sábado, 31 de julho de 2010

Avanço no VLT

As negociações entre o Governo do Distrito Federal e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) sobre o financiamento das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Brasília deram ontem um passo importante. O empréstimo de 134 milhões de euros, aproximadamente R$ 330 milhões, pleiteado pelo governador do DF, Rogério Rosso, foi aceito pelo órgão francês e o contrato deve passar pela aprovação do Senado Federal, praxe em casos de crédito internacional. A expectativa do governo é contar com o aval federal até meados de agosto. Os recursos representam 40% do valor total da obra e deverão ser usados para a construção do Trecho 2 do VLT, que vai do Setor Policial até a 502 Norte.

Para a finalização da parceria, no entanto, Rosso foi a Paris dar explicações e garantias aos gauleses de que Brasília superou a crise política e apresentou um resumo das medidas por ele tomadas desde que assumiu o posto, há três meses, para conter a ruína administrativa do DF. “Esse é um tipo de investimento que nos interessa bastante. Queremos finalizar o empréstimo, mas antes estamos preocupados com o andamento do projeto no governo”, afirmou a diretora adjunta de Operações da AFD, Collette Grosset, que estava acompanhada por assessores técnicos e jurídicos.

O GDF também teve que tranquilizar os parceiros sobre o risco de investir na capital em ano eleitoral. Rosso assegurou que o projeto do VLT independe de interesses partidários específicos por se tratar de “um projeto de mobilidade urbana, fundamental para o desenvolvimento da nossa cidade, que seguirá seu curso independentemente de uma decisão política” por se tratar de “um projeto de Estado”.

Barreiras
A desconfiança da agência é justificável: as negociações estavam paradas desde o fim do ano passado devido à crise política envolvendo a cúpula do GDF. O país europeu tem os interesses representados pela AFD no financiamento, mas também pela empresa Alstom, que fabrica os vagões do VLT que serão usados em Brasília. O GDF terá cinco anos para iniciar o pagamento e um prazo de 15 anos para quitar o empréstimo.

A concretização da infraestrutura do VLT enfrentou barreiras legais nos últimos meses. Até o Superior Tribunal de Justiça determinar o retorno das obras, em 5 de julho. A implantação do sistema estava parado desde janeiro a pedido do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). O órgão buscava a anulação do edital de pré-qualificação da concorrência e do contrato por considerá-los ilegais, uma vez que a concorrência pública foi iniciada antes de o projeto básico da obra ser concluído. Para o MP, a obra do VLT é incompatível com o Plano Plurianual (PPA), com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e com a Lei Orçamentária Anual (LOA).

O MPDFT denuncia ainda que o montante de recursos previstos excede o R$ 1,55 bilhão previsto no contrato celebrado entre o Metrô-DF, responsável pela gestão, e o Consórcio Brastram (formado pelas empresas Alstom, TC/BR, Mendes Jr. e Via Engenharia). No entendimento do presidente do STJ, Cesar Asfor Rocha, a suspensão das obras acarretaria em “grave lesão ao erário público e à ordem do DF” e liberou o desbloqueio de R$ 21 milhões para a continuidade das obras. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também avalia se o projeto fere o tombamento de Brasília e ainda não liberou o parecer sobre a obra. Resistências à parte, o plano é que o VLT, também conhecido tramway, tenha outros dois trechos: um de ligação entre o Aeroporto Internacional JK e o Terminal da Asa Sul, e outro que se estende do Brasília Shopping ao Terminal da Asa Norte.


METRÔ COM NOVOS TRENS
O Metrô-DF apresentou ontem o primeiro dos 12 trens da nova frota do transporte subterrâneo. Com quatro carros, o trem será acoplado e testado no Pátio de Manutenção de Águas Claras, na sede do Metrô, e deve começar a operar em 30 dias. A previsão é que os outros carros novos entrem em atividade até março do ano que vem, chegando a 32 o número de vagões, o que poderá atender a 300 mil passageiros por dia, o dobro da capacidade atual. Segundo o GDF, os trens têm sistemas de controle e de operação automáticos, o que deverá diminuir o tempo de espera na plataforma. No total, foi feito um investimento de R$ 325 milhões com a compra dos veículos de última geração. Com a modernização, a antiga frota passará a operar sob controles automáticos até junho de 2011.

Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Diga NÃO ao ABORTO! Lute pela VIDA!

O Movimento Nacional em Defesa da Vida - BRASIL SEM ABORTO é uma organização de natureza supra-partidária e supra-religiosa que defende a preservação da vida desde sua concepção, atuando de forma estruturada para pautar ações e argumentos a partir de evidências e pesquisas no campo da genética, da embriologia, da bioética e da legislação vigente.

O Site do Movimento (www.brasilsemaborto.com.br) traz abordagens sobre o assunto através de artigos, notícias e fatos que conscientizam a população em relação à situação do aborto no país.

Eu, Rodrigo Delmasso, estou nessa luta com o Brasil Sem Aborto, em defesa da vida e da família, que é a base que estrutura nossa sociedade.

Abaixo um artigo muito importante que está disponível no site deles:

O mais importante de todos os direitos humanos – o direito à  vida.
Que critérios teremos? Honestidade, compromisso com a ética e com as necessidades do povo, competência administrativa e respeito e valorização da vida.  A prática do aborto é crime em nosso país, mas é feito clandestinamente, e tem ceifado inúmeras vidas indefesas que são assassinadas covardemente no útero de suas mães. A solução não está na legalização, mas em políticas que garantam que:

  1. todas as mulheres que engravidam tenham atendimento de qualidade nos postos de saúde e nos hospitais públicos até o momento do parto;
  2. haja ampla campanha de esclarecimentos quanto à prevenção à gravidez indesejada, respeitando os princípios e as convicções religiosas de cada pessoa;
  3. não se promova ou permita a distribuição  da “pílula do dia seguinte” para os jovens e adolescentes, pela rede pública de saúde, uma vez que este medicamento tem efeito abortivo,. Isto se aplica também ao DIU.
Escolha candidatos comprometidos com a  vida - desde a concepção.
Temos que eleger pessoas comprometidas com a defesa da vida do momento da concepção até a morte natural. Lembre-se: a Vida depende do seu Voto. Vote em quem é contra o aborto e não defende a sua legalização. Se você ainda não tem os seus candidatos ou candidatas pró-vida, visite o nosso site www.brasilsemaborto.com.br e verifique na lista o(a)s candidato(a)s do seu Estado e vote nele ou nela, com a consciência de que seu voto contribuirá para a construção de um Brasil  mais justo, mais solidário e mais humano. Um Brasil sem Aborto. Se você conhece um candidato pró-vida que ainda não consta do site, coloque-o em contato conosco.
  
Movimento Nacional da Cidadania  pela Vida
Brasil Sem Aborto.

ADEs do DF não têm infra-estrutura

Foi para gerar emprego que as empresas ganharam terreno barato e se mudaram para as Áreas de Desenvolvimento Econômico, as ADEs, mas o governo não cumpriu a parte dele e falta transporte, segurança e nem o correio mantém o serviço de entrega eficiente nessas áreas.

Quem trabalha nas ADES não consegue chegar por falta de transporte. “Se eles não moram próximo ao setor onde nós estamos trabalhando, nós não temos condição de ter funcionários de outra região”, conta o comerciante Alberto Rodrigues de Souza.

A criminalidade traz insegurança. Em Águas Claras, a câmera instalada pelo comerciante José Maria França mostra um dos muitos assaltos de que sua loja já foi vítima. Agora, ele só trabalha protegido por grades e afirma que “polícia não passa aqui. Quando a precisa e chama, demora 30, 40 minutos para chegar.”

A comerciante Sirene Fernandes Costa transferiu sua empresa de Taguatinga para a ADE e se arrepende porque agora as correspondências chegam com um mês de atraso. “Aqui é comércio, como é que tem condição de ficar num lugar desse?”, questiona.

A área é reservada para comércio, mas se não fossem os carros, seria uma rua deserta. Em uma rua da ADE de Águas Claras são 22 prédios comerciais em um dos lados, sendo que apenas três estão funcionando - o restante está de portas fechadas.“Eles falaram que aqui era para gerar emprego. “[O comércio] abre um determinado tempo, mas, quando volta, fecha tudo de novo”, conta a administradora Gelaine Moreira.

Ceilândia tem três ADEs com ruas sem asfalto e lixo espalhado. Vários comerciantes já se mudaram, e os que ficaram trabalham com medo. “De 18 horas em diante, não tem como fazer entregas nessa área”, destaca o comerciante Janair Carvalho da Silveira. Na avaliação do presidente da federação das microempresas do DF, Sebastião Gabriel de Oliveira, o governo enganou os comerciantes.

O administrador de Ceilândia, Renato Santana, diz que os empresários levaram as queixas ao GDF no começo do mês e que foi traçado um plano de ação. “Cada órgão, na sua condição, vai iniciar a execução desses trabalhos”, sublinha.

Nesta quinta-feira (29), a governadora em exercício, Ivelise Longhi, disse que a prioridade é concluir obras que já estão em andamento, com verba garantida. Já os Correios prometeram averiguar porque as correspondências demoram a chegar à ADE de Águas Claras.

Fonte: DFTV

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pregação na Igreja Batista Restauração

Nesta quarta-feira, dia 28/07, o Pastor Rodrigo Delmasso levou uma Palavra de Fé e Milagres na Semana de Santificação na Igreja Batista Restauração em Sobradinho.

Foi um culto maravilhoso e a Igreja saiu entendendo o Propósito do Milagre e que devemos buscá-lo para que o nome de Deus seja exaltado e todos possam conhecer o Deus a quem servimos.

UnB e PM debatem ações contra crimes no campus



Representantes da Universidade de Brasília e o 3º Batalhão de Polícia Militar discutiram ontem medidas para tornar a instituição um lugar mais seguro, além do reforço das rondas, colocado em prática desde a semana passada, quando duas mulheres foram assaltadas ao chegarem à agência do Banco de Brasília (BRB) do Câmpus Darcy Ribeiro, no início da tarde do dia 21. Dados levantados na 2ª DP (Asa Norte) não indicam o aumento na média de ocorrências na instituição, mas o registro de três episódios envolvendo armas de fogo no intervalo de um mês acendeu as luzes de alerta. “Esse tipo de crime não costuma acontecer dentro da UnB”, observou o prefeito da universidade, Paulo César Marques.

Segundo Marques, uma série de questões de segurança que preocupam a comunidade acadêmica foi exposta às autoridades e a resposta da PM foi bastante positiva. “Convergimos em diversos pontos e estamos estudando a formação de um convênio de cooperação semelhante ao vigente entre 1996 e 2001, quando um posto policial foi construído dentro do câmpus”, diz. Os policiais se comprometeram a entregar cartilhas contendo recomendações de segurança direcionadas, em especial, aos alunos calouros. A UnB também está fazendo uma consultoria para elaborar um plano de segurança e contratar servidores especializados até o fim do ano. “A PM se disponibilizou a nos auxiliar e fazer observações sobre o plano”, disse Marques.

O problema mais frequente enfrentado pelos estudantes são os roubos e furtos de carros nos estacionamentos. “Reconhecemos que temos problemas, mas nós não podemos enxergar a universidade como uma ilha dentro da cidade. A UnB é um lugar aberto e cresceu muito. Por isso, concentra carros e tem problemas com assaltos”, explica o chefe de gabinete da Reitoria, Wellington de Almeida. Para ele, deve haver um trabalho de conscientização da população acadêmica. “Você tem que ter o direito de andar tranquilamente, o que deve ser garantido pelo governo, mas isso não o exime de cuidar da própria segurança”, avalia.

A relação entre a UnB e as forças de segurança é tensa, principalmente devido às duas ocupações da universidade — em 1968 e 1977 — por tropas militares. Enquanto a classe acadêmica é uníssona quanto à necessidade de maior segurança, há um racha sobre a presença de policiais no câmpus. O prefeito acredita que “sempre haverá resistência, mas nós entendemos que os tempos são outros. Estamos falando de segurança pública. Queremos a cooperação da polícia respeitando a natureza da universidade, sem haver constrangimento e repressão”. Marques reconhece que haverá muita discussão sobre o assunto, o que classificou como “saudável”, e diz que será preciso fazer um trabalho de sensibilização para que estudantes e funcionários aceitem os procedimentos de segurança como, por exemplo, quando for requerida a identificação de alguém. “É bom que a pessoa entenda que se trata da segurança de todos. O tempo vai trabalhar ao nosso favor”, considera.

Quanto ao primeiro lugar na lista de reclamações — a iluminação precária —, Wellington de Almeida informou que a licitação para iluminação pública já está em curso. De acordo com ele, a universidade também estuda ampliar o sistema de vigilância eletrônica, como a que flagrou o roubo de equipamentos da UnB TV no início de julho e possibilitou a identificação do ladrão.

FONTE: Correio Braziliense

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Faltam medicamentos básicos nos centros de saúde do DF

No centro de saúde 8, de Taguatinga, são oito os remédios em falta. Um deles é o que a dona de casa Maria de Nazaré precisa para tomar para controlar o colesterol. “Eu consultei dia nove de junho e hoje já são 27 de julho e até agora o remédio não chegou”, explica.

No centro número 7, em Ceilândia, faltam materiais para curativos e alguns medicamentos. “[Os médicos] dão receita, mas para nada, não adianta, não tem remédio”, afirma a dona de casa Waldirene Ribeiro. No centro número 5, encontramos a dona de casa Vera Lúcia Tavares, que tentou buscar nesta terça-feira (27) o remédio receitado pelo médico para tratar a gastrite da filha. Vera saiu de mãos vazias. “No momento, comprar eu não posso. Me disseram que tinha aqui, mas não tem, está em falta ”, conta.

Em todos os quatro centros de saúde que nós fomos hoje à tarde, era comum a falta de dois medicamentos: paracetamol, usado no controle da dor, e enalapril, remédio de uso continuado para o controle à pressão alta. Enquanto faltam remédios nos postos, na semana passada a polícia prendeu uma quadrilha que roubava medicamentos da rede pública.

O material estava na casa de uma funcionária da Secretaria de Saúde, que está presa, junto com o marido. Hoje de tarde, um motorista da farmácia central, que fazia o transporte da carga, ia prestar depoimento, mas não se apresentou. Segundo a polícia, os remédios eram revendidos em 12 cidades de Goiás e Minas Gerais.

“A previsão que temos para concluir esse inquérito policial é quinta-feira (29), quando apresentaremos à Justiça, devidamente relatado e com o pedido de prisão preventiva dos demais suspeitos que estão soltos”, detalha o delegado de repressão a furtos, Alberto Passos.

A Secretaria de Saúde diz que cada regional é responsável pelo abastecimento de suas farmácias ambulatoriais. Alguns centros de saúde dizem que a procura é muito grande e os remédios terminam rápido. Outros dizem que os remédios não têm chegado.

Fonte: DFTV

Ônibus circulam na ilegalidade no DF



Cerca de 70% dos ônibus que circulam no sistema de transporte público do DF não são licitados. O número, estimado pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), equivale a aproximadamente 2,1 mil coletivos que estão nas ruas à revelia do que determina a Constituição Federal de 1988 e a Lei Federal nº 8.987, de 1995, que trata sobre a concessão de serviços públicos e obriga o procedimento licitatório. Ao todo, o Transporte Urbano do DF (DFTrans) tem cadastrados 2.979 ônibus e micro-ônibus em circulação. Desses, apenas cerca de 900 passaram por licitação. Parte disso se deve ao fato de a lei ter entrado em vigor depois que muitas das empresas já atuavam na capital. Desde então, elas mantêm as concessões com base em prorrogações dos contratos, à revelia da nova regulamentação jurídica.

Para tentar resolver o impasse, o MPDFT move uma ação na Quarta Vara da Fazenda Pública do DF para que a frota seja regularizada. O processo, que ainda corre na Justiça, já teve sentença preliminar favorável, que determinou prazo, ainda não formal, de até 180 dias, a contar da decisão final, para que seja promovida a legalização. “A regra constitucional é a de que a contratação com o serviço público é feita por meio de licitação, restando claro nos autos que a maior parte dos ônibus que exploram o transporte público no DF o faz sem ter sido selecionada por meio de concorrência pública. Ou seja, suas concessões são precárias, estão caducas e devem ser consideradas ilegais”, considerou o juiz, em sua avaliação preliminar.

Ao todo, existem no DF 12 empresas de transporte coletivo integradas ao sistema convencional. Elas estão divididas em dois grandes grupos: Constantino e Canhedo, que detêm quase 80% de toda a demanda. A Viplan, de propriedade de Wagner Canhedo Filho, nunca passou por um processo licitatório. A Viação Planeta encarou concorrência pública, em 1991, para colocar em circulação um lote com 30 veículos. Outras empresas, como a São José, Riacho Grande, Rápido Brasília e Veneza, passaram pelo mesmo processo, em 1997, para operar 270 ônibus. Os 450 micro-ônibus que circulam no DF também são todos licitados, bem como os 160 de cooperativas. “Ter licitação, no entanto, não é suficiente. É preciso que todo esse processo seja benfeito, com base em um estudo atual da situação do DF e que promova a competitividade entre as empresas, evitando a formação de oligopólios, como ocorre hoje”, avaliou o promotor Ivaldo Lemos Júnior, da Promotoria de Patrimônio Público.
 
Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 27 de julho de 2010

Polícia Federal faz operação de combate à pedofilia em nove Estados

A Polícia Federal deflagrou hoje (27/7) a Operação Tapete Persa para o combate à exploração, ao abuso sexual e à pedofilia na internet. A operação é coordenada pela Divisão de Direitos Humanos da PF, por meio do Grupo Especial de Combate aos Crimes de Ódio e à Pornografia Infantil na Internet (Gecop) em cooperação com a Interpol, a polícia internacional, e a Polícia Criminal de Baden-Württenberg, da Alemanha.

Devem ser cumpridos 81 mandados de busca e apreensão em nove estados (Alagoas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo) e no Distrito Federal. Em Curitiba, um homem de 65 anos foi preso em flagrante, em casa, onde foram encontradas imagens e fotos pornográficas de crianças no computador.

Durante uma operação da polícia alemã, deflagrada em junho de 2009, foi identificado o compartilhamento de material pornográfico entre pedófilos de vários países, inclusive do Brasil. A PF foi informada dos crimes pela Interpol, no final de 2008, e ainda no primeiro semestre de 2009, a unidade central da PF para crimes de pedofilia iniciou investigações para identificação dos locais usados pelos suspeitos para cometimento dos crimes no Brasil.

Os criminosos poderão, se condenados, permanecer por mais de 15 anos em reclusão com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na Constituição Federal.

Fonte: Correio Braziliense

#MUDE

Professores de Escola Pública dão exemplo de dedicação

As professoras Ester e Honorata trabalham na Escola Classe 1 na Candangolândia e se responsabilizaram voluntariamente pela missão de encontrar os alunos que faltaram mais de 15 vezes no primeiro semestre.

Por causa do custo e das inúmeras devoluções por mudança de endereço, a caminhada de casa em casa substituiu a carta que era enviada pelo correio.

“A gente tem uma comunidade que transita muito entre Brasília e o Nordeste. Algumas vezes, eles chegam lá e ficam um ou dois meses. Resolvem que lá também não está muito bom e voltam. Com isso, a criança acaba perdendo conteúdo e é reprovada por falta”, explica a vice-diretora da escola, Adriana Galeno.

Acima de 6 anos de idade, a presença do aluno é obrigatória e controlada. Pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, quem tiver mais de 25% de faltas no ano, o que significa deixar de ir a escola por 51 dias ou mais, está automaticamente reprovado.

As aulas começaram ontem e 17% dos mais de 450 estudantes da Escola Classe 1 de Candangolândia estão correndo esse risco. Por isso, sobram lembretes em sala. “Não pode faltar aula para ficar na rua de jeito nenhum”, orienta a professora.

“Não pode faltar aula, senão reprova”, diz Rafael Isac, de 6 anos. “Quem falta a aula, não sabe fazer o que a professora ensinou”, fala Gabriel Kaum, de 7 anos.

A mãe do Riam, que já está com 24 faltas, recebeu a lição pessoalmente. “Eu deixei faltar um pouco porque eu ia para o hospital e levava ele, chegava não dava tempo. Mas agora não vai faltar mais não”, justifica Rosilkene de Oliveira Silva.

A direção da escola já tem como notar um resultado e garante que o acompanhamento da família nas tarefas escolares dos filhos é fundamental. “Essa é uma diferença muito grande na vida da criança. E, claro, não pode deixar faltar”, reforça a diretora da escola, Adriana Alves Vieira.

Fonte: DFTV

Invasões em área natural da Asa Norte

Sacos de lixo, entulho e outros dejetos resultantes da ação humana disputam espaço com a vegetação natural da Asa Norte. Em vários pontos do Parque Ecológico e Vivencial Burle Marx (1) situado na divisa do bairro com o futuro Setor Noroeste, é possível ver catadores de papel com carroças para carregar o material adquirido nas andanças pela cidade. Muitos deles passam a semana no Plano Piloto e improvisam, em meio ao cerrado, moradias com pedaços de plástico e restos de madeira. A vegetação tem de conviver ainda com os cachorros dos invasores e com os usuários de drogas.

A Subsecretaria de Defesa do Solo e da Água (Sudesa) tenta conter o problema. Fiscais do órgão visitaram ontem parte do parque e removeram seis barracos de lona e madeira. Durante as operações, a equipe retirou as estruturas inteiras e, acompanhada de assistentes sociais, ofereceu alternativas aos ocupantes irregulares do espaço. “O problema é que a maioria não aceita ajuda. Dias depois, eles acabam voltando”, explica o diretor do órgão, major Maurício Gouveia. Segundo ele, a Sudesa realizou, desde 2007, pelo menos 50 operações na Asa Norte. “Todas as semanas, percorremos o bairro”, garante.

O cinturão verde fica ao longo das quadras 900 da Asa Norte, entre o bairro e os lotes do Setor Noroeste. Além de administrar o surgimento da futura área habitacional, a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) viabiliza um projeto com várias construções para o Burle Marx. “O assunto só vai ser resolvido quando o parque estiver urbanizado”, prevê o gerente de Meio Ambiente da Terracap, Albatênio Granja. Estacionamentos, ciclovias, vias de acesso, sistema de drenagem pluvial e os quatro espelhos d’água do parque começaram a sair do papel.

As invasões de área pública se estendem a outros pontos da Asa Norte. De acordo com a Sudesa, há acampamentos de catadores de lixo e moradores de rua nas imediações da Universidade de Brasília (UnB) e nas vias L4 e W5 Norte. Durante a ação de ontem, a equipe removeu outros oito barracos nesses pontos. “As operações são tão constantes que tanto os agentes quanto os infratores se conhecem pelos nomes. O governo oferece abrigos e benefícios, mas não adianta”, constata o major Gouveia.

Fonte: Correio Braziliense

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Violência sexual aumenta 64% no DF

Convulsões, pesadelos, medo. Essas palavras descrevem o cotidiano de um menino de apenas quatro anos, que descobriu, antes mesmo de saber ler e escrever, o significado da palavra sexo ao passar pelo trauma de ser violentado. Um ano não foi suficiente para amenizar o sofrimento de uma família que viu o gosto da infância evaporar-se em uma única tarde.

Assim como Pedro (nome fictício), as pessoas que são vítimas de estupro no Distrito Federal, por anos carregam as marcas deixadas por essa trágica experiência. É o que diz a psicóloga do pró-vítima, Liliane Marinho, que mesmo após um ano e meio escutando diariamente os relatos das pessoas que são vítimas desse tipo de violência, sempre se surpreende com as barbaridades de um crime que, assustadoramente, cresceu 64% no DF.

Pedro morava com a mãe e o pai em um apartamento no Plano Piloto quando os pais se divorciaram. Assim que conseguiu um emprego, Camila (nome fictício) passou a deixar o filho na casa do sobrinho do ex-marido. No final de uma tarde, notou que ele estava diferente. "Ele pulou no meu colo e não quis descer. Cheguei em casa e ele não queria tomar banho", relata Camila, com a voz trêmula e lágrimas nos olhos. "Quando tirei a roupa dele notei que o bumbum estava vermelho. Na hora senti um aperto no coração, mas ele não falava o que era. Até que perguntei: o que nós somos, filho? E ele me respondeu: amigos, mamãe. Disse para ele que amigos contam tudo um para o outro, e perguntei novamente o que aconteceu. Foi quando ele me disse, de maneira inocente, o que o primo de 16 anos havia feito".

Estoques de sangue do Hemocentro estão baixos

A vendedora Ivanete Fernandes doou sangue pela primeira vez. Depois da experiência, um sorriso nervoso apareceu no rosto dela, junto com a certeza de dever cumprido. “É uma sensação maravilhosa poder estar ajudando o próximo”, garante.

Ivanete era um dos 44 voluntários que foram ao Hemocentro neste sábado (24). Carlos Magno Gernandes organizou a caravana solidária. Ele, mais do que ninguém, sabe da importância desse gesto. Há seis anos, foi esfaqueado durante um assalto e precisou passar por uma transfusão. “A transfusão salvou a minha vida, com certeza. Sem o sangue eu não estaria vivo”, afirma.

Na última quarta-feira (21), o Hemocentro virou palco de outro ato de amor; foi o local do casamento de Cilma. Essa foi a forma que ela encontrou para agradecer as transfusões que recebeu depois de sofrer um grave acidente de carro em janeiro. Os convidados também abriram os braços para a ideia e também realizaram doações.

Apesar da boa vontade de algumas pessoas, o estoque de sangue ainda está baixo. Como julho é mês de férias, o movimento no Hemocentro costuma cair. A principal carência é a do tipo sanguíneo AB negativo.

Para doar, basicamente, é preciso ter boa saúde e não usar remédios. O voluntário deve ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos e ter dormido, pelo menos, seis horas na noite anterior.

O Hemocentro fica no Setor Médico Hospitalar Norte, perto do Hran e funciona de segunda a sábado, das 7h às 18h.

FONTE: DFTV

sábado, 24 de julho de 2010

GDF afirma que passagem de ônibus não terá reajuste

A decisão foi anunciada depois de um mês de análise das planilhas de custo das empresas. A conclusão dos técnicos do governo foi de que não havia motivos para o aumento das passagens.

A auditoria que o GDF vai divulgar na segunda-feira (26) deve apontar que o sistema de transporte opera sem déficit, ao contrário do que afirmam os empresários, que alegam trabalhar com um prejuízo de 28%. O governo também deve publicar um decreto para que a cada pedido de aumento de tarifa seja feita uma auditoria como esta.

O governo vai propor também que as tarifas sejam reajustadas anualmente com base nos custos das empresas e na inflação, como já ocorre em outras cidades. Assim, os passageiros não serão pegos de surpresa e poderão se preparar para o aumento.

O sindicato das empresas afirma que não tem dinheiro para pagar a primeira parcela dos salários de motoristas e cobradores do próximo mês. Os passageiros temem que as paralisações continuem.

“No final eles vão acabar fazendo chantagem, a passagem vai ser aumentada e ninguém vai poder reclamar”, relata o estudante Wagner Chagas. A auxiliar de limpeza Elda Gomes acredita que o ideal seria o preço continuar como está, sem aumento de passagem. “Eu acho um absurdo a passagem de Brasília custar R$ 3”, sublinha.

O governador do DF, Rogério Rosso, disse que não terá pressão de empresário que o faça liberar o aumento de tarifa. “Aumento de tarifa se dá com necessidade verdadeira”, declara.

O sindicato das empresas não comentou a decisão do governador. Os rodoviários cancelaram a assembléia que fariam domingo porque os empresários já mandaram para o banco o pagamento do adiantamento salarial, que estava atrasado.

Fonte: DFTV

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Estudantes da UnB estão com medo de andar no campus da Asa Norte


Uma pesquisa feita por alunos de psicologia da Universidade de Brasília (UnB) confirma o que toda a comunidade acadêmica percebe no dia a dia: as pessoas têm medo de andar pelo campus da Asa Norte.

Dos entrevistados, 31% apontam a iluminação precária como a causa do temor que ronda a universidade. “Eu tenho muito medo de andar por aqui, subir andando para a parada de ônibus, inclusive”, relata a estudante Suzana Ribeiro.

A iluminação não é suficiente, os estudantes caminham pela escuridão mesmo onde há postes de luz. De acordo com o prefeito do campus, Paulo Cesar Marques, o projeto de iluminação já foi licitado. “O contrato foi assinado na semana passada. Até o fim do ano, nós esperamos que o campus Darcy Ribeiro já esteja com o novo padrão de iluminação”, declara.

“Para todo mundo na universidade seria um benefício imenso, ninguém gosta de descer na escuridão”, sublinha o estudante Larisson Mendes. A pesquisa indica ainda que, para 21% dos entrevistados, a falta de policiamento é a causa do problema. Outro motivo de preocupação, para 24% dos ouvidos, é o número pequeno de pessoas circulando pela universidade, o que aumenta a sensação de medo.

A prefeitura do campus informou que está estudando a compra de equipamentos de segurança para melhorar a proteção da região. A Polícia Militar declarou que está fortalecendo a parceria com a UnB para que a fiscalização do batalhão de área possa ser intensificada.

Fonte: DFTV

Pacientes esperam até 17h para serem atendidos no HRAN

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) deu mais um exemplo do descaso que toma conta da saúde pública no Distrito Federal. Na manhã de ontem, pacientes aguardavam por mais de quatro horas na sala de espera do pronto-socorro. Na quarta-feira, a jornada foi ainda mais árdua: 17 horas. Foi esse o tempo que a auxiliar de limpeza Marisa Silva dos Santos, 43 anos, esperou para ser recebida por um médico. E ela não estava sozinha. Dezenas de pessoas enfrentaram situação semelhante.

A moradora de Samambaia Sul deu entrada no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) com pneumonia às 7h05 de quarta-feira e foi atendida à 0h30 de ontem. Mãe de três filhos, Marisa deixou os dois menores com uma vizinha enquanto buscava tratamento para a doença. “Isso é um absurdo, uma falta de respeito. A gente vem para o hospital porque está precisando”, reclamou. A auxiliar de limpeza foi submetida a exames de raios x, de sangue e foi medicada. Saiu da consulta às 3h30. Esperou até as 6h para ir à Rodoviária do Plano Piloto pegar um ônibus de volta para casa.

“Essa situação é uma calamidade pública. Os hospitais estão abandonados. Se não quer atender o povo, fecha logo as portas”, revoltou-se a manicure Maria Aparecida Nunes de Souza, 38. Ela também compartilhou com Marisa a angústia de esperar por amparo médico. Com uma alergia, ainda de origem desconhecida, por todo o corpo, a moradora do P Sul aguardou mais de 12 horas por atendimento. “Eu preciso saber o que está acontecendo comigo. Se não for ao médico, como vou fazer? Não tenho dinheiro para pagar consulta particular.”

De acordo com o chefe de equipe de plantão, Sidnei da Silva Queiroz, um dos três médicos que trabalhariam na quarta-feira estaria de atestado médico. Ausência suficiente para instalar o caos no pronto-socorro do Hran.

Repetição
No início na tarde de ontem, a situação não era diferente. Pacientes reclamavam da demora e da qualidade do atendimento no Hran. Nem mesmo o aposentado Joaquim Ferreira de Moraes, 87 anos, teve atendimento imediato. Com muita dor de cabeça e vomitando, ele, que tem reumatismo, esperou mais de duas horas para ser chamado. “Não entregaram nenhum papel para a gente com o horário que demos entrada no hospital. O registro fica no computador. Assim é fácil fazer qualquer mudança nos dados. Antes, quando era no papel, ficava difícil”, acusou o genro de Joaquim, o motorista Raimundo Nonato Vieira da Silva, 48. “Foi difícil convencê-lo a vir ao hospital, mas tivemos que insistir porque ele está muito mal”, relatou a cozinheira Maria Morais da Silva, 57. A família veio do Núcleo Bandeirante em busca de tratamento para Joaquim na Asa Norte. “Sei que se procurasse o posto não resolveria o problema do meu sogro, a gente já sabe como funciona”, explicou Raimundo.

O eletricista Lucas Barbosa, 31 anos, morador de Sobradinho, não resistiu à lentidão do atendimento. Após cinco horas, solicitou um atestado de comparecimento. O documento comprovou a espera: das 7h às 13h. Mesmo doente, deixou o hospital para cumprir o resto da jornada de trabalho. “Estou há 30 dias com uma tosse e uma dor no peito sem explicação. Quando cheguei aqui, havia 11 pessoas na minha frente, a fila só foi crescendo. Agora já são 32. Se eles não vão atender casos menos graves como o meu, então deviam avisar para que a gente não ficasse aqui perdendo tempo. É um desrespeito.”

Explicação
Em nota, a chefia de emergência do Hran informou que “a demora no atendimento aos pacientes que recorreram ao pronto-socorro da unidade, em 21 de julho, ocorreu devido à redução da equipe de plantonistas; dos cinco escalados, dois apresentaram atestado médico.” O texto ainda salienta que o número de médicos seria suficiente para atender à demanda “se o atendimento fosse exclusivo para pacientes com quadros de urgência ou emergência.”

"Essa situação é uma calamidade pública. Os hospitais estão abandonados. Se não quer atender o povo, fecha logo as portas"
Maria Aparecida Nunes de Souza, 38 anos, manicure, moradora do P Sul

Fonte: Correio Braziliense

#MUDE

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Bate Papo com Rodrigo Delmasso

Pessoal, nesta sexta-feira às 22h estarei no twitter via twitcam, ao vivo, para conversar com todos vocês. Vamos tratar de assuntos como política, educação, saúde e eleições 2010. Convidem seus amigos.

Após quatro horas de paralisação, ônibus voltam a circular



Os ônibus das viações Planeta e Planalto (Viplan) voltaram a circular normalmente às 9h desta quinta-feira (22/7). Motoristas e cobradores das empresas iniciaram mais uma paralisação às 5h, e paradas de ônibus ficaram lotadas em diversos pontos do Distrito Federal. A situação foi mais crítica na Estrutural, no Guará e no Núcleo Bandeirante.

A categoria protesta pela falta do pagamento do adiantamento salarial de 40% e da cesta básica, de R$ 112. Os valores deveriam ter sido depositados desde a terça-feira (20/7) pelas empresas e estão previstos na convenção coletiva da categoria. Desde terça, os funcionários dessas viações têm feito paralisações relâmpago para pressionar o cumprimento do acordo.

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários do DF, João Osório, o sindicato utiliza as paralisações para informar a categoria a respeito da pressão dos empresários sobre o governo, que implicou na falta de pagamento dos funcionários das empresas Viplan e Planeta. No entanto, a categoria pode ficar dividida no caso de uma greve geral, já que outras empresas efetuaram o pagamento aos funcionários.

Não há previsão, por parte do sindicato, de novas paralisações ao longo do dia. Haverá uma assembleia no próximo domingo (25/7) e, caso o acordo não seja cumprido ou a categoria não receba uma nova proposta até lá, haverá greve geral.

Greves
O transporte público do DF tem sofrido com seguidas paralisações relâmpago desde junho. Os rodoviários conseguiram aprovar o acordo coletivo da categoria após três dias e meio de greve, entre 14/6 e 17/6.

Conversas entre o Sindicato dos Rodoviários, dos Empresários e o governo do DF terminaram com o acordo de que os motoristas e cobradores receberiam reajuste de 9%. Os empresários aceitaram a proposta com a condição de que o governador Rogério Rosso analisasse, em 30 dias, a planilha de custos das empresas com a manutenção do serviço público. De acordo com a assessoria de imprensa do governador, Rosso está finalizando a análise e deve entregar um parecer sobre o aumento de passagens até este sábado (24/7), quando termina o prazo estabelecido na época.


Fonte: Correio Braziliense (www.correiobraziliense.com.br)

A partir de domingo, ônibus interestaduais passam a desembarcar na nova Rodoviária

A partir deste domingo (25/7), os ônibus que vêm de outros estados não desembarcarão mais na Rodoferroviária. Os veículos que sairem ou chegarem a Brasília de qualquer distância superior a 75 quilômetros terão a nova Rodoviária Interestadual como destino. A obra em formato de asa delta está localizada na Estrada Parque Industrial (Epia), ao lado da estação Shopping do Metrô. A estimativa é de que aproximadamente 4,6 mil pessoas passem por lá todos os dias, entre embarque e desembarque.

Com um atraso de mais de três meses na inauguração, a obra, que estava prevista para ser concluída antes da festa dos 50 anos de Brasília (21/4), ganhou um comitê especial, dirigido pela vice-governadora Ivelise Longhi, que definiu o fim da construção como uma das prioridades.

Segundo a assessoria da Secretaria de Transportes, ainda estão sendo estudadas as propostas para a destinação do espaço da Rodoferroviária. A maior parte dos ônibus do Entorno desembarca na Rodoviária do Plano Piloto. Outros veículos, que também paravam no centro de Brasília, passarão a partir e desembarcar na Rodoviária Interestadual, como os vindos de Caldas Novas, Cristalina e algumas cidades de Minas Gerais.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pacientes são orientados a procurar outros hospitais por falta de médico


A emergência vazia do Hospital Regional de Samambaia tinha um motivo: não durava nem um minuto e o paciente já era atendido, mas apenas na recepção. “Não tinha atendimento do médico clínico nem do pediatra. Então, pra mim não resolve, eu precisava de ir ao clínico. E onde moro não tem hospital”, reclama a estudante Daniela Soares.

Por volta das 22h, dessa terça-feira, dia 20, uma ambulância chegou à unidade de saúde. Dentro, uma paciente que precisava ser atendida por um médico clínico. Os socorristas, então, foram atrás de um. Enquanto isso, mais gente chegava à emergência.

Com febre e tosse, foi a segunda vez em 20 dias que um homem procurou o Hospital de Samambaia. Ontem, só conseguiu um pouco mais da mesma orientação. “Mandaram ir pra Taguatinga ou Ceilândia. É difícil ter o atendimento”, diz o auxiliar de serviços gerais Maurício de Lima.

E Maurício saiu em busca de atendimento em outra unidade. Já a ambulância e a paciente permaneciam na porta do hospital, aguardando. Diferente de um casal que tentou uma consulta na pediatria. Rapidamente souberam que a dor de ouvido do filho não seria tratada imediatamente.

“Trabalhei até 20h, e quando chego em casa o meu filho está chorando de dor de ouvido. Vou para o hospital, mas não tem atendimento. Então, fica difícil”, comenta o armador José de Jesus.

Há duas semanas, a pediatria e a clínica médica do Hospital de Samambaia foram reabertas depois de ficarem quase um mês interditadas. A medida foi tomada pelo Conselho Regional de Medicina, que exigiu do GDF melhores condições de trabalho, além da escala mínima de dois médicos por turno. O acordo foi feito.

Mas ontem, duas semanas depois e 40 minutos após chegar ao Hospital de Samambaia, foi a ambulância que teve que fechar a porta. “Está sem condições de atendimento”, afirma um socorrista do SAMU.

A direção do Hospital de Samambaia informou que a demora no atendimento seria causada pela falta da enfermaria, que continua fechada. Ela só será reaberta com a contratação de, pelo menos, 15 novos profissionais. 

Fonte: Bom Dia DF

#MUDE

Escolas públicas de ensino para jovens e adultos têm a pior colocação no Enem

Segundo o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), das 10 melhores escolas do DF, apenas uma é publica. É o Colégio Militar, na Asa Norte. Como é administrado pelo Exercito, é considerado federal.

A escola pública administrada pelo GDF que teve a melhor nota foi o Centro Educacional Taquara, que fica na Zona Rural de Planaltina. A escola tem apenas 800 alunos, vindos de vários núcleos rurais e chamou atenção no resultado do Enem. Das 254 escolas de ensino médio administradas pelo GDF, ela teve a melhor nota, ficou em 54° no ranking do Enem.

“Eu atribuo tudo isso ao empenho dos professores da escola, que demonstraram em sala de aula motivação, levando os alunos a se motivarem também”, explica a vice-diretora Maria Sonalli Reis.

Orgulho para uns, preocupação para muitos outros. No exame aplicado pelo MEC, as piores notas foram para as 24 escolas públicas, que oferecem ensino para jovens e adultos. O coordenador do Projeto de Ensino para Jovens e Adultos (EJA), Edilson Rodrigues, disse que não há falha na qualidade do ensino. O problema é que o interesse do aluno do EJA é diferente daquele que cursa o ensino médio.

“O aluno da Educação de Jovens e Adultos tem a sua condição de trabalhador, ele tem a sua jornada de trabalho, seu potencial de aprendizagem. Tudo isso somado ao fato dele ter que assistir às aulas no modelo regular. Frequentar a escola todos os dias e ainda passar pelo exame de certificação”, relata o coordenador do EJA.

Fonte: DFTV

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pornografia infantil lidera denúncias que chegam à SaferNet

Na última segunda-feira, 19, foi reveloda a existência de concursos promovidos por adolescentes, entre 13 e 16 anos, que filmam suas relações sexuais e competem para ver quais vídeos conseguem mais acessos no YouTube. 

Nesta terça-feira, a reportagem discute a pornografia infantil no meio virtual, violação mais reportada, neste ano, à Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, criada pela organização não-governamental SaferNet e operada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), o Departamento de Polícia Federal e o Disque 100 do Governo Federal. 

Dos 30.601 casos que chegaram ao órgão, de 1º de janeiro a 1º de julho, 44% eram referentes ao delito. Em números absolutos, significa dizer que foram 13.472 denúncias, sendo que 9.376 teriam ocorrido no site de relacionamentos Orkut. 

Diferentemente de pedofilia, que é uma perversão que leva o adulto a sentir atração sexual por meninos e meninas, a pornografia infantil é definida, pelo artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como qualquer situação que envolva menores de 18 anos "em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais". 

De acordo com o presidente da SaferNet, Thiago Tavares, a "quantidade de pornografia infantil disponível na rede é muito grande". Nesta entrevista, ele fala sobre o assédio de pedófilos, principalmente, em salas de bate-papo e sobre as maiores ameaças virtuais contra crianças e adolescentes. Tavares discute ainda o controle frouxo dos pais em relação à navegação dos filhos. 

- Os pais não têm a consciência de que a internet é um espaço público. De que é uma rede que hoje reúne 1,6 bilhão de pessoas, das quais 69 milhões estão no Brasil. Num universo tão grande, não é razoável supor que não vão existir crimes e pessoas que vão utilizar essa ferramenta para praticar crimes, para tentar assediar ou aliciar uma criança ou para tentar expor uma criança ao risco. 

Tavares reforça que, "da mesma forma que os pais precisam orientar os filhos, quando estes saem à rua, precisam orientá-los quando eles se conectam à rede". 

Fonte: www.odocumento.com.br
#MUDE

Projeto cria incentivos fiscais para empresa que contratar ex-presos

A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) apresentou em março deste ano um projeto de lei que cria incentivos fiscais para as empresas que contratarem pessoas egressas do sistema prisional. Esse projeto (PLS 70/10) tramita atualmente na Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS), onde já conta com relatório favorável do senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB).

De acordo com o texto, que contém dois artigos, as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real poderão deduzir, do imposto devido, o valor pago pelos encargos sociais incidentes sobre a remuneração desses trabalhadores - mas apenas durante os dois primeiros anos da contratação.

Poderia ser abatido, assim, o valor das contribuições pagas à Previdência Social, ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ao salário-educação, às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e ao seguro contra os riscos de acidentes de trabalho.

Ao defender o estímulo à contratação de ex-presos, Marisa argumenta que "a falta de uma cidadania plena desses cidadãos tem sido um grave problema social e de segurança pública no Brasil". Ela afirma que "não é recomendável que esses trabalhadores sejam deixados na ociosidade" e "até para os que se encontram aprisionados, a existência de perspectivas é um fator positivo". Em seu relatório, Roberto Cavalcanti reitera esses argumentos e recomenda a aprovação da matéria.

Se for aprovada na Comissão de Assuntos Sociais, a proposta será enviada a outra comissão do Senado: a de Assuntos Econômicos (CAE), onde receberá decisão terminativa. Caso seja aprovada nas duas comissões, a matéria será então enviada à Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Senado

Sofrimento dos moradores do Condomínio Sol Nascente

Poeira provocada pelo tempo seco e falta de asfalto, e lixo a céu aberto. São as primeiras situações percebidas ao chegar ao Condomínio Residencial Sol Nascente, em Ceilândia. Quem vem de fora se depara com a dura realidade dos moradores da região. A esperança da população, no entanto, renova-se a cada troca de governo e todos lutam para que os problemas da região, enfim, terminem.

Com a troca de administração na cidade e os problemas que aconteceram com o antigo governador, "quem sofre mais é a população". Isso é o que diz a líder comunitária, Luciene Francisca Dias, que lida constantemente com as necessidades da comunidade que se sente refém do descaso. "Às vezes um político aparece e nos traz algum benefício. O problema é que quando entra o político seguinte, ele retira esse benefício apenas por ter sido do mandato do outro", desabafa Luciene.

Em 19 de outubro de 2000, foi assinada a Lei Complementar 330, para criar o Núcleo Habitacional Parque Sol Nascente. Já se passaram quase 10 anos. O objetivo era regularizar a invasão, preservar a fauna e flora, distribuir a ocupação do solo, promover políticas sociais e econômicas, construir vias de acesso e instalar equipamentos públicos.

No entanto, a lei parece ter ficado só no papel. Muitas mudanças ocorreram em benefício do lugar. Houve implantação de rede de água, luz e esgoto, o que aparenta ter sido recebida com grande alívio e satisfação. Contudo, não parece ter sido o suficiente. A água do esgoto, de alguma forma, escorre pelas ruas do  condomínio e as crianças se tornam alvo fácil para doenças contraídas através da água suja.

Fonte: Jornal de Brasília

#MUDE

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Liminar suspende transferência de moradores de invasão para casas do Pive, na Estrutural

A Vara do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) concedeu uma liminar, nesta quarta-feira (14/7), que determina a suspensão da transferência das famílias que habitavam as quadras 12 e 08 da Vila Estrutural para a quadra 16, na qual o Governo do Distrito Federal (GDF) construiu casas pelo Programa Integrado Vila Estrutural (Pive).

De acordo com a assessoria de imprensa do tribunal, os moradores reclamaram do cheiro forte do chorume, que vem de um aterro sanitário, localizado na região. A decisão estabelece que as famílias só poderão ser transferidas, após uma comprovação de boas condições de habitação.

Caso a determinação seja desobedecida, é aplicada multa no valor correspondente a R$ 5 mil para cada ato de transferência.

Em nota, o GDF declarou que vai respeitar a decisão e reiterar, com base em estudos técnicos, que o local possui boas condições de segurança.

Ação
A Prefeitura Regional Comunitária Cidade Estrutural (Preces-DF) moveu uma ação contra a Agência de Fiscalização (Agefis) de Obras do DF, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) e GDF para que as famílias que habitavam uma invasão na Vila Estrutural não fossem transferidas para a área em que casas foram construídas para abrigá-los. A prefeitura alegou que a região não teria boas condições de habitação.

Nesta quarta, saiu a liminar que determina a suspensão da transferência - algumas famílias já haviam sido transferidas. Aquelas que ainda habitam a invasão, podem continuar no local, enquanto quem já está na nova quadra, pode, também, permanecer.

Qual o propósito do Milagre em nossas vidas?

Neste domingo (18/07) o Pastor Rodrigo Delmasso ministrou a palavra na igreja Sara Nossa Terra do Riacho Fundo 1, coordenada pelo Pr. Maurício Blois e trouxe às pessoas uma Palavra com o tema "Qual o Propósito do Milagre?", onde mostrou a todos porque muitas vezes nós não recebemos Milagres, devido à razão pela qual buscamos esses milagres. Temos que mudar o nosso foco para que recebamos as bençãos de Deus.
O milagre serve para exaltar a Deus e não apenas para resolver um problema nosso.

Foi um culto abençoadíssimo e a igreja recebeu muito.


GDF investe mais em internação do que na prevenção de atos infracionais

No mês em que se comemoram os 20 anos do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), um dado é desanimador. O GDF investe muito mais em internações do que na prevenção de atos infracionais. Segundo Perla Ribeiro, coordenadora executiva do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente (Cedeca), em 2010 foram direcionados R$ 9,6 milhões para o sistema de internação, enquanto o investimento de Liberdade Assistida (LA) foi reduzido. A lei orçamentária do ano previa R$ 633 mil para a LA, mas por decreto da Secretaria de Planejamento, houve redução de verbas para apenas R$ 39,7 mil, para todo ano de 2010, nas despesas de gasolina, materiais de escritório e quaisquer ações necessárias. Redução de R$ 593 mil para ações de Liberdade Assistida.

Hoje, o DF tem 1,7 mil jovens cumprindo a medida por meio de 14 Núcleos de Liberdade Assistida, em diferentes cidades. Apenas um carro faz o transporte entre os Núcleos. Além disso, o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) sugere que haja no máximo 20 atendidos para cada profissional responsável pela LA. Para atender aos 1,7 mil infratores que cumprem essa medida no DF há 35 profissionais de nível superior, que atuam na Gerência de Liberdade Assistida. Uma média de 49 atendidos por profissional.

Fonte: Jornal de Brasília

Campeões do Enem têm em comum a dedicação


Não é à toa que eles estão entre os melhores do Distrito Federal na edição de 2009 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Dedicados aos estudos por natureza, Cassiano, Teruã, Mateus, Tiago, Felipe, Abhner e Helton tiveram uma excelente formação e se prepararam para concorrer aos mais disputados vestibulares do país. Eles confirmam que a preparação para um processo seletivo os deixou prontos para enfrentar qualquer desafio. Com notas que variam entre 867,74 e 832,56, o desempenho desses meninos nas provas do Enem ultrapassou em mais de 300 pontos a média nacional dos participantes da avaliação no ano passado, definida como 500. E ficou mais de 100 pontos acima da média atingida pela escola mais bem colocada do DF, o Colégio Olimpo. As médias só não chegaram a bater as mais altas do Brasil. A diferença entre o aluno mais bem colocado do país (que é de Curitiba) e o melhor do DF, Cassiano Crespo Santiago, 19 anos, é de 24,02.

O interessante é que, apesar de terem alcançado ótimos resultados, apenas um dos sete entrevistados pelo Correio ingressou no ensino superior por causa da nota do Enem: Cassiano. Ele garantiu uma vaga no curso de medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa) e curte a experiência em território gaúcho. Já os demais partiram para outras opções que lhes despertaram mais o interesse do que as instituições que adotaram o exame. Teruã vai se mudar para Belo Horizonte; Mateus já se instalou em Campinas; Tiago agora tem São Paulo como endereço; Felipe quer partir para São José dos Campos; enquanto Abner e Helton preferiram continuar a vida no cenário brasiliense.

Escolas públicas avançam

Entre as escolas públicas, os primeiros colocados da edição passada do Enem mantiveram suas posições. As duas instituições melhor avaliadas são o Colégio Militar de Brasília, com 673,73 de média, e o Colégio Militar Dom Pedro II, com a marca de 635,49. Atarefado com a produção de um evento esportivo na escola, o diretor do Colégio Militar de Brasília, que encabeça a lista de melhores escolas, não pôde falar com a reportagem.

Na vice-liderança, o Colégio Militar Dom Pedro II investe na valorização dos professores e na participação dos pais em todo o processo educacional. Aulas no contraturno e doses de disciplina militar ajudam a garantir o bom desempenho. Segundo o coronel Márcio Dantas, que comanda a instituição, 70% do corpo docente tem pós-gradução e pelo menos cinco frequentam aulas de Mestrado na Universidade de Brasília. “Este ano, alguns dos nossos professores estiveram no 17º Congresso de Educação, em São Paulo. Ajudamos com os custos das especializações que os professores cursam. Arcamos com algo entre 30 e 40% do valor”, explica.

Outra política que a escola instituiu para estimular o aprendizado é a melhoria das instalações. “Um ambiente adequado e aprazível é muito importante no processo de aprendizagem.” Para não sobrecarregar os alunos, a recuperação, antes feita apenas no fim do ano, passou a ser semestral. Dantas destaca que o esforço da escola seria inútil se não houvesse envolvimento familiar.

Trazer os pais para o ambiente escolar é uma das estratégias de Renato Jerônimo Bentes, diretor do Centro de Ensino Fundamental Carlos Mota, no Lago Oeste. A escola ficou na 139º colocação, com média de 471,18, e é a pior quando se leva em conta apenas o ensino médio regular. As 30 que ficaram em pior situação entre as instituições estaduais oferecem o sistema de educação para jovens e adultos (EJA). “Ao assumir a escola, encontrei alunos pouco motivados para fazer o Enem. Tentamos estimular isso neles, já que a prova pode levá-los à faculdade”, salienta o diretor.

Fonte: Correio Braziliense

sábado, 17 de julho de 2010

Resultado da Enquete

A enquete que perguntava aos leitores do blog qual(ais)  deveria (m) ser(em) (s) prioridade(s) do próximo Governo do DF ficou assim:

1º -  Educação, com 78%
2º -  Saúde, com 75%
3º -  Trabalho e Emprego, com 45%
4º -  Transporte, com 21%
5º -  Desenvolvimento Social, com 18%

Obs.: cada participante pôde votar em até 03 opções.

A próxima enquete já está no ar.

Desigualdade de salários ainda é grande no Distrito Federal

Aos 69 anos, Ulisses das Dores ainda encontra forças para o trabalho pesado. “Eu ando na cidade quase toda catando. Encho um sacão e ponho na cabeça. Eu vendo essa sacola grande por R$ 9. Só que eu demoro um dia para enchê-la”, conta o catador Ulisses Pereira das Dores. 

Por mês, Ulisses não tira mais que R$ 200 e tem que escolher uma prioridade. “Dá para comprar verdura para minhas filhas; o leite eu pego do governo, o leite e o pão. E eu estou devendo três contas de água e um ano de luz porque não está sobrando”, diz. 

O cabelo todo arrumado não diz o que Maria de Jesus faz. Mas é difícil manter a vaidade. Ela trabalha separando material reciclável no lixão. “Eu recebo R$ 300, fazendo a conta. É pouco, mas serve. O pior é não receber nada”, enfatiza a catadora Maria Anunciada de Jesus. 

A realidade dos catadores que trabalham no lixo é bem diferente da Brasília que concentra riquezas e que todos conhecem. Enquanto no lixo o rendimento fica bem abaixo de um salário mínimo, entre os 10% mais ricos, ninguém ganha menos que R$ 4,6 mil. 

O rendimento médio na faixa mais rica é de R$ 8,3 mil. E quem ganha até R$ 2.035,00 está entre os 25% mais ricos. “Eu devo ganhar mais que isso e não me considero mais rica”, fala a professora Raquel Mendonça. 

“Acho que R$ 2 mil teria que ser o salário mínimo”, afirma o universitário Oliver Oliveira. 


A renda dos 10% mais ricos é 42 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Há 18 anos, a diferença era de 65 vezes. Nesse período, a desigualdade já foi menor que agora. Segundo o Dieese, ela voltou a crescer nos últimos cinco anos, quando a renda dos 10% mais ricos aumentou 28,7%, enquanto a dos mais pobres foi de 17,8%. 

“Você tem órgãos públicos no DF, tipo Senado, a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, e isso aí faz a diferença”, comenta o projetista Henry Magnussin. 

E foi no setor público que as contratações e salários cresceram, avalia o pesquisador do Dieese, que só vê como saída reformas estruturais. “Além de um ambiente econômico em crescimento, é preciso que tenha reforma tributária que desloque o ônus do pagamento de impostos progressivamente para os mais ricos, desafogando o pagamento de tributos por parte dos mais pobres. Além disso, é preciso uma reforma agrária que democratize o acesso a terra no país e no DF”, enfatiza Tiago Oliveira, do Departamento Intersindical de Estatísticas/Dieese. 

“O pobre tem um lote de 4x20, de 6x20. Já os ricos têm mansões de dois mil metros quadrados. A desigualdade é assim mesmo”, ressalta o catador Ulisses Pereira das Dores.

Segundo o Dieese, metade da população do Distrito Federal ganha, em média, R$ 818 por mês. 


Fonte: DFTV


#MUDE!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Alunos da rede pública terão merenda escolar da agricultura familiar

A partir do dia 26 de julho, quando os 500 mil alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal voltam às aulas, parte da merenda escolar será composta de alimentos produzidos por agricultores familiares do DF.

Três organizações assinaram na segunda-feira (12/7) contratos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e passarão a vender o que produzem para as escolas.

A Associação dos Produtores Rurais de Alexandre Gusmão (Aspag) assinou contrato de R$ 1,2 milhão. Já a Associação dos Produtores Rurais de Sobradinho (Aspraf) será beneficiada com pouco mais de R$ 66 mil, enquanto a Cooperativa Agropecuária de São Sebastião (Copas) receberá R$ 582 mil.

Os interessados em participar do programa podem procurar qualquer unidade da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). Além disso, a organização deverá informar à Secretaria de Educação quais gêneros alimentícios que poderão ser repassados para as escolas.
Fonte: http://www.correioweb.com.br/

Governo destina R$20 milhões para Passe Livre


Os estudantes que ainda vão até o posto da Fácil sem carregar o cartão e sem previsão de quando isso poderá ocorrer. O dinheiro do Passe Livre acabou no dia sete do mês passado. Durante todo o mês de junho, Maria pagou passagem para os quatro filhos irem para a escola. “São R$ 3 de cada um por dia, fica difícil”, conta.

Quem estuda na Universidade de Brasília, tem ainda mais pressa. “Estava em greve e, agora que as aulas retornaram, ficou essa coisa desencontrada com o resto dos alunos”, explica a estudante Elken Hellen de Araújo.

O decreto publicado hoje autoriza o repasse de R$ 20 milhões para manter o benefício dos estudantes. O dinheiro foi retirado de propaganda, do fundo de desenvolvimento - que garante a isenção de ICMS para o setor produtivo - e de contratos de informática das administrações regionais.

Segundo o GDF o dinheiro vai ser liberado para o DFtrans, e do DFftrans para a Fácil, de acordo com a necessidade. O governo garante que as recargas começam na próxima segunda-feira. “A última vez eu fiquei quase um dia inteiro aqui”, conta uma estudante. “Desde quando fiz o cartão, nunca consegui fazer uma carga”, lamenta um estudante.

O governo disse que vai ter de cobrir as áreas de onde foi retirado o dinheiro para garantir o Passe Livre. O projeto enviado à Câmara Legislativa, em junho, previa recursos de emendas parlamentares, mas os deputados distritais alteraram o texto.

Fonte: DFTV

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Discrepâncias em Brasília

No Brasil os pobres são a parcela da população que mais paga impostos para sustentar um Estado caro e garantir os altos salários de funcionários públicos ricos. Segundo pesquisa da Fiesp, baseada em números da Receita Federal, as famílias pobres que vivem com até dois salários mínimos consomem 48,9% de sua renda em pagamento de impostos. Já os funcionários da Câmara dos Deputados, que na quarta-feira tiveram salários reajustados em 15% e passaram a ganhar entre R$ 4,3 mil e R$ 22 mil, pagam carga tributária bem menor, entre 31,8% e 26,3% de sua renda.


Essa transferência de renda perversa, que tira do pobre para dar ao rico, explica em grande parte a concentração da renda no Brasil. Só que é uma realidade camuflada, escondida, não é divulgada por órgãos públicos nem trabalhada e detalhada por instituições de pesquisa. E por quê? Simplesmente porque não interessa aos sucessivos governos.

Pesquisar, cruzar e expor os números para mostrar quem ganha e quem perde no rateio da renda do País vai tornar claro justamente o que interessa ao governo esconder: além de se apropriar de boa parte do dinheiro dos impostos pagos por todo o resto da população, o setor público tira proveito da atribuição legal de aprovar e executar leis e regras de governança do País, elevando seus próprios salários acima do suportável para a população que o sustenta. Afinal, são deputados e senadores que fazem as leis, definem o reajuste de seus salários, legislam em causa própria e, depois, remetem para o presidente da República aprovar e sancionar. E Lula confirmou e assinou o reajuste do Legislativo: não quer perder votos de servidores públicos para sua candidata. E, como em ano eleitoral deputados e senadores costumam aprovar privilégios públicos para ganhar votos com dinheiro privado dos contribuintes, já estão em curso:

Aumento salarial médio de 56% para os funcionários do Judiciário (impacto de R$ 6,4 bilhões/ano em gastos);

Novo Plano de Cargos e Salários para o Senado (mais R$ 380 milhões);

Piso nacional de R$ 3,5 mil para policiais civis, militares e bombeiros (R$ 20 bilhões);

Criação de 5.365 vagas de agentes de combate a endemias (R$ 2,4 bilhões).

"Virou uma gandaia", interpretou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao referir-se ao oportunismo irresponsável dos parlamentares em abusar do dinheiro público para favorecê-los em campanha eleitoral. Mas é uma "gandaia" a que o próprio presidente Lula aderiu nos episódios dos reajustes salariais dos servidores da Câmara e dos aposentados que ganham acima do salário mínimo. Na quinta-feira ele disse que vai parar por aí, chamou de "sandice" o comportamento dos parlamentares, mas deixou uma brecha para nova "sandice": "Vamos cumprir as parcelas de aumento que tínhamos acordado em 2008", decerto referindo-se ao reajuste dos funcionários do Executivo, que Paulo Bernardo descartou há dias, na expectativa de adiar para o novo presidente.

Com seus salários privilegiados na comparação com a remuneração dos trabalhadores privados, os funcionários públicos fazem de Brasília a cidade com maior renda per capita do Brasil - R$ 34,7 mil/ano, o dobro da média do País e sete vezes mais do que a do Piauí. O salário médio do Poder Judiciário (do motorista ao juiz), por exemplo, ultrapassa os R$ 7 mil e, se depender do Congresso, vai aumentar em mais 56%, produzindo uma conta de R$ 6,4 bilhões a ser paga pelo contribuinte - menos o rico e mais o pobre que ganha até dois salários mínimos e compromete metade de sua renda com impostos.

No Brasil a população paga impostos - às vezes sem perceber - e quer ser retribuída pelos governos com ações de progresso social e econômico que melhorem as condições de vida do País. As retribuições mais esperadas e aprovadas pela população são os programas sociais dirigidos a exterminar a miséria e a pobreza, eficiência nos serviços públicos de saúde, educação e segurança e investimentos direcionados ao progresso econômico. É para isso que serve o Estado, não para conceder privilégios aos que nele trabalham.