demorar muito mais também”, destacou o estudante Tiago Rodrigues.

A causa de toda essa confusão na vida dos alunos foi a suspensão dos repasses de verba pelo GDF. 70% das despesas com os cursos são custeadas pelo governo que, desde maio, não paga ao Senac. A dívida com a instituição passa de R$ 600 mil.

“Se o governo não mais fizer, em breve, temos que formalmente comunicar o acordo e não tem outra alternativa comunicar aos alunos que o Senac os adotou e o eles foram abandonados pela outra parte”, explicou o diretor do Senac, Luiz Otávio Neves.

“A educação pública de qualidade é a nossa meta e garantimos o repasse, no mais tardar, até o fim dessa semana”, afirma o diretor de educação profissional Edmilson de Oliveira.

Fonte: DFTV

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Evasão escolar quase dobrou no Distrito Federal em um ano

Os computadores estão desligados e a biblioteca, fechada. Nem papel a escola tem. “O material que a gente traz é do meu bolso, sou eu quem compra isso para poder dar uma dinâmica na aula”, conta o professor Wendel Melo.

Este ano, 103 alunos já desistiram de estudar em um centro de ensino no Paranoá. Em uma das turmas, foram 14 desistências. “Vários professores desistiam dos alunos antes mesmo dos alunos desistirem”, relata a estudante Samara Alves.

Essa é a época do ano em que o abandono é maior. Os alunos já têm as notas do primeiro semestre e muitos percebem que correm o risco de não passar para a próxima série. Esse ano há outro problema: eles estão deixando a escola para trabalhar na campanha eleitoral.

Os professores vão retomar as visitas aos pais. Para diminuir abandono na rede pública, que passou de 7% para 11% no ano passado, a Secretaria de Educação quer ampliar o número de escolas com educação integral e incentivar os alunos a fazer cursos profissionalizantes ou o vestibular.

Esse é o compromisso dos professores do Centro de Ensino Setor Oeste, onde os exercícios e provas são iguais aos do PAS e do vestibular da UnB. “Eles até ensinam métodos de como fazer a prova, sempre leem a prova toda, ensinam como a gente pode acertar melhor”, destaca o estudante Victor Gabriel.

Assim, o colégio praticamente zerou o abandono escolar que beirava os 30% em 2008. Isso foi possível, com muita disciplina. “Aqui é uma escola de respeito, como dizem, é uma das melhores de Brasília. Quem vem para cá, tem que estudar. Aqui você estuda ou estuda”, avalia a estudante Poliana Lima.

Fonte: DFTV

Caesb é multada por vazamento de esgoto no Lago Paranoá

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) autuou e multou a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) pelo vazamento de esgoto no Lago Paranoá. O problema teve início após o rompimento de canos de ligação da estação elevada da Caesb no Lago Norte.

De acordo com a assessoria da Caesb, a companhia tem até cinco dias para apresentar as justificativas ao órgão. O superintendente de meio ambiente da Caesb, Maurício Luduvice, informou que esta é a terceira notificação feita à companhia neste ano. Em apenas uma delas, feita pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Ibama), foi aplicada multa, mas a Caesb recorreu.

"Nós estamos fazendo uma obra no Lago Norte, retirando a rede de esgoto da área verde para a pista. A gente enfrentava o problema de ter que entrar nas residências para ter acesso à rede. Com a transferência o acesso será facilitado. O problema ocorreu justamente na interligação da rede nova com uma caixa de registro", explica o superintendente.

A Caesb informou que as obras visam melhorar o sistema de esgotamento sanitário na bacia do Lago Paranoá e que, como qualquer obra, é sujeita a acidentes. O esgoto teria vazado por aproximadamente 40 minutos.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ibram, técnicos do orgão foram ao local na segunda-feira (2/8) para fazer um estudo detalhado e chegaram a conclusão de que a Caesb atingiu uma área de preservação. A empresa receberá ainda nesta semana a autuação e a multa por lançamento de esgoto inatura no lago.

O tipo de autuação será grave ou gravíssima. O técnico responsável pela fiscalização ainda está estudando o relatório para tomar uma decisão. O valor da multa pode variar entre R$ 23.732,98 a R$ 234.980 mil.

A Caesb não poderá recorrer neste caso, porque não houve notificação e sim autuação direta. Segundo a assessoria do Ibram, a Caesb era reincidente em multa por outro vazamento de esgoto.

Fonte: Correio Braziliense

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Faltam obstetras na Rede Pública do DF

A dona de casa Jussara Ferraz chegou ao Hospital Regional da Asa Sul (HRAS) no início da tarde desta terça-feira (3) sentindo contrações. Foi examinada e esperava a hora do parto. Ela contou que nos últimos dias andava preocupada com o nascimento da filha.

“Eu chegava ao hospital e não tinha médico. Eu ficava a Deus dará”, relata a dona de casa.

A operadora de caixa Pauliana Silva também estava preocupada. “As pessoas não tem condições e vão mais para a rede pública, que fica muito lotada. Às vezes, nem tem espaço”, sublinha.

As grávidas que chegam ao HRAS passam por uma avaliação com a equipe de enfermagem e depois são atendidas pelos médicos. “Nós também temos uma demanda excessiva, mas nada que justifique o não atendimento de uma paciente”, afirma o diretor de saúde da Asa Sul, Filipe Lacerda de Vasconcelos.

No ano passado, foram realizados quase 40 mil partos na rede pública do DF. Segundo a Secretaria de Saúde, atualmente, são 671 obstetras no quadro de funcionários. Número insuficiente, segundo o Sindicato dos Médicos.

Para o presidente do Sindicato, a falta de obstetras pode fazer com que casos como o do bebê João Pedro, que nasceu no Hospital de Ceilândia, sem acompanhamento médico e permanece na UTI, voltem a acontecer.

“Tem ocorrido e continuará ocorrendo. Infelizmente, o trabalho de parto também é uma situação imprevisível. A paciente é internada, entra em trabalho de parto lento, em seguida, esse trabalho de parto se acelera. Como nós não temos profissionais suficientes para dar a assistência necessária, episódios como esse podem ser repetir”, explica.

A Secretaria de Saúde afirmou que os 661 médicos ginecologistas e obstetras são suficientes para atender a demanda.


Fonte: DFTV

DF é campeão nas denúncias de violência contra a mulher

A Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher divulgou o balanço das denúncias do primeiro semestre. Em todo o país, o Disque Denúncia registrou mais de 343 mil ligações.

O Distrito Federal é a unidade da federação em que se registram mais denúncias de violência contra a mulher por meio do telefone 180. De janeiro a junho deste ano, foram 1.333 denúncias. O número representa, proporcionalmente, 267 queixas a cada 50 mil mulheres – uma média superior a de todos os estados do país.

Em mais da metade dos casos, a vítima sofreu agressão física. Também foram registrados casos de violência psicológica, moral e sexual.

Fonte: Bom Dia DF

Sinalização precária na nova Rodoviária Interestadual

É preciso reconhecer que a Rodoviária Interestadual de Brasília esbanja beleza e modernidade, especialmente quando comparada ao antigo terminal, que operou improvisado durante anos na Rodoferroviária. O novo espaço tem cara e preço de aeroporto. Mas ainda está longe de atender as necessidades do público-alvo. Um café pequeno custa em média R$ 2,25. Valor salgado para o viajante acostumado a pagar R$ 0,50 pela bebida. O pão de queijo pequeno custa de R$1,80 a R$2,50. Para tomar um banho é preciso desembolsar R$ 6 por 8 minutos de ducha. Entretanto, os maiores problemas estão do lado de fora. Estacionar próximo ao terminal também vai custar caro — R$ 3 a hora. As vagas públicas são poucas e ficam longe da entrada. A falta de sinalização ao acesso à rodoviária deixa muita gente perdida. Motoristas mais impacientes estacionam no acostamento da Estrada Parque de Indústria e Abastecimento (Epia) para desembarcar passageiros, colocando a vida de pedestres em risco e atrapalhando o trânsito da via.

De 25 de julho, data da inauguração da rodoviária, a 1º de agosto, a Companhia de Polícia Militar Rodoviária Militar (CPRv) autuou 105 motoristas que pararam o veículo no local. Uma média de 13 infrações por dia. O número bateu o total de notificações registradas no mês de julho. Período em que motoristas foram flagrados pela fiscalização cometendo a infração, que rende multa de R$ 53, 20 e três pontos na carteira. “O condutor que estaciona no acostamento da rodovia só tem a perder. Ele coloca a segurança dele em risco e compromete o fluxo da via. O passageiro também corre perigo ao desembarcar e atravessar a pista marginal com malas pesadas”, explica o tenente-coronel Alessandro Venturim da CPRv.

Irregularidades
Os motoristas entrevistados pela reportagem justificam a irregularidade colocando a culpa na sinalização precária da Rodoviária Interestadual de Brasília e na dificuldade de acessá-la (veja arte). “Não há placas indicando o caminho. Quem não conhece essa área fica perdido. O acesso ao terminal só é possível por meio da marginal. Quem transita na Epia precisa fazer um retorno danado”, destaca o empresário Wesley Leite Bido, 27 anos, morador de Taguatinga, que ontem deixou a irmã e os dois sobrinhos no novo terminal.

As autoridades tentam rebater as reclamações dos usuários. A Secretaria de Transportes informa que as indicações de acesso à rodoviária são de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF). Já o diretor-geral do órgão, Luiz Carlos Tenezini, respondeu que o DER “já fez a sinalização que entende ser suficiente”. De acordo com ele, foram instaladas 24 placas. Tenezini ressalta que o consórcio Novo Terminal, responsável pela construção e administração do espaço, é que precisa repassar as demandas de acessibilidade ao departamento . Já a assessoria de imprensa do consórcio disse que a responsabilidade é “dos órgãos competentes”.

Tenezini informou ainda que o retorno próximo ao Parkshopping, para quem segue no sentido Núcleo Bandeirante, será fechado para não confundir mais os motoristas que passam em frente ao terminal e identificam o retorno como um acesso à rodoviária. O condutor precisa percorrer cerca de quatro quilômetros, contornar o viaduto do Guará, ingressar na via marginal da Epia para, só então, entrar no terminal. O estacionamento do local também gera protestos. São 160 vagas pagas e apenas 65 públicas, que ficam distantes da entrada principal. A cobrança do estacionamento privativo ainda não começou.

Fonte: Correio Braziliense (com adaptações)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Invasões representam um problema cada vez maior no DF

Do início de janeiro até os cinco primeiros dias de julho, a Subsecretaria de Defesa do Solo e da Água (Sudesa) realizou mais de 300 operações de combate às invasões de terras públicas no Distrito Federal. Nesse meio tempo, foram derrubadas aproximadamente 2,8 mil edificações irregulares. O entulho produzido pela demolição desses locais encheu exatamente 493 caminhões. No acumulado 2007/2010, foram 2.099 caçambas cheias - resultado de 2.461 operações e 15.338 remoções.

Apesar do grande número de intervenções, o problema dos parcelamentos irregulares ainda é persistente em todo o Distrito Federal. A apropriação indevida de áreas – sejam elas da União, do GDF ou de um particular – se tornou prática comum, o que alavancou também a comercialização dos terrenos, muitos deles em Área de Preservação Ambiental (APA).

Especialistas concordam em dizer que a Região Administrativa de Ceilândia, como um todo, é uma das mais problemáticas do DF e deve estar em constante monitoramento. Os principais motivos referem-se à extensão, à grande quantidade de invasores e às muitas expansões que se originaram ao longo daquele perímetro, como é o caso do P Sul, P Norte e Setor O.

Para o diretor-executivo da Sudesa, major Maurício Gouveia, as áreas de maior preocupação são aquelas previstas nos sete Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados entre o GDF e o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). Ele se refere ao Alto da Boa Vista e Mestre D'Armas, ambos em Sobradinho; Setor Habitacional Sol Nascente e Setor Habitacional Pôr do Sol, ambos em Ceilândia; Setor Habitacional Vicente Pires; Setor Habitacional Ribeirão, em Santa Maria; e Varjão. "Em síntese, os termos dizem que não se pode deixar que as áreas irregulares aumentem nesses locais já que elas têm uma tendência muito grande de invasão", explica Gouveia.

A maior parte das terras da região de Vicente Pires pertence à União – o que deixa a Sudesa praticamente de mãos atadas, tendo em vista que para serem feitas vistorias e remoções se faz necessário que o órgão competente - Superintendência do Patrimônio da União (SPU) – solicite o serviço.

Fonte: Jornal de Brasília

GDF sanciona lei do Passe Livre

A governadora em exercício do DF, Ivelise Longhi, sancionou nesta segunda-feira (2/8) o projeto de lei aprovado pelos deputados distritais que altera a Lei do Passe Livre Estudantil. De acordo com o novo texto, o governdo do DF passará a custear apenas um terço do valor das passagens dos estudantes, e não mais 100%, como atualmente. Os empresários deverão custear os outros dois terços. Apesar de reduzir o subsídio, o GDF descarta qualquer autorização para aumento de tarifa.

Segundo nota divulgada nesta tarde, a decisão foi tomada em comum acordo com o governador Rogério Rosso, que se encontra em viagem oficial à Europa. A proposta passou por avaliação de técnicos da Secretaria de Transportes e da área jurídica do GDF.

Entre as principais mudanças, está a recarga automática do benefício. A medida promete acabar com as longas filas para adquirir o crédito estudantil.

De acordo com a nova lei, o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), da Secretaria de Transportes, terá acesso permanente e integral tanto aos cadastros de beneficiários. O órgão fiscalizará a utilização do benefício controlados pela operadora do Sistema de Bilhetagem Automática e pelo Metrô-DF. Também poderá, a qualquer tempo, determinar a exclusão de pessoas que não satisfaçam os critérios legais de habilitação.

Poderão receber o benefício estudantes dos Ensinos Fundamental, Médio e Superior, da área rural e os que realizam estágio obrigatório. A frequência dos alunos deverá ser informada mensalmente ao governo.

A lei será publicada no Diário Oficial desta terça-feira (3/8). No entanto, ela só começa a valer no início do ano letivo de 2011. Segundo o governo, o prazo é necessário para a regulamentação das medidas.

Fonte: Correio Braziliense

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Combate à Hepatite na Rodoviária do Plano Piloto

A Gerência de Eventos e o Núcleo de Hepatites Virais da Subsecretaria de Vigilância à Saúde/SES-DF promoveram  uma ação  de saúde na tarde desta sexta-feira (30) destinada a diagnosticar portadores da hepatite C. A ação, de 16h às 20h visou,ainda, divulgar informações sobre a importância da prevenção às hepatites virais e oferecer vacinas a jovens e crianças contra a Hepatite B.

A programação elaborada pelo Núcleo de Hepatites teve início no dia 26 de julho, com exames de  testagem rápida para diagnóstico de hepatite C, durante o Festival da Juventude, organizado pela Contag, no Expo-Brasíia, no Parque da Cidade.


De acordo com chefe do Núcleo de Hepatites Virais, Sônia Geraldes, os eventos ocorreram em referência ao Dia Mundial de Combate as Hepatites Virais, comemorado no dia 28 de julho, conforme calendário mundial. E durante todo esse dia 28, profissionais de Saúde se encontraram no Hotel Mercury, no Setor Hoteleiro Norte para o Encontro de Hepatites, a fim de discutirem estratégias para aumentar a cobertura vacinal para hepatite B.


Ainda de acordo com Sônia Geraldes, existe a oferta de vacina de hepatite B para a população na faixa etária de zero a 20 anos. Ela explica que desde 1998 a primeira dose (devem ser tomadas três, no total) é administrada no berçário “mas existe um hiato na população entre 11 a 19 anos de quem não tomou as doses adicionais”, alerta Sônia Geraldes. Ela recomenda a quem se enquadrar nesse grupo, que procure um centro de saúde para regularizar a vacinação. 


Em Brasília, o vírus do tipo B atingiu 316 pessoas no ano passado. O tipo C da doença, afetou 276, no mesmo período. Segundo Sônia Geraldes, há uma projeção de que 1,42% da população possa estar infectada pelo vírus, ou cerca 25 mil pessoas. “Temos 1,5 mil pessoas registradas no banco de dados da hepatite, então precisamos encontrar as outras 24 mil”, alerta.


Sônia avisa que quem recebeu transfusão de sangue antes de 1993 deve fazer o exame para detecção da hepatite C, já que até aquele ano não havia exame preventivo para a doença. “O vírus foi descoberto em 1989”, lembra.


Ela explica que a hepatite é uma doença silenciosa que pode levar até 20 anos para se manifestar, evoluindo para a cirrose ou para o câncer.
 
Fonte: Redação do Jornal Alô Brasília com informações da SES-DF

Programa Passe Livre está perto de uma definição

Até agora, dos 132 mil alunos que têm o cartão do Passe Livre, cerca de 55 mil já fizeram a recarga desde que o atendimento foi retomado, no dia 19 de julho.

Dos R$ 7 milhões de crédito suplementar repassados pelo governo, ainda restam cerca de R$ 2,6 milhões. O GDF só deixará de ser responsável pela despesa sozinho quando sancionar a Lei do Passe Livre. A sanção ocorreria seria na última sexta-feira (30), mas, numa manobra jurídica, o GDF ganhou dois dias úteis de prazo.

Há um mês motoristas e cobradores conseguiram reajuste salarial de 9%. Os empresários concordaram em pagar na expectativa de que o GDF autorizasse o aumento da tarifa. Mas uma auditoria feita nas planilhas de custo apresentadas pelas empresas apontou lucro, ao contrário do que dizem os empresários.

Nesse jogo de empurra, os rodoviários podem parar de novo. “Somos os primeiros a levantar e os últimos a ir dormir. Estamos fazendo nossa parte, ajudando a cidade a funcionar. Quando chega o final do mês, temos nossas contas e queremos receber nosso pagamento para honrar nossas dívidas”, fala o diretor do Sindicato dos Rodoviários, Saul Araújo.

Em entrevista na última quinta-feira (29), a vice-governadora, Ivelise Longhi, garantiu que não haverá aumento de tarifa, qualquer que seja a decisão sobre o Passe Livre. “Prefiro que antes a equipe técnica me apresente esses argumentos, me dê esses dados, para que eu possa tomar uma decisão responsável. Mas não haverá reajuste de passagem de forma nenhuma”, afirmou.

“Se não houver pagamento de salário, a reação dos trabalhadores será automática, pararemos automaticamente. Só espero que qualquer medida tomada pelo governo proteja o salário dos rodoviários”, fala Saul Araújo.

Os donos das empresas de ônibus afirmam que não têm condições de pagar qualquer valor que seja do Passe Livre. Alegam também que já operam no vermelho e que, sem aumento de tarifa, não haverá dinheiro para o pagamento dos rodoviários no próximo dia 5.

Fonte: Bom Dia DF

Na luta contra o ABORTO!

Veja na reportagem no Fantástico o que está acontecendo no Brasil. Segundo informações mais de 5.300 milhões de mulheres já praticaram o aborto pelo menos uma vez.
Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4 - Feirão do Aborto

Gama: Jovens sem oportunidade

Hoje, Leiliane Silva é monitora na ONG que frequentou por sete anos no Gama. A instituição é mantida com o dinheiro de doações e oferece atividades para crianças e jovens no período em que estão fora da escola.

“Aqui eu aprendi a tocar teclado, um pouquinho de dança, de teatro, de esporte, um pouquinho de tudo. Eu era muito feliz aqui, era onde eu me capacitava. Gostava de vir mais aqui do que de ir para a escola”, conta a jovem.

“Se não tem outra opção depois da escola, a mente fica vazia. Às vezes, a pessoa acaba indo para rua, fazendo o que não deve”, alerta Leiliane.

Ruas que muitas vezes são sinônimo de perigo. De acordo com a Polícia Civil, no ano passado, o Gama estava entre as dez cidades com mais casos de jovens envolvidos em crimes: foram 16 casos registrados.

A falta de atividades depois do horário escolar é um dos principais problemas levantados pelos moradores. “Hoje em dia está muito complicado deixar uma criança sozinha”, acredita uma moradora. “Aqui no Gama, todos os cursos são pagos. Os que não são pagos não são divulgados”, reclama outra mulher.

E não faltam apenas projetos sociais. De acordo com a Secretaria de Educação, das 48 escolas públicas da cidade, só 18 tem educação integral.

Para os jovens, faltam cursos profissionalizantes. A única escola técnica da cidade deve começar a funcionar no segundo semestre e vai oferecer apenas um curso. “Isso é pouco para uma cidade do tamanho do Gama. As crianças e os adolescentes estão muito soltos, muito perdidos”, defende um morador.

“Muitos dos nossos jovens não têm condições de pagar uma faculdade. Mas se eles tivessem um curso técnico, poderiam trabalhar de dia e fazer a faculdade que eles tanto sonham à noite”, fala a professora Mírian Toledo.

O Gama tem mais de 130 mil eleitores. O cientista político Leonardo Barreto afirma que as mudanças podem começar na escolha dos candidatos.

“Quando o eleitor indica determinado nome ou partido, não está escolhendo apenas uma pessoa, está escolhendo uma política pública - uma rua asfaltada, uma postura mais ética, menos ética, atender uma cidade e não a outra. O voto direciona o que o governo vai fazer”, explica o especialista.

E Leiliane sabe bem o que deve ser feito: “Se os governantes puderem olhar com mais carinho para as crianças menos favorecidas, acho que muita coisa pode mudar, o quadro pode mudar bastante. Se a gente puder abraçar mais e houver mais atividades, poderemos ajudar a tirá-los das ruas”, garante.

Fonte: DFTV